domingo, 17 de março de 2013

A profecia sobre o "fim" da Torah

"Então os que temiam Adonai falaram em conjunto, e Adonai escutou e ouviu. Um livro de registro foi escrito na presença dele para os que temiam Adonai e respeitavam-lhe o nome."
"Lembrem-se da Torah de Mosheh, meu servo, quando lhe ordenei, no Horev, leis e regras para todo o Yisra'el
Mal'akhi 3:16 e 22 [Bíblia Hebraica; o 3:22 corresponde ao 4:4 da Bíblia Cristã]

"Então os que temem ao Eterno falavam uns aos outros e o Eterno atentava e ouvia. (...) o profeta Malaquias fala de um tempo em que todos se voltarão contra o Todo-Poderoso e declararão que a observância da Torah parece ser totalmente desnecessária." BUNIM, I. M. A Ética do Sinai, p. 147.

Vivemos nessa Era assombrosa profetizada por Malaquias. Ele foi um dos três últimos profetas de Israel, sendo os outros dois Ageu e Zacarias, sendo que todos morreram no mesmo mês, no ano 313 a.C. Pouco antes de Yeshua vir, já havia sido profetizado que chegaríamos a uma Era em que muitos diriam que a Torah não tem mais validade, que não é necessário cumprir, etc. E ainda dizem que foi essa a missão do Messias em vir a terra! Abolir a Torah! 
O Eterno foi tão cuidadoso e tão carinhoso ao nos dar a Sua Torah. Ela nos ensina a viver, nos ensina a agradar ao D'us de nossos pais, Abraão, Isaac e Jacó. A Torah do Eterno foi inspiração para que o Rei David escrevesse lindos salmos, elogiando o valor dela. Falando que felizes são aqueles que nela meditam de dia e de noite (Salmo 1).
Precisamos urgentemente repensar esse posicionamento para assim sermos contados entre aqueles que agradam ao Eterno. 
Shalom aleichem, 
Edgard MacFraggin'

quarta-feira, 6 de março de 2013

Existe diferença entre um x-bacon e um ser humano?

O nome desse sanduba é
X-bacon e não X-Cornélius
"No dia seguinte, por volta do meio-dia, enquanto eles ainda estavam a caminho e se aproximavam da cidade, Kefa [Pedro] subiu ao telhado para orar. Ele sentiu fome e quis algo para comer; mas, enquanto preparavam a refeição, ele caiu em êxtase no qual viu o céu aberto, e algo parecido com um grande lençol estava sendo baixado à terra pelos quatro cantos. Nele havia todas as espécies de animais quadrúpedes, criaturas rastejantes e aves ariscas. Então um voz lhe disse: 'Levante-se, Kefa [Pedro]; mate e coma!"

Obviamente sim. Existe muita diferença entre uma pessoa e um x-bacon. Só para contextualizar, existem alguns alimentos que os judeus não se alimentam, são considerados trefá [impuros]. Entre eles está o suíno, por isso coloquei o "x-bacon". O contexto do versículo é o seguinte: existia um homem chamado Cornélio, que era temente ao Eterno. Ele não era judeu, mas orava a D'us e realmente O servia. Então, D'us quer que Kefa [Pedro] vá lá ter com esse homem. E por isso a visão. Kefa responde inicialmente, quanto a visão, que ele não irá comer comida trefá. Ele é judeu e segue aos mandamentos. Então a visão se repete mais duas vezes. Depois disso, os homens de Cornélio chegam a casa onde Kefa [Pedro] está para procurá-lo. Então, para quê foi essa visão? Certamente para mostrar para Kefa que aquele homem incircunciso também era amado pelo Eterno, e que ele deveria ir ter com ele. Talvez, no fundo, Kefa considera-se os incircuncisos como impuros, como trefá! Mas o Eterno muda isso nele. 

Esse aqui afirma que come porco porque
em Atos 10 as leis alimentares foram
abolidas
Mas o motivo principal desse post não é esse. O que desejo mostrar é que a visão de Kefa nada tinha a ver com alimentação. Quando terminou a visão, será que Kefa foi atrás de um churrasco de porquinho? Ou de comer camarão grelhado? Não! A visão não o permitia depois quebrar a Torah! A Torah não mudou quanto as regras alimentares. Só que muita gente que não compreende nada da Torah afirma com esse trecho que as leis alimentares foram abolidas. Em primeiro lugar, elas nunca foram aplicadas aos não judeus. Então, elas ainda têm validade, para os judeus. Mas não pensem que os não judeus não possuem nenhuma regra alimentar, pois possuem. Já vi gente usando erronea e precipitadamente um trecho de Timóteo para falar que não há regras alimentares para ninguém. Mas em Atos 15 está expressamente proibido comer sangue e carne de animal sufocado. Isso para os não-judeus que servem a D'us. As regras alimentares continuam valendo para todos, cada um na sua categoria.  

"As pessoas que entendem esses símbolos literalmente poderiam também pensar que, quando o Messias nos exortou a ser como pombas, quis dizer que deveríamos botar ovos" C. S. Lewis
Essa  frase do Lewis é sensacional. Quem interpreta o texto de Atos 10 como referente aos hábitos alimentares, de que eles foram abolidos, deve começar a construir um ninho e botar alguns ovinhos. Ovos de pombo, faz favor. 

Edgard MacFraggin'

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sem Torah não existe o conhecimento do que é pecado

"Porque até ao regime da Torah havia pecado, mas o pecado não é levado em conta quando não há Torah." Romanos 5:13

Parashah é a porção semanal da Torah que é lida no shabbat pelos judeus, no mundo todo. De forma que em um ano, a Torah foi completamente lida. A parasha dessa semana é a Ki Tissá (Êxodo 30:11 - 34:35). Nessa parashah é relato sobre a outorga da Torah ao povo de Israel. Também fala do vergonhoso evento do bezerro de ouro. 
Daí, estava lendo algumas seleções do Midrash no site da Beit Chabad. E lá parte do bezerro de ouro, depois que Moisés desce e vê o povo agindo de maneira profunda, o Midrash fala que as letras daquelas duas tábuas de safira desapareceram. Aquelas tábuas de pedra que haviam recebido a preciosa grafia do Eterno eram agora apenas tábuas de pedra. Então, Moisés as quebra. As espatifa no chão. E por que ele fez isso?   
O rabino Paulo responde isso perfeitamente em Romanos 5:13. Se não há Torah, não há pecado, pois não há como transgredi-la. Assim, Moisés agiu sabiamente em quebrar as tábuas de pedra, pois o povo não seria tão severamente punido; se as tábuas estvessem lá, o povo teria sido réu de pecado gravíssimo. 
Moisés ainda, diz o Midrash, que destrói o bezerro de ouro, o transforma em pó e o mistura a água; e a todo mundo foi dado essa água para beber. E assim o povo viu que aquele bezerro, a quem haviam chamado de 'deus' estava agora dentro do estômago de cada um deles. 
Isso é muito interessante. A Torah foi de modo algum abolido. A Torah nos ensina a servir ao Eterno, a agradá-Lo. 
A Torah aos judeus; as Sete Leis de Noé aos não-judeus. E assim agradamos com a mesma intensidade ao Eterno.
Sem Torah não existe o conhecimento do que é pecado... logo, não temos conhecimento daquilo que desagrada ao Eterno. A não existência da Torah não faz que o pecado seja inexistente. Faz que ele seja desconhecido.

Edgard MacFraggin'

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Se "a Lei foi abolida", a Graça é uma Anarquia

Diversas vezes escutei - e na verdade cresci com outros me ensinando - que "a Lei foi abolida". Nisso, diziam que a Lei Mosaica foi abolida, que vivemos num período de Graça. Que o Messias veio abolir a Lei e criar uma Igreja, uma nova religião. Vai por aí. 


Mas, se a Lei foi abolida, será que podemos mentir? "Claro que não", eles respondem. Podemos matar? Roubar? Prostituir? "Não, não e não". Mas se não há Lei, como saber o que é certo e o que é errado? Não há como! Então, quem é que regula tudo isso? Responderão de forma mais ou menos assim: "o Messias aboliu a Lei". Será? Será que o Messias falou alguma coisa a respeito disso? Sim, ele disse. Lá em Mattityahu [Mateus] 5:17 - "Não pensem que vim abolir a Torah ou os Profetas. NÃO VIM ABOLIR, mas completar". Será que o Messias estava mentindo? Obviamente não. 



Diversas vezes o Eterno afirma lá na Torah que o que Ele estava ordenando que o povo fizesse era um "estatuto perpétuo", ou seja, não iria ter fim, o povo nunca deveria deixar de fazer nas gerações seguintes. Assim, se dizem que "Lei foi abolida", estão dizendo necessariamente que o "Eterno mentiu", pois ele disse que a Lei nunca seria abolida. Isso é muito sério, creio que as pessoas não param pra refletir sobre isso.

Talvez as pessoas achem que os que praticam a Lei Mosaica (não são obrigados a cumprir a Torah os enquadrados em Atos 15. Mas também não foi proibido que eles cumprissem, caso desejassem) o façam pensando na própria salvação, para ser salvos. Ou então, acham que eles são legalistas. Vou narrar uma explicação muito boa que ouvi na sinagoga. A salvação é pela Graça. É algo dado pelo Eterno. Entretanto, ela não nos ensina a viver. A Lei nos mostra como devemos nos portar. É como se a Salvação fosse o convite para a festa. Mas a festa é de gala, devemos nos comportar lá dentro, nos vestir adequadamente, não colocar doces e salgados nos bolsos, etc. E isso é a Lei que nos ensina. É ela que nos ensina a agradar o "dono da festa", a agradar o Eterno. Quanto a legalidade, Yeshua nunca disse que quem guarda a Lei é legalista, caso contrário, o Messias também seria legalista. Há dois jeitos de guardar a Lei: sendo legalista ou fazer de todo seu coração, de toda sua alma e força. E isso não é ser legalista. Cumprir a Lei é o nosso Serviço ao Eterno. Isso é adoração. Quando eu guardo o Shabat, eu adoro o Eterno. Quanto uso o tsitsit, ou talit ou a kipah, eu adoro o Eterno. Isso faz dar sentido quando eu canto louvores, quando eu oro, etc. Que adiantaria cantar louvores ao Eterno se eu minto, roubo, pratico adultério e não me arrependo dessas coisas? Isso é falsidade! Cumprir a Lei é adorar ao Eterno, é por isso que cumprimos. 

E se não há Lei, quem é que legisla tudo? Porque se alguém "aboliu a Lei", tiveram que criar uma nova lei. E essa "nova lei" é muito semelhante à antiga, pois diz basicamente as mesmas coisas, mas dá também abertura para inserir coisas que a Torah do Eterno proíbe. Por exemplo, o culto à trindade. E essa "nova lei" é bastante semelhante às "7 Leis Noéticas", um conceito muito antigo do Judaísmo, desconhecido de muitos, de muitos mesmos. As Leis Noéticas foram narradas em Atos 15. E mesmo assim, se afirmam que nem uma "nova lei" existe, então tudo é uma anarquia. Ninguém pode afirmar que mentir é pecado. Que roubar é pecado. Não havendo Lei, não há possibilidade de pecar. E as pessoas podem andar cegamente, desagradando o Eterno com isso. Fazer isso é, de certa forma, pensar que nossa sociedade poderia existir sem um Código Penal, sem a Constituição, sem Leis de Trânsito, etc. É voltar à Idade da Pedra e viver segundo os desejos errados dos nossos próprios corações. 

A salvação vem do Eterno. Portanto, devemos agradá-Lo sim. Imagine que fomos salvos e apesar disso saímos deliberadamente quebrando preceitos. Será que a Salvação pode ser perdida? Claro que sim. O Eterno nos dotou de poder de escolha. E podemos escolher nos afastar dEle, mesmo um dia estando perto. Se queremos agradar ao Eterno, devemos cumprir suas Leis. Seja toda a Torah (caso dos judeus) ou "as 7 Leis Noéticas" (caso dos não judeus - explicado em Atos 15, embora já fosse algo bastante antigo dentro do Judaísmo). 

Shalom aleichem, 
Edgard MacFraggin'

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Mudanças no Blog

Shalom aleichem (a paz seja convosco),
           Esse blog eu o comecei por volta de 2009, com o intuito de mostrar aos outros pensamentos pessoais. E falei muito sobre vários assuntos, com uma forma de pensar cristã. Mas, pra resumir a história, em 2006 eu comecei a desconfiar que a família da minha mãe tinha ascendência judaica, pelo lado dos Martins. E isso foi indo e indo, pesquisando e constatando que era verdade. Então, no final de 2011 e meados de 2012 começei minha Teshuvah (retorno), me tornando assim um baal teshuvah. Comecei a viver as mitsvot (mandamentos) nessa época, de forma que cumpri o mandamento da b'rit millah (circuncisão) algumas semanas atrás. Agora, sou judeu, sigo o judaísmo. Creio que Yeshua é o messias, o Filho de Elohim, o "caminho, a verdade e a vida", mas creio que o Eterno é um, indivisível, e que Ele, bendito o seja, não faz parte de nenhuma trindade. Assim, apenas o Eterno é digno de ser adorado, e ninguém mais, nem o messias. Dessa forma, as postagens também refletirão isso. Muito provavelmente todas as postagens de 2012, principalmente às do segundo semestre, refletem o pensamento judaico que tenho aprendido. 
Tenham  Shalom (paz), meus irmãos. Yeshua foi um grande rabino, um grande mestre, mais importante de tudo, ele é o messias esperado. E ele voltará e reinará na Era Messiânica. Reinará por 1000 anos! Ansiamos por esse dia! 

Edgard MacFraggin'

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ateísmo: politeísmo pós-moderno



“O aparecimento dessa fé [judaica] tem sido acertadamente descrito como ‘uma revolução na visão global do homem’. Todas as religiões anteriores e contemporâneas viam o destino humano como sujeito às leis da natureza. Assim como os ciclos naturais retornam ao seu ponto de origem sem pretensão de progresso, assim era a vida humana concebida como um infindável cortejo predestinado passando pelo nascimento e vida – de volta a um ponto de partida nas trevas e no caos. Os próprios deuses estavam sujeitos às paixões, instintos e desejos humanos. Eram associados a emanações naturais – sol, luz, ar, fertilidade, chuva. As forças naturais sendo diversas e numerosas, o conceito pagão de divindade era, conseqüentemente, tão pluralístico que chegava ao caos.”



“Contra o fatalismo característico de civilizações pagãs, o pensamento hebreu, a partir de Moisés, concebe D’us como o autor de forças naturais, isento de seu ritmo cíclico. O desígnio divino realiza-se não na natureza, mas na história humana. O progresso, e não a repetição, é a lei da vida. Na tradição mosaica D’us aplica a Si um novo epíteto: ‘EU SOU O QUE SOU’, aquele que nenhuma definição pode exaurir, o auxiliar onipresente do povo, ‘que se aflige em todas suas aflições  e em Seu amor e Sua compaixão os redime’. O destino humano, uma vez separado do ciclo da natureza, liberta-se da fatalista cadeia da repetição. O homem tem a capacidade de ’rejeitar o mal e escolher o bem’. Está assim dotado de uma dignidade única e ativa, alem do alcance de qualquer outro elemento da natureza.”
ABBA EBAN. A História do Povo de Israel. Editora Bloch, página 19.

                Entre duas potências mundiais – a leste, a Babilônia; a oeste, o Egito – está o território de Israel a nascer. O conceito da época, excetuando a fé do povo de Israel, era de diversas entidades que governavam o mundo: a natureza em suas diferentes facetas eram diferentes divindades. Divindades essas que tinham fraquezas, que poderiam ser manipuladas pela humanidade, etc. Mas em Israel havia a questão monoteísta. Um D’us que “nenhuma definição pode exaurir”. Alguém que deu leis ao povo e que governava, exatamente pois ele foi o Criador de todas elas, as forças da natureza e do universo. É claro que por trás de todas elas existem forças também naturais, como a gravidade, a velocidade da luz, rotação da terra, entre diversas outras. Mas esse raciocínio trás uma essência que diferencia a fé monoteísta da fé politeísta.     
                Entretanto, “depois de Galileu”, as coisas mudaram. Galileu, um cristão, é considerado o pai da ciência moderna. E com a ciência, os processos desconhecidos da natureza passaram, com o tempo, a serem conhecidos e compreendidos. Hoje, sabe-se do ciclo do carbono, do ciclo da água, do ciclo do nitrogênio, de células embrionárias, de dispersão de pólen, de mitose, de movimento dos astros e de energia nuclear. Sabe-se como o leite é produzido nas glândulas mamárias, quais hormônios influenciam o processo e quais hormônios são responsáveis por diversos outros processos. Do ponto de vista do entendimento dos processos, não precisamos mais de um panteão de deuses. Sabemos que não são eles que controlam a chuva, a neve, os mares, a terra. Assim, penso eu, quem mais contribuiu para o surgimento do ateísmo não foi o monoteísmo, e sim o politeísmo. Indo além, pode-se compreender que o ateísmo não é o fim da fé politeísta, e sim sua continuidade. Os motivos que eu observo para isso são:
1)      Sempre houve um conflito entre a fé politeísta e a fé monoteísta. Na minha opinião, a que melhor expressa esses conflitos, foi a Revolta dos Macabeus. Outros povos queriam helenizar (paganizar/”politeismizar”) a fé judaica. Colocar um fim a prática, aos costumes, etc. O ateísmo faz o mesmo atualmente, e faz um proselitismo enorme a nível mundial.
2)      O segundo motivo é que os politeístas adoravam diversos deuses por não compreenderem os processos naturais. Os ateus atuais adoram a si mesmos por terem compreendido os processos naturais. Quase como “não precisamos de nenhum deus pois nós somos deuses; nós controlamos a natureza como queremos”. E tem uma música do John Lennon que expressa muito bem essa idéia. O nome dela é “Serve yourself”. A letra diz exatamente isso, sirva a você mesmo, porque nenhuma divindade fará isso por você.
           Assim, a raiz da fé politeísta é basicamente a mesma raiz do ateísmo. Tanto é que eles criticam basicamente três linhas de fé: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. E todas elas são monoteístas e têm relações amáveis com a ciência ou com outros cultos completamente politeístas. 
             Ou é um conceito de um deus inexistente ou um conceito tão vasto e caótico que ele não é deus de qualquer forma. Ambos são formas de pensar politeístas. 
Edgard MacFraggin'

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os quatro níveis de interpretação bíblica e o Mistério

É interessante escrever aqui depois de um bom tempo. Ver o quanto o tempo passou e o que aprendi de novo. Nesse intervalo, comecei e ler o livro chamado "A Ética do Sinai", de Irving M. Bunim. Um livro excelente. Deveria ser lido por todos que professam a Fé Monoteísta. É um livro ortodoxo, sim. Mas vê-se claramente que a linguagem desses sábios judeus na maioria dos momentos foi muito semelhante à linguagem do Messias Yeshua [Jesus]. 
Os sábios dizem que um texto bíblico não possui apenas a interpretação literal, pois o texto bíblico é poético (lembrando que poético não tem nada a ver com poesia). A poética é a linguagem mais profunda, que apresenta diferentes níveis de interpretação. Ao assumir que um versículo deve ser traduzido APENAS literalmente, esquece-se do Mistério. Assim, a Bíblia passa a ter o mesmo valor de uma publicação científica ou um livro de História. Mas quando assumimos antes de tudo o Mistério, aí ela é o que ela: palavra inspirada por D'us. 
Os quatro níveis de interpretação são: "Peshat", "Rémez", "Derash" e "Sod" (A Ética do Sinai, Introdução, V). Com as primeiras letras dessas palavras, forma-se a palavra "PaRDeS". Essa palavra surge de literatura antiga judaica, e descreve as quatro abordagens da Torá. "Peshat" é o sentido literal, puro e simples do texto. Já para o "Rémez", segue-se a estrutura sintática e gramatical, considerando que determinadas palavras assumem um sentido simbólico ou metafórico. O "Derash" omite a estrutura sintática e até mesmo ignora-se o contexto e segue-se em vasculhar a Torá, em busca de alusões e associações. Já o "Sod" é a interpretação mais profunda do texto, de forma bastante espiritual, chegando a um significado mais profundo que os outros três. 


O livro dá como exemplo o seguinte: considere uma tonelada de carvão. Para uma pessoa comum, isso pode significar apenas isso, 1000 quilos de carvão. Esse é o primeiro nível, o "Peshat". Outra pessoa, mais religiosa, entende que o carvão foi feito por D'us, para que a humanidade pudesse se aquecer. Essa é a abordagem do "Rémez". Uma terceira pessoa estudaria o carvão, e o conseguiria transformar em gás, facilitando o transporte do combustível. Essa mesma pessoa poderia estudar mais ainda e produzir uma fibra sintética, o nylon. Ainda, pode-se demonstrar que um leva ao outro. Essa é a abordagem do "Derash". Mas, pode-se existir uma quarta pessoa, um físico, que consegue realizar fissão nuclear do carvão e liberar assim uma quantidade enorme de energia. Esse é o "Sod", o último nível. A primeira pessoa certamente vai achar a que a fissão nuclear é um mistério, e ela não poderá compreender profundamente. Apenas o físico, um cientista que estudou muito, que possui vasto conhecimento técnico, irá compreender. De modo análogo, apenas os grandes eruditos, que têm experiencias com o Eterno, podem chegar a esse nível. 
Em Jeremias 23:29, o Eterno afirma que "Sua Palavra, é como um martelo que despedaça a rocha". O Talmud comenta sobre esse versículo que quando o martelo bate, a rocha se parte em vários fragmentos; do mesmo modo, quando o Eterno fala, suas palavras tem diferentes expressões (70 expressões, segundo o Talmud). O Talmud afirma que "um versículo das Escrituras Sagradas pode admitir muitos significados". 
Que o Eterno nos abençoe e nos guarde,
Shalom Aleikhem, 

Edgard MacFraggin'



sábado, 18 de agosto de 2012

Amor aos animais, Veterinária, Yeshua, Contrabando de Ilícitos e Abate em Massa

Foto muito antiga, o saudoso Frangolino não
está mais entre nós
Eu decidi ser veterinário em 1999. Tinha 12 anos na época. Faz um tempo já isso. Naquele tempo, muitos acharam que era só “mais uma coisa que o Edgard inventa”. Mas o tempo passou e eu continuei firme. Mas porque veterinária? Bom, obviamente porque eu gosto de animais. E o porque disso? Desde criança tive muito contato com eles. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer dos 2,5 – 9 anos era ficar brincando dentro de um galinheiro que tinha na minha casa. Além das galinhas, tive coelhos, cachorros, e um jabuti, simultaneamente. Portanto, uma passagem que muito me incomodava, até recentemente era aquela em que Yeshua expulsava demônios de um homem de Gadara e os permitia que entrassem em uma manada de quase 2.000 porcos (Mateus 8:30 em diante; Marcos 5:11 em diante). Eu no fundo, no fundo achava que os porcos eram coitados, que não deveriam ter sofrido isso, que não tinham nada a ver. 
Mas daí uns dias atrás estava conversando com um amigo meu, o Borba, e ele me disse que assistiu a uma pregação que o pastor falou sobre isso. Bom, o ministério de Yeshua foi dentro de Israel. Assim sendo, o que uma manada de porcos estava fazendo ali? Se o Eterno tinha dito que eram animais proibidos de serem consumidos por serem impuros (Levíticos 11:7)! Com certeza eles não criavam os porcos como animais de estimação. Era certamente para o abate e consumo da carne! Tanto é que o texto relata que os homens que cuidavam dos porcos fugiram, foram contar aos moradores o que havia acontecido. Os moradores fizeram o quê? Pediram que Yeshua fosse embora dali. Com certeza eles violavam muitos outros preceitos das Torah. 
Yeshua, o Messias, veio para cumprir a Torah. E para defender os 613 preceitos dela. Isso é óbvio, ele é judeu. Ele foi para a região de Gadara não apenas por conta do homem endemoniado. Ele foi ali também para resolver a questão do contrabando de ilícitos que estava ocorrendo ali em Israel. Glórias a D’us, que nos enviou Yeshua. E glórias a D’us que Yeshua considerou a Torah como preciosa. 
Edgard MacFraggin'

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

The Coloring Song


Poxa, creio que nesse blog nunca falei do Petra - uma banda de rock cristão muito clássica, o pessoal das antigas - como eu - com certeza conhece. É por conta de uma música deles o nome desse blog inclusive. A música se chama "I am on the Rock" e antes do refrão eles exclamam: "there's no rock in this world but our G-d!!" (não há outra rocha nesse mundo a não o nosso D'us!!).  Mas hoje vou falar de uma música muito linda, que estava escutando no carro pela manhã, no caminho de vir ao laboratório.  Abaixo, coloquei a tradução da música:


Vermelho é a cor do sangue que escorreu
Pela face dAquele que tanto nos amou
Ele é o homem perfeito, Ele é o próprio Filho de D’us
Ele é o Cordeiro de D’us, Ele é o único
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que faz o amor entre nós fluir

Azul é a cor de um coração tão frio
Que não irá se curvar quando for contada a história
Do amor de D’us por um povo pecaminoso
Do sangue que escorreu pelo rosto de Yeshua (Jesus)
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que mantém nossos corações longe de ficar frios

Dourado é a cor do sol da manhã
Que brilha tão livremente sobre todo mundo
É o sol lá em cima que nos aquece
É o Filho do Amor que acalma a tempestade
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode tornar nossas manhãs em ouro

Marrom é a cor das folhas no outono
Quando o Inverno chega para as árvores estéreis
Há nascer, há morrer, há um plano
E há apenas um D’us, e há apenas um homem
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode fazer nossos pecados brancos como a neve

Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode tornar nossas manhãs em ouro
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que mantém nossos corações longe de ficar frios
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que faz o amor entre nós fluir

Que música linda!! Sim, a teologia dela é simples e verdadeira: há apenas 1 caminho para se chegar a D'us, e esse caminho se chama Yeshua (João 14:6) - o único Filho de D'us (João 3:16). Simão Pedro afirmou em Mateus 16:16 a clássica frase "Tu és o Cristo, o Filho do D'us vivo". Ao qual Yeshua respondeu, "bem aventurado és tu, Simão Filho de Jonas...". E aí, em Mateus 26:63-65, o sumo sacerdote pergunta a Yeshua se ele era o Filho de D'us. Yeshua diz que sim. Ao que o sacerdote responde que isso era uma blasfêmia suficiente para que Yeshua fosse crucificado. Imaginem se Yeshua tivesse dito que era D'us!! 
Obviamente, não quero incitar nenhum tipo de ódio contra os judeus do tipo "os judeus mataram Jesus" (como escutei recentemente). É verdade que alguns judeus não aceitaram o testemunho de Yeshua. Mas outros JUDEUS como Pedro, Tiago, João, André, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão Zelote (Mateus 2:4) além de Paulo, Lucas, Marcos entre outros. Todos eram judeus e o judaísmo não anulou a fé de cada um no messias judeu. Yeshua era judeu. E todos eles entendiam que Yeshua era o Filho de D'us. Toda a Torah aponta para o Ungido, Yeshua. 

Edgard MacFraggin' 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A falsificação do Super Nintendo e a Origem da vida

Graças aos Super Franco Primos(são os quatro irmãos!)
 fomos apresentados ao Universo dos Video Games, 
em 1992 ou 1993. Assim, meu irmão e eu pudemos passar 
horas de diversão com Super Mario Brothers (meu irmão 
o Mario e eu o Luigi - sempre!)


Ah, como eu amo o meu Super Nintendo. Creio que ganhei meu SNES em 1994 ou 1995. Era muito bom jogar aqueles maravilhosos jogos, aqueles gráficos super legais para a época e tal. O último jogo de SNES que eu comprei foi em 2010 (sim sim, 2010) pelo Mercado Livre, encontrei um cartucho original zerado do Yoshi’s Island: Super Mario World 2. E que jogaço, hein? Um jogo excelente e tal.
Poxa, desde que tenho feito meu dinheiro (do inglês, ok? “making my own money” :] ), tenho procurado e tenho feito assim, só compro jogos originais. Porque eu quero que a Nintendo continue a ser rica mesmo, pra continuar produzindo jogos legais. Produzir jogos tem a ver com programação, com horas e horas, meses, anos, criando softwares e hardwares que sejam compatíveis com os programas. Essa parte é muito difícil, realmente. Exige que se tenha formação ou algum treinamento na área, etc. Agora, na mão dos malandros que falsificam, tudo fica muito fácil! É muito mais fácil falsificar ou ripar um game do que fazer um game. Até mesmo o hardware, depois de feito, é fácil de falsificar. A Nintendo pode passar 5 anos desenvolvendo um hardware que depois de lançado será falsificado em poucos meses. Assim, depois de que algo foi desenvolvido, é moleza – perto do conhecimento necessário para se fazer – falsificar. E esse foi, creio eu, um dos motivos da Nintendo ter saído do Brasil, porque aqui a falsificação e comercialização dos piratas era sinistra. Hoje, nintendistas como eu pagam bem mais caro pra comprar os games, porque agora os originais são importados e há uma taxação muito grande. 
As últimas conversas que tive com ateus, ou mesmo comentários deles, quando se falava da origem da vida, origem da célula, etc, dizendo que tendo a primeira célula, seria muito fácil fazer réplicas delas. E sim eles estão certos nisso. Tendo uma primeira célula fica tudo mamão-com-açúcar. Mas e fazer A primeira célula? É tão simples assim? As explicações disso são sempre muito vagas, como “existiam as moléculas e elas reagiram quimicamente e formaram a célula” ou “você nunca viu o experimento de Miller?” [já refutado, procurem os materiais da SCB – Sociedade Criacionista Brasileira]. Já que foi algo simples assim, porque os cientistas não conseguem reproduzir isso em laboratório? A ciência deve ter repetibilidade! Porque que o Miller não tirou do experimento dele células, ao invés de aminoácidos super frágeis, de isomeria incompatível com a vida? 
Realmente, fazer cópias (“falsificar”) é muito mais fácil que fazer algo original. E mais fácil ainda é ficar falando “blábláblá experimento de Miller, eu amo o Dawkins” e sequer estar presente dentro de um laboratório para ver a dificuldade que os experimentos da área de biologia e saúde carregam. De todos os ateus que eu conheço, talvez nem 10% deles estejam em laboratórios ou são ligados de algum modo à ciência. Os outros, são apenas leigos que falam como se fossem experts do meio científico. É por isso que o Stephen Hawkings (ateu) não fica falando as besteiras que muito ateu por aí fala. 
Edgard MacFraggin'

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

D’us? Mas de que “deus” você está falando?


                Diversas e diversas vezes escuto da boca de ateus coisas desse tipo: “ ‘deus’ é muito injusto, olha a maldade que existe por aí!” ou “criação do barro? Haha que coisa idiota, eu gosto de evidências” ou  até mesmo “se ‘deus’ criou todas as coisas, quem criou deus?” e por aí vai.
                Bom, mas realmente, será que nos debates entre ateus e teístas ambos grupos falam da mesma entidade? Os ateus afirmam categoricamente que o “deus” dos teístas é injusto, é cruel, é pouco inteligente, é finito, e daí pra baixo. Os teístas crêem em um D’us infinito, onipotente, onisciente, onipresente, invisível, mas real. Assim, se o D’us teísta é todo poderoso, dono do conhecimento e da moral, e de todas as coisas, como estudá-lo? Não tem como! Como um ateu pode falar que D’us é isso ou aquilo? É ilógico. Por exemplo, diante de uma  atitude feita por um HUMANO. Um estupro seguido de assassinato. A culpa é de D’us? Se D’us deu liberdade para que nós até mesmo pudéssemos ser ateus se assim desejarmos, a culpa por alguém usar muito mal a liberdade dada por D’us é dEle de não ter impedido o ato? Ah, mas se D’us tivesse intervindo, aí diriam que Ele é cruel, que quer dominar a humanidade, que ele não dá liberdade. É a história do “Menino, o Velho e o Cavalo”.
                Ateus, se D’us é todo sábio, como podereis questionar a sabedoria dEle, se a compreensão de sabedoria da humanidade é limitada? É ilógico. Se o amor de D’us é infinito, como podereis questionar esse amor e dizer que Ele é cruel? É irracional fazer isso. E como pensar que algo infinito poderia ter sido criado? É o cúmulo da visão cega. Mas se D’us tivesse sido criado por alguma outra entidade, que vou chamar de “A”. Assim, “A” seria superior que D’us, certo? É óbvio que sim. Então “A” seria digna de adoração, e não D’us. Mas e agora, e quem foi criou o “A”? Assim, entrasse num pensamento infinito de quem criou quem, ao invés de simplesmente aceitar que infinito é o Senhor, nosso D’us.
                Mas o que mais importa, é que essa é a pura verdade: mesmo que fossem mostradas provas incontestáveis de que D’us é D’us e que Ele existe e que a Torah é boa e deve ser seguida, vocês seguiriam? Óbvio que não. No fundo, vocês não seguem D’us não por que Ele não existe, e sim porque vocês não querem. Pra ficar com a mente tranqüila de finjir que não se está quebrar nenhum preceito moral ou que um dia cada um vai pagar por seus atos, é muito mais fácil brincar de que D’us não existe. Mas se pelo menos vocês vivessem a vida de vocês em paz cada um na sua... mas não: vocês fazem proselitismo! Claro, se lascar sozinho ninguém quer, certo? Aiai. Muitas vezes penso em mudar o nome do meu outro blog “Ser ateu é uma Aventura” pra “Ser ateu é uma piada!”

Edgard MacFraggin'

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

5 trilhões de CDs

Sr Norio Ohga
Norio Ohga é conhecido como o criador do CD que temos hoje. Trabalhava na Sony e faleceu ano passado, aos 81 anos de idade. Não sei se desde o início era assim, mas atualmente o CD tem capacidade de armazenamento de 700 MB. Cabe bastante coisa? Razoavelmente. Dependendo do que se quer gravar dá. Outros arquivos são grandes demais. E também ficar carregando um monte de CDs pra cima e pra baixo é bem inconveniente.  Ainda bem que hoje praticamente tudo tem HD interno de alta capacidade de armazenamento. Muito mais prático e inteligente. Mas eu creio que uma coisa fazia o sr. Norio Ohga morrer de inveja: o DNA.
Muito diminuto em tamanho, se comparado ao CD, o DNA tem uma capacidade de armazenamento incrível. Segundo Leonard Adleman, um biólogo e especialista em informática, 1 grama de DNA tem informação suficiente para ser armazenada em 1 trilhão de CDs. O dr. Jay Segeert (o website dele pode ser acessado clicando aqui), em sua partipação no web show "Creation Today" (clique aqui para ver o programa), para dar a ideia de que quantidade de DNA se está falando, tomou como base uma colher de chá. Ou seja, uma colher de chá de DNA (aproximadamente 5 gramas de DNA) contem informação suficiente para ser gravada em 5 trilhões de CDs. E 5 gramas de DNA não são muita coisa com relação a informação, se comparado ao total dela.
O CD é o objeto de crédtio do sr Norio Ohga. E o DNA, é crédito de quem? Do aleatório? Porque se for, o sr. Ohga não deveria ter planejado o CD. Deixasse o aleatório fazer que com certeza ia sair bem melhor,com imcomparável capacidade de armazenamento. 
Então, segundo a evolução, essa mega complexa molecula surgiu do aleatório. E eles não explicam como surgiu. Pelo menos os que eu escutei até agora apenas falam de moléculas reagindo (mas não falam quais as reações), em milhares e milhares de anos (milhares e milhares de anos de falta de informação, porque não tem a minima ideia do que ocorreu) e querem que eu acredite nessa baboseira? Simplesmente não posso. É subestimar meu intelecto. É escolher o caminho do "eu não sei como foi deixa pra lá então". E ainda se julgam os maiores sabichões. E acham até mesmo mais inteligente que outras teorias, como o Design Inteligente (que inteligente tem até no nome).
Como o DNA pode ser capaz de ser quem ele é e funcionar como ele age sem ter tido um planejamento inicial para isso? O aleatório até agora só fez coisas com relação a mim como deixar o meu quarto bagunçado. E isso foi observacional, não algo que milhares e milhares de anos de não observação fizeram e depois eu vim aqui ficar elucubrando a respeito disso. 
Edgard MacFraggin'

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Finalmente uma postagem sobre dinossauros!!

Euoplocephalus
   Sim, finalmente. Desde 1996 aproximadamente sou apaixonado por dinossauros, embora poucos saibam disso. O meu preferido é o Euoplocephalus. Mas melhor fazer suspense e começar com outra coisa. Uma curiosidade: antes de 1841, os dinossauros eram chamados de "dragões". Mas em 1841, o sr Richard Owen os chamou de "dinosauria", que significa "lagartos terríveis"! Assim, sim os dragões existiram. É quase como chamar mandioca de macacheira. São sinônimos.  Um bom programa sobre esse tema foi um dos episódios do Creation Today, que pode ser visto clicando aqui.  
      Também gosto muito de sapos. E isso não é segredo para ninguém. Já li um pouco a respeito deles, cursei a disciplina "Zoologia de Vertebrados" na UnB, durante a graduação em Medicina Veterinária. Matéria maravilhosa. Aprendi coisas peculiares da biologia dos anfíbios que me fez mudar a forma como os via. Bom, os sapos, e alguns outros anfíbios são excelentes marcadores de poluição de um ambiente. Pequenas concentrações de dejetos, contaminantes, etc, já são suficientes para que esses animais comecem a morrer. Uma das grandes preocupações do tão temido Aquecimento Global é o impacto que a elevação de temperatura vai ter sobre essas espécies, que muito provavelmente irão ser extintas se nada for feito. Outros animais que podem sofrer com essas coisas são as borboletas. Elas são bastante sensíveis com relação à essas variações, tanto de temperatura quanto de poluição. 
       Já os répteis são bem mais resistentes à essas coisas. Mais resistentes às mudanças de temperatura, até mesmo de poluição, pelo menos mais que os anfíbios. Assim, numa ordem de extinção, iriam morrer primeiro os anfíbios e depois os répteis. 
         Voltando no tempo, é incrível observar o relato "aceito" da extinção dos dinossauros e não achar estranho. Bom, falemos de extinção de répteis e os que temos atualmente: muitos dos testudines, crocodilia e squamata sabem nadar e temos diversos exemplares desses animais vivos hoje. E nenhum deles também também tem um tamanho realmente grande como tinham a maioria dos dinossauros. Assim, um asteroide que ninguém viu, ou tocou, ou fotografou, ou cheirou nem nada, caiu do espaço e extinguiu apenas lagartos gigantes. Os outros não foram afetados. Foi um tipo um vestibular com 100% de cotas para dinossauros morrerem. Interessante. Mais interessante ainda é que os anfíbios, que são super sensíveis às mudanças climáticas, não foram instintos. Nem as borboletas. 
     Já eles acham ridículo o registro documental (não estou falando de aspecto cultural) que existe do dilúvio: nem todas as espécies foram salvas. Algumas sim, outras não. Algumas foram sim extintas. Outras não. Simples. E esse registro não está apenas na Torah: basta procurar pela história de diversas civilizações para ver elas falam de um dilúvio no passado, com fatos em comum, como a presença de oito pessoas, animais e algo vindo de D'us. Sim, civilizações na Ásia, Europa, África, América da Sul e do Norte, Oceania. 
        A grande maioria dos cristãos que eu conheço, acha que é suficiente ficar sentando assistindo ao culto todo domingo e depois ir embora pra não viver o que foi ensinado no culto. A grande maioria dos ateus que eu conheço acha que suficiente ler um pouco de Richard Dawkins, escutar Slipknot, ter 17 anos e odiar a D'us sem sequer parar um pouco para estudar coisas a respeito. E ambos os grupos estão errados, porque nem se aprofudam no que professam e ainda atrapalham os outros. A maioria dos ateus não é da área da biologia ou da saúde (até mesmo porque a maioria tem 17 anos, não é idade de ir para a faculdade). Os que são mais velhos, olham cegamente para a biologia como se ela fosse a resposta da humanidade. Se esquecem de estudar sobre história, arqueologia, métodos de datação, física nuclear, química, etc. E se acham os donos da razão. 
          Eu creio em D'us e não nego isso. Eu nunca vi D'us. Os ateus creem em um asteroide que nunca viram e em tantas outras coisas. E depois os teístas, sejam cristãos, judeus ou muçulmanos, são os que são ridículos.
      Como dizia um antigo professor do Ensino Médio, "Pensar é um ato indolor, sem contra-indicações e necessário". 
Edgard MacFraggin'