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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Rock’ N’ Roll: a Origem do Ódio

               As pessoas que me conheceram no final da adolescência perceberam um período de mudança intensa a respeito de minha pessoa. Eu estava deixando de ser aquele menino gordinho com cabelo “cogumelo” e me tornando um jovem adulto de cabelos longos, roupas pretas, correntes e muito Rock N’ Roll nos ouvidos. Realmente, o Rock’ N’ Roll é um estilo que trás arraigado a si mesmo o “ser rebelde”.
                 Cansei-me de escutar pessoas de diferentes religiões afirmando categoricamente que Rock é “coisa do diabo”, que é algo mal, que ninguém que serve a D’us deveria escutar. Eu acho interessante que muitas pessoas acham que eu deixei de ser roqueiro. Não foi porque eu cortei o cabelo que eu deixei de gostar do estilo. Creio que eu sou mais roqueiro do que antes, inclusive: nesse período conheci novas bandas e tenho curtido novos estilos. É incrível ver como esse assunto é tratado como um tabu religioso. Até hoje.  
                Mas qual a “Origem do Ódio” ao Rock? Vale a pena a leitura dessa dissertação do Sr. Eric Vaillancourt (2011), intitulada “Rock ' n' Roll in the 1950s: Rockin' for Civil Rights” (“Rock’ N’ Roll na década de 1950: balançando pelos Direitos Civis”. Para ver a dissertação, clique aqui). Ele pontua algo que eu temia ser a razão de tanto ódio desmedido contra o estilo. Mas, para falar disso, devemos entender a origem do Rock, como tudo começou.
                Nos EUA até a década de 1950, havia um enorme sentimento racista. Negros e brancos não podiam ficar juntos dentro de ônibus, não frequentavam os mesmos parques e nem mesmo as mesmas igrejas. A música que os brancos escutavam era diferentes da música dos negros. Naquela época, os negros americanos tinham um estilo musical próprio, o Rhythm and Blues [R&B] (de 1950, hoje o estilo é bem diferente do que era). Imaginem a “abominação” na cabeça dos brancos a ideia de escutar R&B. Entretanto, os adolescentes brancos daquela geração começaram a ter contato com o estilo e a gostar. Passaram a frequentar locais que os negros frequentavam. Daí, quando um homem branco chamado Elvis Presley começou a cantar R&B foi que “nasceu” o Rock. Digo “nasceu” pois ele já existia, os negros já o cantavam há muito tempo. Mas pra ter aceitação entre os brancos, foi necessário que se mudasse o nome. Até hoje o R&B é associado à musica negra, afro-americana.
                Os pais daqueles adolescentes ficaram loucos com isso. Seus filhos estavam escutando música de quem eles julgavam serem inferiores! E daí começa o lance da rebeldia. Os adolescentes brancos se rebelaram contra seus pais em prol de escutar Rock. E isso permitiu grandes avanços sociais em prol dos negros americanos. Naquela geração, brancos e negros começaram a reatar os laços, começaram a andar juntos. Hoje, eles têm um presidente negro! Isso certamente era inimaginável naquela época.
                Talvez, por conta do avanço dos Direitos dos Negros, falar que não se deveria escutar Rock pois era música de negros poderia soar certamente racista. Qual a solução? Coloque a culpa no “diabo”. Pra terem uma ideia, Elvis Presley e Larry Norman foram acusados de ser satanistas, servos do mal, etc. Escutem a música deles. Elas são bem “leves” perto de estilos que temos atualmente. Eles foram acusados injustamente. Vejam as letras das músicas. Não tem nada de mal nelas. Muitos outros grupos foram acusados e até hoje esse “papo” rola.
                Não estou aqui pra tapar o sol com a peneira e afirmar que “não existe nenhuma banda/grupo que tenha material ligado a demônios”. Existem realmente algumas bandas que colocam temáticas satânicas em suas letras e fazem coisas más perante o que a Torá ensina. Mas não são todos. Existe muito Rock’ N’ Roll que tem letras boas. Eu acho que as pessoas não conhecem praticamente nada do estilo e já saem tacando pedras aos montes, condenando o que nem conhecem. Cansei de escutar isso.
                Certa vez me apresentaram uns dados de pesquisas que mostravam que Rock e Rap fazem literalmente mal à saúde. Me falaram de dois experimentos diferentes, os quais desconheço as fontes originais. O primeiro foi com ratos. Colocaram os ratinhos pra escutar Rock e eles começaram a se canibalizar! A conclusão era de que o Rock os enlouqueceram ou algo do tipo e eles ficaram agressivos o que levou ao trágico fim dos roedores. Entretanto, não é assim que se analisa resultados de pesquisas. Não é assim que se faz Ciência. Qual foi o resultado encontrado no grupo controle? Por exemplo, imaginem que tinham dois grupos de ratos. O grupo 1 escutava Rock e o grupo 2 era o grupo controle, ou seja, eles não escutavam nada. Daí foi observado que nos dois grupos os ratos se canibalizaram. Assim, não se pode concluir que “escutar Rock” seja um fator que induza ratos a se canibalizarem. Ainda que os ratos tenham se destruído apenas no grupo 1, deveriam testar outros estilos musicais. Daí vamos supor que o grupo 1 escutava Rock e o grupo 2 escutava música Judaica e ambos se canibalizaram. Ou que qualquer que fosse o estilo colocado os ratos se canibalizavam. Daí, pode-se concluir que ruídos estranhos (oras, música não é um estímulo feito para ratos e sim para humanos!) estressam os ratos e eles se canibalizam. Ainda que isso seja verdade, tenho minhas dúvidas quanto a validade da extrapolação desse dado de ratos para humanos: somos espécies completamente diferentes.
                O outro experimento que me falaram a respeito foi um com mulheres gestantes. Os pesquisadores colocaram um head-phone encostado na barriga das moças gestantes e ligaram músicas do estilo Rap. Eles observaram que os pobres fetos “empurravam” contra a parte interna da barriga, como que querendo afastar esse som horrível de perto deles. Novamente, encontramos o mesmo problema anterior: não se analisa ciência dessa forma. Qual o resultado do controle negativo? Usaram outros estilos musicais? Quais os resultados deles? Eu acredito que não importa qual fosse o estilo musical colocado, eu acho que os fetos se sentiriam provavelmente bastante incomodados. Sabe aquela história de “não bata no aquário”? As ondas sonoras se propagam com mais intensidade em meios líquidos e sólidos do que no ar. Assim, realmente deve ensurdecedor para um bebê colocar um head-phone na barriga de sua mãe pra ele escutar, não importa qual música seja. O meio em que ele está é basicamente sólido e liquido, qualquer tipo de música deve chegar de maneira ensurdecedora lá dentro.  Mas daí novamente ficou de vilão o Rap, que faz mal pros bebezinhos.
                Outro ponto relevante é que não é apenas no Rock que existe material ligado ao paganismo (repito que não são todas as bandas). Existe muita música instrumental clássica que os compositores se basearam em deuses pagãos para compor. Só porque a música não tem letra não significa que o compositor não tinha ligação com o paganismo. Eu fico admirado em ver que um monte de gente que fala mal de Rock, Rap, etc, diz que gosta de música clássica. Às vezes, está escutando música pagã e nem sabe.  
             Alguns pensam que não devemos escutar música não-religiosa pois não conhecemos a intenção que o compositor da música teve ao escrevê-la. Assim, supõe-se que qualquer música de estilos como Rock, Metal, Rap, etc, sejam intrissicamente más, enquanto que qualquer música judaica, no caso dos judeus, e cristã, no caso dos cristãos, seja automaticamente boa. Só que há um grande problema nessa lógica: não dá pra saber a verdadeira intenção que os compositores tiveram ao compor. Assim, o máximo que consiguimos alcançar é supor que o compositor de música-religiosa teve uma boa intenção ao compor. Assim, pode até ser que um compositor tenha tido uma má intenção ao compor uma música, que tenha por exemplo colocado mensagens subliminares por trás da letra ou algo nesse sentido e nós talvez nunca iremos saber. Eu prefiro ter, pessoalmente, uma abordagem de ter um peso e uma medida. Eu não escuto músicas que falem positivamente ou que façam apologia ao que a Torá proíbe. Se uma música fala de idolatria, adultério, etc, eu não escuto. Fora isso, não vejo problema. Eu não sou capaz de julgar a intenção do coração de ninguém. E eu acho que pensar que músicas religiosas são automaticamente boas e que músicas não-religiosas são automaticamente ruins é usar dois pesos e duas medidas, pois é impossível saber qual era a intenção do coração do compositor religioso ou do secular. Eu não posso ser injusto e cometar tamanho pecado de me colocar como juíz das intenções alheias.     
                Eu conheço cristãos que acreditam que escutar música não-cristã é pecado. Eu conheço judeus que acreditam que escutar música não-judaica é pecado. Deve existir muçulmanos que pensem de modo semelhante, eu não conheço muitos muçulmanos. Se alguém quer se abster de música não-cristã ou de música não-judaica, no sentido de fazer um voto, muito bom, você está de parabéns e espero que se mantenha firme nesse propósito. Agora, afirmar que escutar Rock é pecado é uma coisa muito diferente. Por acaso a Torá proíbe escutar Rock? Proíbe escutar Rap? Não e não. Assim, não pode ser dito que é pecado escutar. Demonizar o Rock é pegar carona no sentimento racista, de ódio aos negros. Foi aí que começou esse ódio ao Rock. Que o Eterno nos livre disso.
                  Ainda, quem disse que ser rebelde é necessariamente ruim? Contaram-me uma vez uma parábola de um homem que tinha como destino derramar sangue. Não necessariamente isso era algo ruim. Ele podia ser um homicida ou um cirurgião. Podia matar ou salvar vidas. Ambas as atividades derramam sangue. Ser um rebelde contra um sistema sujo e corrupto é algo bom. Ser rebelde contra o pecado é algo bom. Por conta do Rock, muita coisa na sociedade mudou pra melhor, entre elas o reconhecimento de negros e brancos são iguais. Acho que Pai Abraão seria um bom roqueiro: ele pegou um martelo e se rebelou contra seu pai quando destruiu os ídolos que este fabricava. Isso é ser rebelde pro lado bom. Yeshua foi outro grande rebelde de seu tempo. Ele se rebelou contra a hipocrisia que estava presente em alguns daquele tempo. Ser rebelde não é intrinsicamente algo mal.
                Quanto a ter cabelos grandes, brincos e tatuagens: isso tudo é permitido aos não-judeus. Um não-judeu pode ter cabelo grande, usar brincos e se tatuar pois as 7 Leis de Noé não proíbem isso. Assim, todos esses roqueiros podem servir tanto ao Eterno quanto qualquer judeu, por exemplo. Querer forçar qualquer coisa que esteja além das Leis Noéticas aos não-judeus é considerado transgressão pelos Sábios Judeus e também Yakov condenou isso em Atos 15.
                Apesar do estilo “agressivo” de alguns roqueiros, eu acho que as pessoas mais doces e amigáveis que eu conheci eram roqueiros. Diversos amigos meus que eu conheci antes de fazer o retorno ao Judaísmo continuaram a ser  meus amigos depois do retorno. Respeitam minha religião, se preocupam quando vamos fazer alguma refeição juntos (por conta da cashrut), etc. Coisa que eu não vi presente em um monte de gente que não escuta Rock – e se bobear que até abomina o estilo. De que adianta isso? A santidade de alguém não reside no comprimento de sua barba ou de seu cabelo, em usar roupas pretas ou roupas brancas. A santidade transcende tudo isso.
                Se alguém quiser sugestão de músicas, deixe um comentário aí embaixo que eu mostro algumas que eu gosto bastante.
                Fiquem na paz,
Edgard MacFraggin’


Eu no início de 2011.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

The Coloring Song


Poxa, creio que nesse blog nunca falei do Petra - uma banda de rock cristão muito clássica, o pessoal das antigas - como eu - com certeza conhece. É por conta de uma música deles o nome desse blog inclusive. A música se chama "I am on the Rock" e antes do refrão eles exclamam: "there's no rock in this world but our G-d!!" (não há outra rocha nesse mundo a não o nosso D'us!!).  Mas hoje vou falar de uma música muito linda, que estava escutando no carro pela manhã, no caminho de vir ao laboratório.  Abaixo, coloquei a tradução da música:


Vermelho é a cor do sangue que escorreu
Pela face dAquele que tanto nos amou
Ele é o homem perfeito, Ele é o próprio Filho de D’us
Ele é o Cordeiro de D’us, Ele é o único
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que faz o amor entre nós fluir

Azul é a cor de um coração tão frio
Que não irá se curvar quando for contada a história
Do amor de D’us por um povo pecaminoso
Do sangue que escorreu pelo rosto de Yeshua (Jesus)
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que mantém nossos corações longe de ficar frios

Dourado é a cor do sol da manhã
Que brilha tão livremente sobre todo mundo
É o sol lá em cima que nos aquece
É o Filho do Amor que acalma a tempestade
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode tornar nossas manhãs em ouro

Marrom é a cor das folhas no outono
Quando o Inverno chega para as árvores estéreis
Há nascer, há morrer, há um plano
E há apenas um D’us, e há apenas um homem
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode fazer nossos pecados brancos como a neve

Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode tornar nossas manhãs em ouro
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que mantém nossos corações longe de ficar frios
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que faz o amor entre nós fluir

Que música linda!! Sim, a teologia dela é simples e verdadeira: há apenas 1 caminho para se chegar a D'us, e esse caminho se chama Yeshua (João 14:6) - o único Filho de D'us (João 3:16). Simão Pedro afirmou em Mateus 16:16 a clássica frase "Tu és o Cristo, o Filho do D'us vivo". Ao qual Yeshua respondeu, "bem aventurado és tu, Simão Filho de Jonas...". E aí, em Mateus 26:63-65, o sumo sacerdote pergunta a Yeshua se ele era o Filho de D'us. Yeshua diz que sim. Ao que o sacerdote responde que isso era uma blasfêmia suficiente para que Yeshua fosse crucificado. Imaginem se Yeshua tivesse dito que era D'us!! 
Obviamente, não quero incitar nenhum tipo de ódio contra os judeus do tipo "os judeus mataram Jesus" (como escutei recentemente). É verdade que alguns judeus não aceitaram o testemunho de Yeshua. Mas outros JUDEUS como Pedro, Tiago, João, André, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão Zelote (Mateus 2:4) além de Paulo, Lucas, Marcos entre outros. Todos eram judeus e o judaísmo não anulou a fé de cada um no messias judeu. Yeshua era judeu. E todos eles entendiam que Yeshua era o Filho de D'us. Toda a Torah aponta para o Ungido, Yeshua. 

Edgard MacFraggin' 

domingo, 28 de novembro de 2010

A Lã das Ovelhas


Muitas e muitas vezes vi ovelhas muito bonitas, simpáticas e até mesmo carismáticas. Ovelhas lanadas, de uma camada de bem lã espessa. Algumas vezes era possível até mesmo “afundar” a mão nessa lã, e sentir a pele quentinha e protegida ali em baixo.

Mas seguindo pelo velho ditado de “quem vê cara não vê coração”, essa lã podia às vezes ser na verdade mais um problema do que algo bom. Quantas vezes eu vi ovelhas aparentemente “gordinhas”, bem nutridas e saudáveis, mas que na verdade estavam caquéticas, esqueléticas e desnutridas... Algumas vezes, em estado deplorável. Muitas feridas ficaram escondidas por dias, piorando cada vez mais, se enchendo de larvas de miiase, apodrecendo e aumentando a contaminação, apenas porque estavam em baixo da lã... Mas, à distância e por causa da lã, as ovelhas pareciam estar “muito bem, obrigado”.
E nesse ponto o que me chama a atenção é a pergunta: o que é mais importante? A ovelha que mantém a lã em seu corpo, ou lã da ovelha? Pergunta idiota, eu sei. Obviamente, é a ovelha, pois sem ovelha, sem lã. E mesmo uma ovelha tosqueada, continua ovelha. Continua sendo quem ela é, e talvez até mais fácil para o pessoal que cuida dela perceber os problemas que ela pode estar passando. Mas poxa, nada contra ovelhas com lã, não mesmo. Elas são lindas. Mas exigem mais cuidado com o manejo.
Um dia, o Supremo Pastor das Ovelhas do Eterno disse o seguinte a respeito dos fariseus: “Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro? E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta? Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está; E, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita; E, o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele.” (Mateus 23:16-22). Ele tinha toda razão. Ele sabia exatamente sobre o que estava falando. Era necessá
rio. E ainda é necessário. O capítulo 23 do livro de Mateus é um texto muito interessante e profundo. Um texto de reflexão pessoal diária. E antes de prosseguir, quero deixar bem claro que sou como os fariseus da época de Jesus. Na maioria das vezes, ajo da mesma forma. E devo lutar contra isso. Assim como todos os que são cristãos.
E agora chego ao ponto onde queria chegar. O farisaísmo. Muitos de nós somos fariseus. E eu me incluo nesse grupo. E sei que não é o correto. Quantos aqui já viram “metaleiros cristãos”? Para muitos, não se pode ser metaleiro e cristão simultaneamente. Como se uma coisa anulasse a outra. E nesses “muitos” estão juntos e de mãos dadas “cristãos tradicionais” e “metaleiros do mal”. Dizendo a mesma coisa. Pensando exatamente da mesma forma. E, creio eu, ambos errados.
Deus nos fez verdadeiramente livres. Somos livres. Ponto final. Podemos escutar Heavy Metal, fazer tatuagens e usar correntes, brincos e piercings. Podemos andar vestidos todo de preto e usar coturnos. Podemos escutar músicas fantásticas, de bandas usadas por Ele, para em primeiro lugar louvá-Lo e também para o alcance de outros. E para revolta dos “muitos” novamente, o Rock n’Roll em si, embora pareça absurdo, tem raízes cristãs. Sim, vocês leram exatamente isso. Vamos fazer uma breve revisão histórica sobre o nosso estilo preferido: surgiu “oficialmente” na década de 50, sendo uma explosão em Memphis, Tennessee, EUA. Teve nomes consagrados como Elvis Presley e Johnny Cash, entre tantos outros daquela mesma época. Mas a “nova” música que esses brancos estavam cantando, não tinha nada de nova em si mesmo, apenas o fato de que brancos estavam cantando. Apenas isso. Originalmente, era música negra. Os negros com muito habilidade entoavam o bom e velho Rock n’Roll de um jeito fantástico. Mas naquela época, se chamava Rhythm and Blues. E essa era o estilo de música tocada nas igrejas protestantes americanas, onde os negros congregavam (essa separação entre igrejas para negros e igrejas para brancos é algo horrível. Somos iguais. E centenas de vezes, o negros foram melhores, mais amáveis e carinhos e educados que os brancos). Elvis mesmo era cristão assumido. O chamado “Rei do Rock” era cristão e gravou muitas músicas cristãs, além de apresentá-las em seus shows, podem conferir. Johnny Cash, Ray Charles, Little Richard e Fats Domino também gravaram músicas cristãs. Por causa da origem do estilo, provavelmente. Não sei se eles eram realmente cristãos, mas de forma alguma descarto essa possibilidade. Mas considerando que eles não eram cristãos, porque será que mesmo assim gravaram essas canções cristãs? Penso eu que por conta da origem do Rock n’Roll.
Aí depois me aparece um cara cabeludo inglês, de óculos redondos e usuário confesso de LSD falando que a banda dele seria mais famosa que Jesus. E que “devíamos servir a nós mesmos” (em música criticando a conversão de Bob Dylan ao cristianismo). Sim, o Rock na verdade se desviou de sua origem. Mordam os lábios e cuspam fogo “cristãos tradicionais” e “metaleiros do mal”. O Rock tem origem cristã! Isso é fato histórico e irrefutável. Portanto, ser um “metaleiro cristão” é totalmente plausível. Talvez mais plausível do que não ser.
E começa o problema do farisaísmo metaleiro. Cristãos metaleiros não são reconhecidos como cristãos “à primeira vista”. Talvez nem na segunda e nem na terceira. E quando nos declaramos cristãos, as pessoas se assustam e talvez dentro delas se questionem se isso é possível. Mas as coisas estão mudando, os metaleiros cristãos estão aumentando em número e sendo até mesmo rostos conhecidos em igrejas tradicionais. E temos muita “lã” metaleira. Ah, sim, e como gostamos dela! Usamos roupas pretas, camisas de banda, coturnos, correntes, brincos e tatuagens. Para completar, colocamos a bíblia em baixo do braço e vamos pra igreja, bem trajados. E no fundo no fundo, gostamos disso. Gostamos de ser metaleiros cristãos. Somos revolucionários. Nós temos cabelos compridos e barba maior do que o todo mundo dentro da igreja e de várias outras pessoas na sociedade. E não tem nada de mais em ser assim, porque eu sou assim também. E Deus nos ama do jeito como somos.
Mas que adianta cuidar da lã apenas? Cuidar de ser metaleiro? Ficar girando em torno disso, sem glorificar a Deus pela forma de sermos? Não adianta nada! Somos fariseus, muitas e muitas vezes. Às vezes, “igrejas underground” surgem. Acho muito legal, desde que elas preguem a mensagem da Salvação. Não adianta ter no louvor um cara cantando gutural se depois não tem mensagem. Ou se a mensagem ficar girando sempre em torno do tema “metal”, “somos metaleiros, sofremos preconceito” ou qualquer coisa do gênero. Isso é ser, como o Supremo Pastor disse em Mateus 23:27, “sepulturas bonitas”. Sepulturas adornadas no exterior, lindas, por fora... Mas por dentro, apenas um corpo morto, em estado avançado de decomposição. Não adianta nada ser da forma como somos e não pregar o evangelho para alguém. Não adianta se vestir de adornos metalescos e dizer por aí que é cristão e não ser realmente diferente dos outros. Fazer igual o que todos fazem: xingar bastante, beber até cair, mentir e ser desonesto. Isso não é ser cristão. Não mesmo. E provavelmente porque não agimos – de acordo com a concepção do grupo “muitos” – nem como cristãos reais (porque cristãos “não podem ser metaleiros”, porque “todo metaleiro bebe, xinga e desobedece aos pais”) e nem como metaleiros reais (metaleiros tem que “gostar” do diabo, escutar 666 the number of the beast do Iron Maiden e usar adornos anticristãos) sofremos preconceito dos dois lados. Na igreja e no meio underground. Nessa, devemos ser exemplares, devemos fazer o nosso serviço cristão, participar dos cultos e eventos, sermos servos dos demais, da mesma forma que o Supremo Pastor foi. Neste, devemos escutar metal junto com eles, ir em shows e se vestir de preto, mas sempre se lembrando a quem nós servimos, e espalhando a mensagem do Amor de Cristo.
Caso contrário, seremos apenas ovelhas peludas. Ovelhas cheias de lã e sem conteúdo por dentro. Ovelhas que quando tosadas pelo pastor apresentarão apenas magreza extrema, feridas infeccionadas e outros tantos problemas que poderiam ter sido evitados, se tivéssemos escutado a doce voz do Bom Pastor, sim, aquele lá do Salmo 23.
Edgard MacFraggin'

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Cachorro Muito Amado

Numa normal manhã, por volta de 6h35, estava eu andando pela avenida Comercial Norte em Taguatinga. Meio sonolento, andava em direção ao Metrô, para chegar então na faculdade. Estava ainda próximo de casa quando vi um cachorrinho. Ele era bem bonitinho e dócil: eu apenas assobiei e estalei os dedos e ele veio correndo! Fez um monte de “festa”! Poxa! Começar o dia assim é tão bom! E ele foi me seguindo, até que eu cheguei às escadas do Metrô e ele ficou me olhando lá de cima... fiquei com um pouco de dó, mas fui pra aula.
Na manhã seguinte a cena se repetiu: no mesmo lugar, no mesmo horário, estava lá o meu amiguinho! E foi a mesma coisa, ele me seguiu até o Metrô. Mal sabia eu que isso iria fazer parte da minha rotina matinal! E foi assim durante várias manhãs... Às vezes eu o encontrava na volta pra casa também. Numa dessas ele me seguiu até em casa. Eu fiquei com dó e peguei um pouco de ração do meu cachorro e dei pra ele. Minha mãe ficou sabendo dessa história e já foi me avisando que “chega de bicho nessa casa!” Bom, eu não podia fazer nada, então deixei o cachorro só na calçada mesmo.
Eu realmente comecei a sentir compaixão do cãozinho. Passei a levar biscoitos caninos na mochila para dar pra ele. Eu queria fazer mais por ele, mas não podia. Naquele dia imitei os apóstolos quando curaram o coxo na entrada do Templo: eles não tinham nem ouro e nem prata, mas eles serviam ao Deus todo poderoso, e eles oraram e o coxo foi curado (“E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram. E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus. E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;” Atos 3:1-9). Eu não podia levá-lo pra casa, não sabia se alguém iria querer um cachorro de rua ou sei lá. Mas eu podia orar. E eu orei pelo cãozinho. É estranho orar por um cão de rua: sei lá, na minha mente limitada, Deus tem tanta coisa pra fazer, sei lá se vai se preocupar com um cachorro de rua... Mas Deus é ilimitado, Ele se preocupa sim! Na hora eu não sabia, mas algum tempo depois isso se confirmou pra mim!
Então foi assim: continuava indo pra faculdade, sempre encontrava meu amiguinho. Um dia foi diferente. Aí eu pensei “Ah, amanhã ele volta pra cá”. Mas ele não voltou. Nunca mais! Já fui imaginando que ele foi pego pelo Centro de Controle de Zoonoses ou algo assim. Fiquei triste. Senti falta da minha companhia matinal.
Um outro dia, vi meu amiguinho: estava de coleira, banhado, passeando com uma senhora! Ele tem uma casa agora! E o bom é que essa casa fica no mesmo caminho! De vez em quando eu passo lá e o vejo! Ele continua legal, brincalhão. Engordou até bastante! Para um cão que não tinha o que comer, ou um lugar quentinho para dormir, ele está muito bem agora. Fico muito feliz por isso, Deus abençoou o cachorro! Deus ouviu a minha oração pelo cãozinho! Deus amou o cãozinho!
Em Mateus 6:25-34, Jesus disse o seguinte: “Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? ejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso. E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: "Onde é que vamos arranjar comida?" ou "Onde é que vamos arranjar bebida?”ou "Onde é que vamos arranjar roupas?" Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.Deus sabe de todas as coisas, inclusive das nossas próprias necessidades! Deus amou aquele cão! E nisso eu vi o amor de Deus por mim: em primeiro lugar porquê ele atendeu a minha oração; em segundo lugar, porque se Ele se preocupou com o cãozinho, quanto mais comigo que sou seu filho! Ele tem cuidado de mim, tem cuidado de nós, os seus filhos! Entregue sua vida a Ele, de todo coração! E assim, passe a desfrutar do Amor Verdadeiro, de um Deus que se importa com todas as coisas! E Deus usa pessoas que talvez nem creiam nEle para nos abençoar! Deus usou aquela mulher para cuidar do cãozinho. Não sei se ela acredita em Deus, mas ela foi usada por Ele, muito provavelmente sem nem saber que foi um instrumento. Deus usa pessoas que nós nem imaginamos para abençoar as nossas vidas também! Deus é muito bom!
Muitas vezes eu mesmo fico extremamente preocupado com as coisas da vida, tentando guiá-la com tanta força que acabo impedindo que Deus aja nela. Devemos confiar em Deus, colocar o seu Reino em primeiro lugar nas nossas vidas, deixar que Ele seja o centro de todas as coisas que fizermos, todas as nossas atividades! Quando isso acontecer, passaremos a desfrutar a vida, a alegria plena, que só Cristo pode oferecer!
Edgard MacFraggin'

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bodes e Ovelhas: não dá pra ser os dois!

Desde os primórdios, o gênero humano tem sido comparado com as mais diversas espécies: ora somos como a formiguinha (Provérbios 6:6-11), ora como árvores (Salmo 1), víboras (Mateus 3:7; 12:34; 23:33), como trigo e joio (Mateus 24:43) ou como ovelhas e bodes (João 10:1-18; Mateus 25:31-34; João 1:29; Salmo 23; Hebreus 13:20; 1ª Pedro 2:24 e 25; Isaías 40:10-11). Está escrito que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29) e também que é o Leão da Tribo de Judá (Apocalipse 5:5).
Nesses quase três anos sendo estagiário do setor de ovinocultura da universidade, pude aprender bastante sobre esses animais. E, como cristão, esse tipo de comparação com o que a bíblia diz e o que são esses animais na realidade foi inevitável. Quando os autores bíblicos fizeram essa comparação tinham a certeza de que os ouvintes da época iriam entender claramente a mensagem, pois a economia era baseada na agropecuária. E pelas condições climáticas e geográficas do Oriente Médio, a ovino e a caprinocultura eram o cargo chefe da pecuária na região. Os ouvintes sabiam muito bem que ovelhas e bodes não são animais “bonitinhos”, “cheirosos” e “macios” que muitas vezes temos em mente!
Diferenças: Ovinos x Caprinos
Ovelhas e cabras são animais muito próximos, mas extremamente diferentes entre si. São classificados como pequenos ruminantes, mas existem comportamentos bastante diferentes entre eles. Da mesma forma, existe uma diferença clara entre os Filhos de Deus e os Filhos do Diabo. São bastante semelhantes, por serem todos humanos, mas têm comportamentos diferentes entre si. Esse estudo começará discutindo o comportamento dos caprinos e posteriormente dos ovinos. As semelhanças entre caprinos e Filhos do Diabo e entre ovinos e Filhos de Deus serão tratadas já nesses tópicos.
Caprinos – os Filhos do Diabo (Mateus 25: 31–34)
Primeiramente, essa classificação de caprinos não é exclusivamente bíblica. Outros grupos religiosos ou movimentos usam classificações semelhantes. Por exemplo, pode-se citar o Satanismo e o movimento de Black Metal secular norueguês[1]. O Satanismo tem como um dos seus símbolos o próprio pentagrama, que representa a cabeça de um bode (o próprio Satanás) e eles são igualmente como bodes, com relação ao comportamento. O movimento de Black Metal da Noruega é muito forte, e prega que eles são como lobos, solitários, ferozes, etc. Eles querem destruir as pessoas “ovelhas” que são aquelas pessoas “bobas”, segundo eles, inúteis nesse mundo. Foram responsáveis também pela perseguição e pela queima de alguns templos cristãos.


Os caprinos são animais bastante solitários. Num pasto, cada um está em um lugar diferente, independentemente dos outros. Cada um segue seu próprio caminho, procura seu próprio alimento. São curiosos quanto ao ambiente em que vivem. Têm uma maior resistência à falta de água, não conseguindo superar em resistência apenas os camelos. Perdem pouca quantidade de água na urina e fezes. Por conta do seu comportamento solitário, é muito difícil ajuntar um rebanho de cabras, pois cada uma vai para um lado diferente.
Têm um odor muito desagradável, muito mais que o odor dos ovinos!
São bastante seletivos quanto à alimentação, tendo alimento disponível, elas não comerão qualquer coisa. Conseguem distinguir vários sabores de alimento, ao contrário dos ovinos. São mais resistentes aos taninos[2] que os ovinos.
Com relação à aparência física, caprinos têm barbicha, cauda levantada, chifres, entre outros. Existem raças meio “lanadas”, com pêlos longos. É plenamente possível confundi-las com ovelhas, fisicamente falando, principalmente para aqueles que não tem muito contato com a espécie.
À partir dessas informações, pode-se fazer uma comparação entre caprinos e os filhos do Diabo, como a Bíblia e o Satanismo os chamam. Os filhos do Diabo são pessoas egoístas, seguem seu próprio caminho, não se importam com os outros, apenas com eles mesmos, no máximo com seus amigos. Os outros têm mesmo que se dar muito mal! São mais resistentes às situações deste mundo ruim por si mesmos, não passam por provações como os filhos do Altíssimo passam, mas seu fim é a morte eterna. Muitas vezes são muito mais seletivos com relação ao que fazem, ao que falam, como se comportam e com o que alimentam a alma (no sentido de coisas que edificam e não coisas que nos levam a crescimento espiritual em Cristo Jesus) do que os ovinos/filhos de Deus. Muitas vezes, pessoas leigas, podem confundir uma ovelha com uma cabra. Existem cabras que parecem com “ovelhas estereotipadas” e vice-versa. Dessa mesma forma, ás vezes é muito difícil distinguir um filho do Diabo de um filho de Deus. Existem filhos do Diabo com atitudes melhores na sociedade do que muitos filhos de Deus por aí afora. Mas Deus sabe diferenciar as ovelhas dos bodes, assim como diz o texto. Ele saberá separar ambos!
Ovinos – os Filhos de Deus (Mateus 25: 31–34)
Os ovinos já são animais totalmente diferentes dos caprinos. Tanto fisicamente quanto em relação ao comportamento. Fisicamente, ovinos tem cauda voltada para baixo, não têm barbicha, podem ser lanados ou não e podem ter chifres ou não. Tendo chifre, este será em forma de espiral. Um ovino deslanado ainda é um ovino, embora muitos leigos no assunto possam afirmar que se trata de um caprino. Assim como quem tem mais experiência nessa área sabe diferenciar, Deus também saberá no Grande Dia, pois ele sonda os nossos corações (Salmo 139:23).
Ovinos são animais que estão sempre juntos. São verdadeiramente um rebanho. Se um deles vai por um caminho, certamente todo o rebanho irá atrás dele! Conhecer essa característica do comportamento ovino é essencial para aqueles que irão trabalhar com essa espécie! São animais, resumidamente falando, “Maria-vai-com-as-outras”!
São animais muito “bobos”. Muitas vezes fazem coisas inacreditáveis. Muitas vezes presenciei ovelhas morrerem por ficarem com a cabeça presa dentro do cocho! Autores da literatura científica veterinária afirmam que os ovinos são animais camicases: quando um rebanho está livre de um problema/doença, eles acabam arrumando um outro!
Também não são animais bonitinhos que a mídia apresenta. Têm um odor desagradável, vivem sujos, deitados nas fezes, se não ocorre limpeza das instalações.
Os animais doentes geralmente se isolam do rebanho. Ficam num canto sozinhos. Um ovino sozinho é um forte sinal de problema. Se ele está sozinho por vontade própria, provavelmente está doente. Se for isolado do rebanho contra vontade própria, ele entra em desespero. O número de vocalizações/minuto aumenta bastante. São animais que têm necessidade de estar inseridos em um grupo de semelhantes.
São pouco seletivos quanto à alimentação. Comem o que vêem pela frente. São menos resistentes quanto à falta de água e ainda eliminam maior quantidade de água na urina e nas fezes. São menos resistentes aos taninos.
Da mesma forma, os Filhos de Deus estão sempre juntos. Seja na igreja, em grupos de estudo bíblico, em lanchonetes, cinemas, o pessoal está junto! Quando tem gente nova na igreja ela logo encontra um grupo de amigos com os quais têm afinidade e passam a andar juntos. Alguém na igreja que não quer se enturmar, deve estar com algum problema! Deus nos fez seres que têm necessidade de estar juntos uns dos outros!
De igual modo, nós também somos “Maria-vai-com-as-outras”! Como é comum vermos pessoas na igreja errando e outras indo com ela no mesmo erro! Principalmente aquelas pessoas mais influentes na igreja! Da mesma forma, como é maravilhoso ver um irmão que está indo por um caminho correto influenciar outros a fazer o mesmo! Seguimos tanto maus como bons exemplos. Foi por conta dessa necessidade que o apóstolo Paulo disse: “Sejam meus imitadores” (1º Coríntios 11:1). Devemos ser atentos à Palavra de Deus, para sabermos a quem devemos seguir/imitar.
Quando não permitimos que Jesus limpe nosso coração, ficamos afundados nas fezes do pecado e nem nos importamos com isso muitas vezes.
Somos pouco seletivos com relação à forma que alimentamos nossa alma! Por isso no Salmo 23, Davi diz que Deus nos leva a pastos verdejantes! Não podemos comer qualquer coisa por aí! Somos pouco resistentes ao mundo, ao que o mundo nos oferece, por nós mesmos! Mas maior é Jesus, que nos protege das situações tenebrosas do mundo (Filipenses 4:12 e 13)!
Não é muito agradável ser comparados aos ovinos. Talvez fosse melhor sermos comparados a tantos outros animais. Existem animais que vivem em bandos, são organizados, limpos, inteligentes. Mas a Bíblia nos compara aos ovinos. Porque eles verdadeiramente se assemelham a nós, os humanos!
Considerações Finais e Conclusão
A Bíblia diz que devemos seguir em frente, até alcançarmos a Estatura do Varão Perfeito, Jesus Cristo (Efésios 4:13). Eu não consigo entender muito bem o que é isso, pois sou humano e limitado, mas consigo entender por meio de comparações. A Bíblia diz em Apocalipse 5:5 que Jesus Cristo é o Leão da Tribo de Judá. Os leões são animais majestosos, belos, fortes, poderosos, limpos e imponentes. Não é á toa que é considerado como o Rei dos Animais. Da mesma forma é Jesus! Nós somos ovelhas fedidas, bobas, egoístas e cheias de outros erros, tentando lutar para nos tornamos como o Grande Leão, Jesus Cristo! É uma caminhada e tanto!
Deus nos ama tanto que mandou Jesus morrer por nós! Eu não morreria no lugar de nenhuma ovelha. Você morreria no lugar de um animal bobo e fedido, que só te dá trabalho e não mostra nenhuma gratidão? Certamente é muito mais fácil morrer pelo meu cachorro! Mas Deus verdadeiramente nos amou! Mandou seu próprio filho a nós!
Devemos como boas ovelhas seguir a voz do nosso Pastor Jesus Cristo! E do nosso pastor terreno também, pois ele é um instrumento de Deus para nos abençoar e também nos orientar na caminhada!
Edgard MacFraggin'

[1] O Black Metal secular é um subgênero musical extremamente sombrio, cru e agressivo e incorpora em suas letras temas como o Satanismo e o paganismo. Um estilo onde o extremismo pode ser percebido tanto na sonoridade - ríspida e crua - quanto nas letras: em sua grande maioria, anti-cristãs. Fonte: Wikipédia.
[2] Taninos são substâncias produzidas pelos vegetais. Causam irritação, pois formam complexos com as proteínas do organismo. Têm certo uso no controle de endoparasitas nesses próprios animais, por serem irritantes. Têm uso também industrial e na produção de medicamentos e antídotos.