Mostrando postagens com marcador guerras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerras. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de março de 2010

E a Bíblia Está se Cumprindo (4)


Em pleno Século XXI, quando noções básicas de direitos humanos e respeito às liberdades individuais são claramente discutidas e reivindicadas mesmo por crianças em sua idade mais tenra, ainda vemos perseguições por motivação religiosa. Sobre isso fala Jesus ao tratar dos sinais de sua volta, no capítulo 24 de Mateus. Ele afirma: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome” (v. 9).
Nunca foi novidade a perseguição religiosa contra cristãos. No Novo Testamento vemos a perseguição sofrida pelo próprio Senhor da parte de religiosos (fariseus, saduceus e escribas) e de políticos de seus dias (herodianos, romanos). A igreja dos primeiros dias também enfrentou uma forte perseguição, com torturas e mortes. Assim tem sido ao longo da história com lances emblemáticos como a Inquisição que, com aparência cristã, perseguiu todos aqueles que ameaçavam a fé dominante ou praticavam a verdadeira fé. Devemos lembrar que a Inquisição perseguiu, torturou e matou protestantes sem cerimônias. Se olharmos para o Brasil, veremos uma história de perseguição e restrições às igrejas evangélicas e seus seguidores. Igrejas foram incendiadas, crentes foram perseguidos e impedidos de viverem em paz em nosso solo pátrio. Ainda hoje, mesmo de forma silenciosa e disfarçada, ainda vemos a perseguição religiosa acontecer. Nos interiores de nosso país, ajudas governamentais ainda são monopolizadas por sacerdotes romanos que os suspendem quando há conversão ao cristianismo evangélico. Eu mesmo presenciei isso de perto quando atuei em Minas Gerais. Ao redor do mundo, muitos são perseguidos parcial ou totalmente ou impedidos de exercerem sua fé. Outros ainda são perseguidos, torturados e mortos por causa de sua fé.
A Missão Portas Abertas divulgou recentemente a relação dos 10 países onde os cristãos enfrentam maior risco por causa de sua fé. Na ordem: Coréia do Norte, Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Somália, Maldivas, Yemen, Laos, Eritréia e Uzbequistão.
Na Coréia do Norte, uma mulher de 33 anos, Ri Hyon-Oh, foi executada publicamente em 16 de junho do ano passado em Ryongchon, acusada de distribuir Bíblias. A morte foi confirmada pelo governo norte coreano que afirmou que, além disso, a mulher era espiã da Coréia do Sul. O marido de Ri Hyon-Oh, seus três filhos ainda crianças e os pais da executada foram enviados para um campo de prisioneiros políticos no nordeste do país. No país há uma fictícia liberdade religiosa, apenas para amenizar as críticas internacionais. Na capital, as quatro igrejas autorizadas (católica, protestantes e ortodoxa russa) funcionam para turistas, mas não possuem liderança e nem membros.
No Irã, duas jovens de 27 e 30 anos continuam presas por causa de sua fé cristã. Após alguns meses de prisão, ouviram a condição de sua libertação da boca do juiz: Vão negar a vossa fé e retornar ao Islã?”- Como a resposta foi negativa, foram enviadas de volta à cela para que “continuassem refletindo”. A fiança foi estabelecida em valores elevadíssimos – 300 mil Euros!
Dias passados o governo cubano libertou o pastor Carlos Lamelas após quatro meses de prisão sem justificativa. Nesse período só recebeu seu advogado uma vez e por cinco minutos e a visita da esposa com escolta. O pastor é engajado no movimento de que pede a liberdade religiosa em Cuba.
Na Índia, no estado de Orissa, no ano passado, cristãos foram impedidos de votar. Eles foram ameaçados por hindus. Na região, mais de três mil cristãos encontram-se em campos de refugiados em virtude da violência que sofreram dos hindus. No Paquistão, uma mulher muçulmana de 24 anos, convertida ao cristianismo, sofreu violências sexuais de seus próprios familiares, como represália, e teve de refugiar-se com seu marido e dois filhinhos porque recebeu ameaças de morte de toda a família. No país, os clérigos muçulmanos estabelecem castigos aos que deixam o Islã e pregam a morte dos chamados “hereges”. Em Jerusalém, a Igreja Batista de Jerusalém Ocidental tem sido constantemente atacada por receber judeus convertidos. A igreja já foi incendiada e atacada diversas vezes.
No México, nas regiões sul do país, cristãos evangélicos tem sido ameaçados, presos e pressionados com o risco de perderem suas propriedades caso não participem e nem ofertem para as festas rituais promovidas por católicos tradicionais, no estado de Oaxaca.
Segundo a Aliança Evangélica Alemã, a perseguição no mundo está aumentando. São 55 mil assassinatos por ano por motivações religiosas, notadamente na Índia, Indonésia e Paquistão, onde os riscos são acentuados. Para a Missão Portas Abertas: um em cada três cristãos sofre perseguição; em cada dez pessoas no mundo, uma é cristã perseguida; mais de 200 milhões de cristãos enfrentam intensa perseguição; mais de 250 milhões de cristãos sofrem alguma forma de discriminação.
O que o Senhor Jesus afirmou tem se cumprido. A perseguição a que Ele se refere envolve muito mais que palavras, envolve aflição (At 4.3; 8.1; 12.4; 13.50; 14.19; 2 Co 1.23-25). Envolve homicídio (At 7.59; 12.2). Envolve, ainda, ódio por todas as partes. Segundo dados, a perseguição contra os cristãos está presente de modo violento em cerca de 90 países.
Essa perseguição acontece por alguns motivos. Primeiro porque o mundo sem Cristo resiste ao modo de viver cristão de retidão. A conduta cristã conflita com o desejo que se tem de levar a vida de modo vulgar, frouxo e sem padrões. Segundo porque o modo de viver puro e justo não combina com a tendência corrupta do mundo sem Cristo. O mundo sem Cristo vive para satisfazer a carne e isso não coaduna com o ensino do evangelho. Terceiro porque o mundo sem Cristo se opõe à mensagem de arrependimento, negação do pecado e volta para Deus. Prefere negar a culpa do pecado e viver por si, sem Deus.
O que Jesus ensina é que a perseguição virá de todos os lados, não por causa de motivações políticas, de sistemas de governo ou por mera divergência religiosa. As causas são espirituais e muito mais profundas do que se pode perceber. Virá da clara oposição do coração endurecido que rejeita a mensagem amorosa e reconciliadora do evangelho. É o quadro que vemos intensificar. E assim, a Bíblia está se cumprindo!

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos

IBCT - Igreja Batista Central de Taguatinga

quinta-feira, 25 de março de 2010

E a Bíblia está se Cumprindo (2)

Vamos olhar o noticiário de hoje e de ontem? O grande pregador Billy Graham declarou enfaticamente que “podemos ler a Bíblia com um jornal do dia ao lado”. Para ele, os fatos do cotidiano revelam a certeza e verdade da Palavra de Deus e o seu cumprimento.
Jesus, ao ensinar seus discípulos sobre a sua volta, apresenta os sinais que precederiam o tempo do fim, numa preparação para a sua volta e o Juízo Final. Na última semana falamos sobre o primeiro sinal – o aparecimento de “falsos cristos” e “falsos messias”, isto é, religiões, religiosos e propostas religiosas que aparentemente apresentam a mensagem do evangelho, só que de forma enganosa e fraudulenta, afastando e desviando pessoas da verdade em Cristo Jesus. Agora, Jesus apresenta um segundo sinal que passamos a considerar: “Vocês ouvirão falar de guerras e de rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino” (Mateus 24.6,7 a).
Desde muito tempo, a história da humanidade tem sido manchada pelos conflitos armados que tem dizimado tribos, povos, etnias e países. Falar em guerra nos dias de Jesus não era algo novo ou tão surpreendente assim. Os judeus já haviam se envolvido em diversas delas. O que Jesus alerta não é para algo que não existia e passaria a existir. Fala da intensificação de um flagelo que faz o homem destruir-se a si mesmo em nome de territórios, de riquezas nacionais, de imposição de uma imaginada superioridade étnica e religiosa ou ainda por questões comerciais, marca decisiva das guerras de nosso tempo.
Se fixarmos nossos olhos apenas nos Séculos 20 e 21, veremos que as guerras têm sido presença marcante em nossos noticiários.
Na abertura do Século 20, a Primeira Guerra Mundial dizimou mais de dez milhões de pessoas, deixando cerca de trinta milhões de feridos e inválidos, além de uma grande chaga que preparou o mundo para novos conflitos localizados que resultaram na Segunda Guerra Mundial. Esta, com novos recursos bélicos e tecnológicos, fechou seu mórbido balanço tendo vitimado cerca de cinqüenta milhões de pessoas, aproximadamente. Populações civis, crianças, militares; países perderam partes consideráveis de sua população, como a Polônia, que perdeu 20%. Algo em torno de 5,8 milhões de judeus foram exterminados por Hitler e países como União Soviética, China, Alemanha, França, Estados Unidos, Japão e Itália, perderam contingentes gigantescos nos campos de batalha ou em decorrência da Guerra.
Lembro-me quando criança, nos anos setenta, da Guerra do Vietnã. Lembro-me das notícias que via na TV em preto e branco e dos horrores que eram mostrados. Na guerra, aproximadamente três a quatro milhões de vietnamitas, do norte e do sul, morreram, além de outros dois milhões de cambojanos e laocianos que foram arrastados para a guerra com a propagação do conflito, e de cerca de 50 mil soldados dos Estados Unidos.
No fechamento do Século 20, o terrível massacre de Ruanda, África, vitimou oitocentas mil pessoas da etnia tútsis que, atacados covardemente pelos da etnia hútus, não tiveram tempo de esboçar reação. No último final de semana, na Nigéria, um massacre promovido por muçulmanos, matou 528 cristãos, entre mulheres, homens e bebes, a golpes de facão. Depois de mortos, foram esquartejados e queimados. Na Nigéria desde 1999 já morreram cerca de 14 mil pessoas em função de conflitos étnicos e religiosos. Outros países da África enfrentam o mesmo quadro de tensão, como o Sudão, que no ano passado enfrentou um massacre de 185 pessoas que foram mortas por questões étnicas.
No Irã em janeiro, o governo anunciou que julgará e poderá enforcar sete líderes da minoria religiosa bahai, presos desde 2008. Cerca de 250 integrantes dessa minoria foram executados desde a Revolução Islâmica de 1979. A perseguição às minorias bahai, cristã e judaica, tem sido amplamente denunciada por organizações internacionais. Aliás, o governo do Irã nega, inclusive, o Holocausto, dentre suas muitas violações e violências praticadas contra as minorias naquele país.
O Afeganistão agoniza por oito anos com uma guerra sem vencedores. Até o final do ano passado, nesse país, eram setenta e cinco mil soldados de forças internacionais de 42 países diferentes. Os Estados Unidos estão enviando mais soldados para o Afeganistão agora em 2010. Só no ano passado morreram cerca de 2.412 civis em meio à guerra.
O quadro não é diferente no Iraque. Desde 2003, dados oficiais dão conta de que cerca de 100 mil civis morreram no conflito e seus desdobramentos. Fontes extra-oficiais, no entanto, afirmam que o número real chaga a 1 milhão de mortos!
Guerras e rumores de guerras! Nação contra nação! Isso não nos lembra o alerta de Jesus? O que Jesus nos ensina é que devemos observar os sinais dos tempos com atenção e reverência. Não é o caso de deixar o coração “turbar” – ficar amedrontado, perturbado ou confuso. É caso de analisar o que acontece e considerar as palavras do Senhor. A violência mundial tende a acentuar. E isso não é porque Deus assim o quer, mas devido a teimosia e obstinação do ser humano em fazer o mal para si mesmo e para o seu próximo. É resultado de um persistente afastamento de Deus e de seus conselhos. O que Jesus faz é apenas antever os rumos inexoráveis do mundo e de nossa civilização.
Mesmo assim, há de se notar dois detalhes importantes. Apesar de toda a violência, Jesus adverte que ainda não é o fim, pois faltam alguns sinais. Segundo, mesmo com todo o quadro caótico Deus continua no controle de todas as coisas. Seu propósito não será frustrado e seu relógio não será adiantado ou retardado. Todo poder, no céu e na terra, está nas mãos de Jesus.
Por fim, devemos lembrar que a esperança dos que crêem em Cristo é o novo céu e a nova terra. Então, trabalhemos enquanto é dia, façamos diferença neste mundo com uma vida honesta, correta e que abomina e combate o mal, a violência, toda a injustiça. Vivamos de um modo tal que todos possam perceber que, em Cristo, há verdadeira esperança aqui e na eternidade.

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos

(IBCT - Igreja Batista Central de Taguatinga)