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domingo, 26 de julho de 2015

Yeshua (Jesus) disse, de certa forma, que evangelismo não importa

Baseando-me nos "Doze Pontos de Berlim", documento do ICCJ (International Council for Christians and Jews), considero o Novo Testamento como literatura judaica do Primeiro Século. Assim, considere os trechos do Novo Testamento abaixo:

"Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras." Mateus 16:27

"Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Pois tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era forasteiro, e recolhestes-me; estava nu, e vestistes-me; enfermo, e visitastes-me; preso, e viestes ver-me. Então perguntarão os justos: Senhor, quando te vimos faminto, e te demos de comer; ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te recolhemos; ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou preso, e fomos visitar-te? O Rei responderá: Em verdade vos digo que quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes. Dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, destinado ao Diabo e seus anjos. Pois tive fome, e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era forasteiro, e não me recolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo e preso, e não me visitastes. Também eles perguntarão: Senhor, quando te vimos faminto, com sede, forasteiro, nu, enfermo, ou preso, e não te servimos? Então lhes responderá: Em verdade vos digo que quantas vezes o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. Irão estes para o suplício eterno, porém os justos para a vida eterna." Mateus 25:31-46

"Porque o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o julgamento, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter vida em si mesmos; e deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo." João 5:22-29

                Esses textos do NT são muito bons e muito interessantes. Neles todos o próprio Yeshua diz como ele há fazer o julgamento das pessoas. E em nenhum momento ele diz algo do tipo "Aqueles que me aceitarem como senhor e salvador vão para o Céu e quem não me aceitar vai pro Inferno". Se há outros textos do NT que o dizem, pode até ser que sim, entretanto os outros textos não foram ditos por Yeshua. Mesmo no livro de Revelação, quando ele diz "Eis que estou a porta e bato..." não pode ser interpretado literalmente. Alguns dizem que "Yeshua está à porta do coração batendo...": obviamente isso não pode ser entendido de forma literal, pois se assim o fosse, imaginaríamos Yeshua batendo aonde no coração? Entre o átrio direito e a bifurcação das veias cavas? Ou ali perto da aorta? Fica claro que o texto é metafórico. Nós só chamamos alguém pra "ceiar/jantar em nossa casa" se é alguém que conhecemos e temos amizade. E se conhecemos, somos influenciados uns pelos outros e temos um estilo de vida parecido. Assim, se "Yeshua entrar e ceiar contigo" significa muito mais que teu estilo de vida será como o estilo de vida ensinado por ele. E qual estilo de vida ele nos ensinou? O de fazer boas obras.
                Em diversos pontos do relato de Yeshua ele se preocupa com dificuldades físicas das pessoas, e não com a "salvação espiritual" delas. Ele se preocupa com a multidão faminta de pão física e não em fazer um apelo evangelístico. Ele diz em Mateus 25 (o texto citado acima) sobre comer, beber, vestir, cuidar, etc, todas coisas físicas. Pode ser até que muitos dos "bodes malditos" a que ele se refere fossem excelente evangelistas: pregavam, pregavam e pregavam, mas quando alguém precisava de coisas até simples como comida, ele não o dava. Isso é muito sério. Podem citar quem quer que seja, não importa, Yeshua disse que julgará as obras de cada um.
                Como demonstrar amor por Deus? Só amando o próximo. É a única forma. Fazer caridade é forma mais profunda de servir a Deus. Os anjos podem cantar melhor e mais bonito do que ninguém. Mas tem uma coisa que eu nunca vi anjo fazer, e acho que nunca vou ver: nunca vi um anjo dar um abraço em um mendigo, ou comprar comida pra um mendigo, ou roupas, etc. O Eterno, bendito Seja, já nos comandou fazer isso. Se a gente não fizer, ninguém mais o fará. E se não o fizermos, seremos "malditos" diante de Yeshua.
                Pense nisso. Separe 5% do seu salário todo mês pra caridade, isso fará uma enorme diferença. O evangelismo, embora eu seja absolutamente contrário a ele, nunca deve vir antes da caridade. Os filhos do Eterno devem ser "vistos e não ouvidos". Os frutos de uma árvore não são escutados e sim observados. Mostre teus frutos pra todos os que precisarem diante de você.

Edgard MacFraggin'



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ame o Idólatra

Talvez o título desse artigo seja, a princípio, um pouco chocante. Mas vamos juntos refletir sobre o tema. E vamos começar pelo amanhecer de cada dia. Todos os dias, ao acordarmos, agradecemos ao Eterno pela alma que Ele nos devolveu, mantendo-nos com vida. Uma possível tradução da reza que recitamos é essa: “Dou graças perante Ti, ó Rei vivo e existente, que devolveste a minha alma com piedade, grande é Tua fé em nós”. O Eterno, bendito seja, demonstra ter fé em nós, por isso Ele devolve, por assim dizer, a nossa alma todos os dias – na tradição rabínica, o momento em que dormimos é considerado como uma mini-morte. Mas justamente pelo Eterno acreditar que nós vamos nos tornar melhores, que vamos servi-Lo e fazer o bem é que Ele nos dá a oportunidade de continuarmos a viver. 

Todas as criaturas vivas, mesmo que não tenham consciência disso, também recebem do Eterno suas almas todos os dias. Talvez possamos inferir disso que Ele também tem fé em todos nós, em toda a humanidade. Um ladrão pode deixar de roubar, um mentiroso pode se arrepender, um idólatra pode se tornar um servo do Eterno. Enquanto há vida, há possibilidade de Retorno, há possibilidade de Teshuvá. Mas se morrermos, as chances acabam. Depois da cova não mais nada que possamos fazer no Plano Físico. 

Os rabinos ensinam que “Sem Torá não há Pão e sem Pão não há Torá”. Não é possível servir ao Eterno adequadamente padecendo necessidades físicas, beirando o leito de morte. Assim, como é que alguma pessoa retornará ao Eterno se tem a morte e o sofrimento como companhias constantes? Ainda mais, como essa pessoa vai querer servir a um D’us que seus próprios seguidores não são capazes de demonstrar amor aos que não pertencem ao seu próprio grupo? Como disse Yeshua, “amar nossos amigos é algo muito fácil, até os pagãos fazem isso - o difícil é amar nossos inimigos” e nós somos chamados a isso. Na parashá Vaietzé (Bereshit “Gênesis” 28:10 – 32:3), Jacó chama a uns pastores de origem étnica desconhecida de “meus irmãos” (Bereshit “Gênesis” 29:4). O Rabino Meir Melamed, em seu comentário sobre o versículo “ama o próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18), chama atenção de que nós devemos amar a todos os homens, pois o termo “irmãos” foi usado para não israelitas. E até mesmo os idólatras fazem parte desse “todos”. Existe uma enorme chance de que os pastores desconhecidos que Jacó chamou de “irmãos” fossem homens idólatras. 

Na Torá, lemos sobre a destruição de uma geração e a destruição de uma cidade. Em ambos os casos, a destruição partiu do Eterno e não de mãos humanas. Antes do Dilúvio, Noé poderia ter anunciado para que o povo se arrependesse, mas não o fez. Por isso, foi considerado um “justo em sua geração”, e essa atitude dele foi criticada por vários rabinos. Antes da destruição de Sodoma-Gomorra, Abraão clama pela cidade ímpia. Ele se importou com a vida humana ali e rezou por eles, ainda que fossem idólatras. O Midrash nos conta que Abraão gostava de receber pessoas desconhecidas em sua casa e lhes oferecia uma refeição, apenas para que ao final dela as pessoas bendizessem o Nome do Eterno. Certa vez, ele recebeu em sua casa um homem idólatra de 70 anos de idade. Depois da refeição Abraão pediu que o homem bendizesse o Eterno, mas ele se recusou. Abraão perdeu a paciência e o 
expulsou de sua tenda. O Eterno então chamou a atenção de Abraão: “Abraão, Eu tenho suportado esse homem idólatra viver em Mim mesmo por 70 anos e você não é capaz de suportá-lo por cinco minutos?” Se o Eterno permite que os idólatras vivam, é porque talvez haja esperança de que eles se convertam de seus caminhos. Se o Eterno assim age, quem somos nós para agirmos de forma diferente supostamente em Nome Dele? O Eterno não mandou que Jonas fosse até a cidade idólatra de Nínive anunciar que se arrependessem? E eles não foram salvos da destruição? Quanto ao amor, não há diferença entre o “guer” e o “gói”, entre o estrangeiro que ama ao Eterno e o Idólatra. Devemos amar a todos. O Rabino Lord Jonathan Sacks chama atenção para o fato de que Torá diz uma única vez “ama ao próximo como a ti mesmo” e 36 vezes “ama o estrangeiro”. Fazendo uma guematria rápida, se somarmos os algarismos temos que:

1 + 36 (1 vez “ama o próximo” + 36 vezes “ama o estrangeiro”) = 1 + 3 + 6 = 10, 

ou seja, talvez possamos entender que nosso amor só é completo quando amamos a todos, sem distinção de etnia, religião, ou qualquer outra coisa, pois o número 10 faz alusão a algo que é completo. Imagine o peso que estará sobre nossas costas no Último Dia se negarmos amor a um idólatra? Se por conta da somatória de nossas atitudes em demonstrar amor e em lhes fazer caridade um deles morrer e nós formos responsáveis pela morte dele? E por ter morrido ele não ter feito Teshuvá? Que o Eterno nos livre disso. Em minha opinião, um idólatra bom é um idólatra vivo, pois apenas vivo ele terá a possibilidade de se arrepender e fazer Teshuvá. Depois de morto, o que poderá ser feito? 

Se negamos estender a mão para quem quer que seja, estamos nos colocando como juízes sobre essa pessoa. E com o “mesmo peso que julgarmos, seremos julgados também”. Que o Eterno nos ensine a fazer Darkê Shalom, a viver “Caminhos de Paz”, como ensina o Rab. Jonathan Sacks, com todos os que nos cercam. Somos realmente proíbidos de participar de qualquer idolatria. Mas se até a vida animal é importante e temos diversos mandamentos quanto a eles, muito mais não temos em relação à preservação da vida humana?

Edgard MacFraggin’

domingo, 3 de novembro de 2013

Um chamado à Responsabilidade

 “Ama o próximo como a ti mesmo” Levítico 19:18.
Seis mil idiomas são falados ao redor do mundo hoje, mas apenas um deles é verdadeiramente universal: a linguagem das lágrimas” Rabino Jonathan Sacks
Vivemos em tempos difíceis. Vivemos em um mundo hedonista em grande parte, que valoriza o próprio indivíduo, a busca de satisfação pessoal mesmo em detrimento do bem-estar de outros. O Judaísmo vai de encontro a todo esse pensamento: é uma religião que praticamente não fala do “eu”. Fala do “Shemá Israel” e do “ama o próximo como a ti mesmo”. É sempre sobre um Outro ou sobre vários outros. É, assim, uma religião que exige uma Ética. Não apenas pregar, mas exercer ação. É a Ética da Responsabilidade.
Mas por que a pobreza é um problema? O rabino Jonathan Sacks afirma que a pobreza não dignifica a alma e nem a refina; ela faz apenas a pessoa se voltar para dentro de si, anestesiando sua sensibilidade, aniquilando o espirito e humilhando a própria alma. Os Sábios se recusam a romantizar a pobreza. Classificam-na como um mal implacável. Dizem que “numa casa a pobreza é pior do que 50 pragas”. Ainda, dizem que “a pobreza é uma forma de morte”. Vale lembrar-se de uma das rezas do Sidur que diz que “Os idólatras não louvam ao Eterno; nem os que descem à sepultura”. Uma pessoa pobre não pode servir a Hashem adequadamente. Os sábios afirmam que “se não há o que comer, não pode haver Torá”. Maimônides afirmava que era impossível direcionar a mente para coisas elevadas quando se tem fome, sede, dor ou falta de abrigo. A pobreza nos impede o correto relacionamento com o Eterno. Impede que desfrutemos dos prazeres lícitos que Ele fez para nós, para todos nós.
A Torá coloca claramente que todos nós que servimos a Hashem temos um dever social de cuidar do próximo. Devemos agir com responsabilidade. Segundo o rabino Jonathan Sacks, responsabilidade vem da junção de duas palavras: resposta e habilidade, i.e., ter habilidade em dar resposta de forma adequada aos problemas que existem no mundo. O Eterno, bendito seja, nos chama a ser Seus Sócios na Criação, afirmam os Sábios. Chama-nos a criar, a dar continuidade na Sua Obra. Nos chama também para retificar aquilo que foi quebrado. Recordo-me de um episódio da história de Moisés: o episódio em que ele quebra Tábuas da Lei. Estas haviam sido dadas pelo Eterno, já prontas. Agora, para ter as segundas Tábuas, Moisés teria que ele mesmo entalhá-las. Fica disso um princípio: “você quebrou, você conserta”. Nós quebramos o mundo inteiro, todos nós representados em Adão. Temos, portanto, o dever de curar a Terra, de consertar as fraturas, de juntar os fragmentos. A Cabalá Luriânica fala a respeito disso, dos fragmentos. Cremos que Yeshua foi o primeiro recipiente que se fragmentou: cada fragmento tem uma centelha de luz divina. E devemos juntar esses fragmentos, consertar essas fraturas, pois isto é o Corpo do Messias, o corpo do Adam Cadmon.
Existe um provérbio judaico que afirma que “as necessidades físicas do teu próximo são tuas necessidades espirituais”. Yeshua ratificou em Marcos 12:31 o que já havia aparecido em Levítico 19:18. Entretanto, compreender a dor de outra pessoa é praticamente impossível. Eu não posso sentir a fome de uma pessoa estando alimentado; ainda que tivesse fome, a minha poderia ser em nível menor que a de outra pessoa. O mesmo vale para ter sede, para estar nu, estar doente, etc. São coisas extremamente subjetivas, são coisas virtuais. Então, que fazer? Pensemos assim: sinta de forma real a dor virtual do teu próximo. Pode-se destrinchar “dor” em muitas coisas, entre elas fome, sede, doença, pobreza, nudez, tristeza, solidão, etc. Yeshua apresenta exatamente esses pontos em Mateus 25:35-40: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondeu-lhes: em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Isso nos mostra a profundidade da prática da fé judaica por Yeshua. Servir ao Eterno não implica apenas as rezas, ritos, etc. Tão certo também não é apenas fazer o bem aos outros. São as duas coisas, necessariamente. Como ratificado por Yeshua, “Shemá Israel e ama o próximo como a ti mesmo”. Isso é servir ao Eterno, bendito seja. As duas primeiras perguntas de Bereshit mostram isso claramente. “Homem, onde está você?” e “onde está teu irmão?” Isso mostra que nós além do dever de nos relacionar com D’us devemos cuidar de nossos irmãos. Caim perguntou “acaso sou eu guardador do meu irmão?” e a resposta para isso era “sim”. Somos responsáveis pelos nossos irmãos. O conceito de Simchá não pode ser entendido como algo solitário. É uma alegria que surge do compartilhar, do coletivo, de algo que existe justamente porque nós compartilhamos.  
Estava refletindo sobre a questão de Yom Kippur. Muitos de nós já participamos desse dia, fazendo um jejum completo de alimentos e líquidos por 25 horas. Espiritualmente falando, nos elevamos muito, é um dia de configuração espiritual única. Agora, fisicamente falando, é muito difícil. Ficar em pé, rezar por um dia inteiro, sem água, sem comida, sem nenhum prazer. E isso é apenas um dia. Os sábios falam que se alguém faz muitos jejuns, chegando a passar mal por isso, essa pessoa é duas vezes pecadoras. O Eterno nos deu prazeres lícitos, e estes devemos aproveitar. Nossos sábios ensinam que iremos responder no Mundo Vindouro por cada prazer lícito que deixamos de aproveitar. Agora, pensemos um pouco em tantas pessoas que passam pela experiência física do Yom Kippur praticamente todos os dias do ano! E elas não tem elevação espiritual alguma. Apenas sofrem. “Ama o próximo como a ti mesmo”: lembre-se do teu próprio sofrimento físico no último Yom Kippur quando alguém vier lhe pedir algum dinheiro para comprar comida.
O rab. Sacks afirma que “a vida é um chamado de D’us à responsabilidade”. Ainda, coloca que “nós aprendemos sobre D’us emulando-O mais do que O contemplando”. Vivemos em tempos em que conceitos espirituais profundos são substituídos por coisas frias e sem vida. Vivemos um tempo em que pessoas ditas religiosas delegam sua ação para o Governo, transformado a Ética que deveriam ter em Política, a obrigação moral em legislação fria e o envolvimento pessoal em órgãos públicos sem rosto (rab. Sacks). Lembro-me de uma vez que escutei um líder de determinado seguimento religioso afirmando que “nós [instituição religiosa] não temos o dever de fazer ação social; quem deve fazer isso é o governo”. Parecia que ele dava razão ao que Karl Marx disse sobre a religião: que ela é ópio do povo. Marx acreditava que a religião servia apenas para manter o Status Quo existente, dignificar a pobreza, justificar doenças e conter as massas. Ele acreditava que para o mundo melhorar a religião deveria simplesmente desaparecer. Não podia estar mais enganado. Ele, um neto de rabino, não compreendeu o que é o Judaísmo. Judaísmo é uma religião que surge não da aceitação do Status Quo, mas de uma revolta contra ele. Não aceita o conformismo. Abraão nosso pai vivia em meio à idolatria e ele se rebela contra isso trazendo a prática do monoteísmo à Terra de forma ininterrupta até nossos dias. Ele se levantou justamente contra os impérios politeístas egípcio e mesopotâmico – sendo que estes sim usavam a religião para glorificar os reis/faraós, oprimir o povo e conter as massas. O Judaísmo começa dando liberdade a um povo escravo, e não o escravizando.

O Pirkê Avot nos conta que certa vez um homem muito rico foi dar uma festa. Ele tinha 20 conjuntos belíssimos de talheres de prata e convidou outras 19 pessoas para jantar com ele. Estava tudo pronto: 20 lugares dispostos na mesa e os conjuntos de talheres em seus lugares. Os convidados foram chegando um a um e tomando seus lugares. O último convidado chegou, sentou-se a percebeu algo estranho: ele não tinha talheres. Foi falar então com o anfitrião da festa sobre isso. O anfitrião lhe disse que tinha talheres para todos e que se não havia talheres para ele apenas uma coisa poderia ter acontecido: algum dos convidados estava com dois conjuntos de talheres. Isso ilustra bem o que aconteceu com o nosso mundo. O Eterno criou recursos naturais para todos, o sol brilha para todos, o ar é de todos, os recursos aquáticos e terrestres também são de todos. Entretanto, nem todos têm o que o que comer ou que beber, por exemplo. O que se deduz disso: se alguns não têm, significa que outros têm mais do que deveriam, estão com as partes que são de outras pessoas. Existem muitas pessoas sofrendo de obesidade mórbida nos Estados Unidos, enquanto outras morrem de inanição na África. Onde está a justiça nisso? É nosso dever fazer essa justiça, dar àqueles que não têm o que o Eterno proveu a cada ser humano.

Certa vez perguntaram ao rabino Chayim de Brisk (1853 – 1918) quais eram os deveres de um rabino. Ele respondeu que era o de “aliviar a dor daqueles que estão sozinhos e abandonados, proteger a dignidade do pobre e salvar o oprimido das mãos do opressor”. E será que esse é um dever exclusivo de um rabino? Creio que não. O rabino fica de costas para a congregação durante o serviço ao Eterno, pois ele também tem que prestar o seu serviço ao Eterno. De modo semelhante, temos uma missão semelhante a do rabino quanto ao próximo, Yeshua mesmo nos ensinou isso. O rabino Chayim de Brisk era um homem que vivia endividado por ajudar os outros. Apesar disso, no inverno ele deixava as portas de sua madeireira aberta para que os pobres pudessem lá entrar e pegar lenha sem ter que passar pela humilhação de ter que pedir. Quando madeireiros não-judeus o questionavam sobre isso, por conta dos supostos prejuízos que isso causavam a eles, ele respondia que “estava economizando dinheiro para a saúde pública”. Caso não fizesse assim, iria acabar pegando uma pneumonia, visto que não teria coragem de acender sua própria lareira sabendo que outras pessoas não tinham como se manter aquecidas.  
Certa vez, o Rebe de Kamiker decidiu passar um dia inteiro recitando Salmos. O maguid de Tsidnov mandou que um mensageiro lhe chamasse. Ele disse ao mensageiro que iria mais tarde, pois ainda queria recitar mais Salmos. O mensageiro foi ao maguid e voltou ao Rebe dizendo que o maguid precisava dele com urgência. Quando o Rebe encontrou o maguid este lhe perguntou o motivo de tamanha demora, pois o maguid desejava que o Rebe saísse para coletar dinheiro para um homem pobre. Quando soube que o Rebe demorou por estar recitando Salmos lhe disse: “Salmos podem ser entoados por anjos, mas apenas seres humanos podem ajudar os pobres. A caridade é mais importante que do que recitar Salmos, pois os anjos não podem fazer caridade”.
Todas as sextas-feiras antes do sol nascer, o Rebe de Nemirov desaparecia. Não era possível encontrá-lo nas sinagogas ou em casas de oração. Sua casa ficava com as portas abertas, mas ele não era encontrado ali. Um homem de outra cidade ao saber disso perguntou aos discípulos do Rebe para onde ele ia. Eles responderam que certamente ele ia aos céus pleitear pela paz, sustento e saúde para a cidade. O forasteiro ficou incrédulo quanto a isso. Decidiu então desvendar o mistério: se escondeu na quinta-feira a noite e seguiu o Rebe sem que ele percebesse. O Rebe saiu de casa vestindo roupas comuns e carregava um machado; seguiu até a floresta, derrubou uma árvore e a dividiu em pedaços de lenha. Pegou a lenha e voltou para uma um parte afastada da cidade, numa ruazinha distante do centro. Bateu na porta de um casebre e uma senhora idosa, pobre e adoentada abriu. Ela lhe perguntou quem ele era e ele disse que estava vendendo lenha muito barata, quase de graça. A senhora disse que não tinha dinheiro. Ele disse que daria crédito a ela; ela respondeu que não teria como pagar posteriormente. Ele disse: “a senhora não confia em D’us? Ele fará que eu seja pago”. A senhora disse que não teria condições também de acender o fogo e ele o acendeu. Enquanto o acendia, ele recitava em voz quase inaudível as Bênçãos Matinais. Depois disso, ele voltou para a casa dele. O homem que o seguia se tornou então um discípulo dele. E quando escutava alguém dizer que nas sextas o Rebe ia aos céus, ele dizia “e talvez até além”.
Quando do episodio de Mordechai e Ester, Mordechai lhe disse que se ela se calasse perante aquela situação, o Eterno levantaria outro homem para trazer livramento aos judeus, mas que talvez o motivo dela ter chegado ao reinado tenha sido exatamente esse (Ester 4:14). Se não fizermos o que devemos fazer, talvez outros o façam, mas nunca teremos cumprido a que o Eterno nos deu a fazer aqui.
Mas então, como fazer tsedaká? Maimônides ensinava que existem oito formas diferentes de fazer, com diferentes graus de elevação. Falarei da mais elevada para a menos elevada:
1)      Tirando um necessitado da situação de pobreza: dando-lhe um presente ou empréstimo, acolhendo-o como sócio, ajudando-o a conseguir um emprego. Retirando dele a situação de humilhação por necessitar de outros.
2)      Doar secretamente: quem doa não sabe para quem vai, quem recebe não sabe de onde veio.
3)      Doar anonimamente: o doador sabe para quem vai, mas quem recebe não sabe de quem veio;
4)      Beneficiado sabe de onde veio: o doador não sabe para quem vai. Muitos sábios amarravam moedas nos seus xales e as jogavam para trás, de forma que os pobres podiam pegá-las sem ter que passar pela humilhação de pedir.
5)      Ajudar um necessitado antes que ele peça;
6)      Ajudar um necessitado depois que ele pede;
7)      Dar menos do que o pobre necessita, mas de forma amável;
8)      O mais baixo grau é o daquele que doa de má vontade.
O povo judeu é um povo interessante. O midrash pergunta “quem é que pode entender esse povo? Quando lhe pedem uma contribuição para fazer um bezerro de ouro, eles dão. Quando lhes pedem uma contribuição para a construção de um santuário, eles dão”. Tsedakah se aloja muito perto da essência do que é ser um judeu. Os rabinos afirmam que se “uma pessoa é cruel e sem compaixão, há razão suficiente para desconfiar de sua ancestralidade”.
Vale ressaltar que ajudar um pobre não significa adotar a pobreza para si mesmo. Nenhum carente foi ajudado por saber que um santo tomou o seu partido. Foi ajudado porque teve a chance de não ser pobre. Existe também um princípio que mesmo uma pessoa que recebe tsedakah deve dar tsedakah. Observa-se isso claramente em uma das partes do filme “Ushpizin”, quando Moshe Belanga, depois de receber uma tsedakah que muito precisava, separa uma parte e dá de tsedakah para o Ben Baruch.
Mas quem é esse nosso próximo? O rabino Meir Melamed comenta que Jacó chama a uns pastores desconhecidos, sem distinção de nacionalidade de “irmãos”. Os sábios no período da Mishná ensinaram a prática do “Darkê Shalom” (Caminhos de Paz). Eles diziam que “em benefício da paz, deve ser permitido aos gentios pobres apanhar as espigas deixadas no campo depois da ceifa, recolher os feixes esquecidos e colher dos cantos do campo; (...) devemos sustentar os gentios pobres como sustentamos os do nosso povo, devemos visitar os gentios doentes como visitamos os nossos e devemos sepultar os deles como sepultamos os nossos”. Vale lembrar que o período da Mishná os judeus estavam na Diáspora. Eram minorias que tinham conhecido a assimilação ou a revolta armada, e nenhum desses caminhos havia dado bons resultados. Assim, propõem um novo caminho, os Caminhos de Paz. Esse caminho não significa ter paz, mas criar ações que possam levar a uma boa convivência. Dificilmente teremos paz no meio de idólatras. Mas devemos fazer o bem, compreendendo que cada ser humano possui uma fagulha divina dentro de si.
O rabi Eleazar costumava dar uma moeda a um pobre antes de recitar suas preces; ensinava que está escrito “através da caridade, eu verei Tua face” (Talmud da Babilônia, Baba Batra 10a). Lembro-me de grupos que faziam evangelismo nas madrugadas de determina cidade. Durante as madrugadas, aquilo que é considerado como escória da sociedade está nas ruas. Prostitutas, travestis, dependentes químicos, mendigos, etc. Cansei de ver cenas de pessoas que vinham pedir dinheiro para voltar para casa ou para comprar comida. A resposta padrão era “eu não tenho dinheiro, mas veja, pegue um folhetinho do JC”. Aparentemente o sofrimento alheio não tinha nenhum problema (principalmente porque quem podia ajudar não estava sofrendo). Parecia ainda que este mundo físico aqui não importa para nada. A pessoa que evangelizava a outra estava fazendo uma “grande bondade”: estava livrando a alma do outro do inferno (como se humanos pudessem determinar quem está salvo e quem está condenado). Ou seja, se a pessoa recusava a “salvação” contida naquele folheto do JC era culpa dela ainda sofrer. Ela estava rejeitando um futuro “bom”. E o pior, depois que acabava o evangelismo e de falar que não tinham dinheiro, o grupo seguia para uma lanchonete pra lanchar. De graça é que o lanche não era. E eu de tudo isso porque durante algum tempo participei desse grupo. Foi bom, mas no sentido de perceber como a mensagem pura e bela da Torá está deturpada. Foi bom no sentido de me fazer olhar a Torá como algo precioso e profundo. Aprendi a lição do que não fazer.
Se alguém lhe pede comida, dê. Se alguém lhe pede água, dê. Quem somos nós para julgar o interior do outro? Que o Eterno nos abençoe e nos ensine a amar e cuidar desse próximo, não como queremos, mas como Ele quer que façamos.
Edgard MacFraggin'

Referências
“Para curar um mundo fraturado”, Rabino Jonathan Sacks, Editora Sêfer.
“A Ética do Sinai”, Irvin Bunim, Editora Sêfer.
“Torá: a Lei de Moisés – com tradução e comentários pelo Rabino Meir Matzliah Melamed”, 3ª edição, Congregação Religiosa Israelita Beth-el.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A tecnologia nos ajuda a entender conceitos espirituais

Como são interessantes as coisas! Estava lendo essa semana o livro "Decifrando a Criação", do rav Yosef Bitton, e ele fala sobre isso. Li um artigo do Chabad [clique aqui] falando sobre isso também. Ontem estava pensando a respeito do nosso comportamento em relação ao próximo, tentando entender o que a Torah queria dizer em Levítico 19:18, o famoso "ama o próximo como a ti mesmo". Poxa, não é tão fácil ou simples como pode parecer isso. Principalmente quando precisamos colocar isso em prática. 
As vezes tentar entender as coisas com outras palavras [às vezes até mesmo antônimas!] pode ajudar. Ao invés de "amor", vamos pensar rapidamente em "dor". Bom, dor é uma coisa praticamente virtual, pelo menos a dor do outro. Se eu sinto dor no pé, eu sei a exata dimensão do quanto está doendo, do quanto está me incomodando, etc. Mas se meu irmão sente dor, seja ela leve ou horrível, eu não sinto nada. Ele pode vir reclamar para mim e eu nem dar atenção, justo "porque eu não estou sentindo nada". 
Oras, Yeshua citou certa vez esse texto de Levítico. Ainda, em Mattityahu 25:34 em diante, ele nos ensina como amar esse próximo. É praticamente como se ele entendesse a "fome, sede, doença, prisão e necessidade" dos outros, i.e. coisas virtuais para o indivíduo, como sendo reais para ele! Ele dizendo como que se ele mesmo estivesse sofrendo essas coisas. Devemos amar o próximo assim. Como se sentíssemos de forma real a dor virtual, a fome virtual, a tristeza virtual do próximo. "Sinta de forma real a dor virtual do teu próximo". Creio eu ser esta uma possível interpretação para o texto de Levítico. 


Shalom aleikhem, 
Edgard MacFraggin'

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pode-se fazer doutrina em cima de um versículo?

Estava escutando a última aula ministrada (até a presente data) pela profa. sra. Dálcia Freitas no programa "A Voz do Shofar"(que pode ser conferido clicando aqui) e fiquei bastante intrigado com isso. Pode-se fazer doutrina em cima de apenas um versículo isolado?

Vejamos, vamos criar a doutrina do suicídio. O rei Saul se suicidou (1a Samuel 31:4). Olhando exclusivamente esse versículo, podemos falar que a prática do suicídio é aceita dentro da fé monoteísta? Obviamente não! É condenada, só o Eterno é dono da vida. Mas será que já fizeram doutrina com base em apenas um versículo (mal traduzido, por sinal)?? Vejam por si mesmos abaixo (as marcações de amarelo foram feitas por mim):

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;" Mateus 28:19 (João Ferreira de Almeida Atualizada )

"Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." Atos 2:38 (João Ferreira de Almeida Atualizada )

"Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus" Atos 8:16 (João Ferreira de Almeida Atualizada )

"Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias." Atos 10:48 (João Ferreira de Almeida Atualizada )

"Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus." Atos 19:5 (João Ferreira de Almeida Atualizada )

Yeshua é judeu, certamente
ele não cria em trindade
É bom falar um pouco, só pra se ter ideia da dimensão disso, do momento que estamos vivendo agora. Estamos no período entre Pessach (páscoa judaica) e Shavuot (petencoste). Conta-se 50 dias entre essas duas festas. Yeshua morreu em Pessach, ressuscitou e ficou mais 40 dias antes de subir aos Céus. Ele disse que os emissários deveriam permanecer em Jerusalém até que fosse mandado o Ruach HaKodesh (Espírito de D'us) em Shavuot, que seria em 10 dias. Daí, o Ruach vem e começam as imersões ("batismos"). Os discípulos já estavam tão apressadamente desobedecendo ao que o Messias disse menos de duas semanas antes? Obviamente não. E na Bíblia de Jerusalém (versão católica antiga) há uma nota de rodapé afirmando que no original estava "batizando-os em meu nome", e que o " em nome do Pai, do Filho..." veio apenas posteriormente, no concílio de Niceia e no Édito de Tessalônica, três séculos depois da vinda do Messias! 

O Concílio de Niceia ocorreu no ano de 325 e.c. (da era comum, conhecido como "depois de Cristo"), ou seja mais de 300 anos da ascensão do Messias aos Céus. Afirmaram coisas que nem o Messias Yeshua e nem os discípulos falaram. Vejam o Credo de Niceia, ele mostra claramente que a fé que ele afirma ser a correta é politeísta e não monoteísta: 
"Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual por causa de nós homens e por causa de nossa salvação desceu, se encarnou e se fez homem, padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado (Colossenses 1:15 afirma que ele foi o primeiro a ser criado, ele é o "Primogênito de toda a Criação" [Almeida Corrigida e Revisada Fiel], ou seja, o primeiro a ser criado), ou é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja anatematiza." obs.: anatematizar significa fulminar com anátema; excomungar, amaldiçoar.

Já o Édito de Tessalônica data de 24 de Novembro de 380 e.c. Ele foi também bastante posterior à doutrina que o Messias anunciava, da Unidade do Eterno e da Redenção de Israel. O Édito afirma: 

Édito dos imperadores Graciano, Valentiniano (II) e Teodósio Augusto, ao povo da cidade de Constantinopla: "Queremos que todos os povos governados pela administração da nossa clemência professem a religião que o divino apóstolo Pedro deu aos romanos, que até hoje foi pregada como a pregou ele próprio, e que é evidente que professam o pontífice Dámaso e o bispo de Alexandria, Pedro, homem de santidade apostólica. Isto é, segundo a doutrina apostólica e a doutrina evangélica cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos quem sigam esta norma, enquanto os demais os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da vingança divina, e depois serão castigados pela nossa própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade celestial."

Nessas doutrinas heréticas pode-se ver já o embrião de toda a inquisição aos que não cressem da mesma forma, ou seja, naquele caso principalmente os judeus. É heresia para justificar a trindade pagã. É um versículo mal traduzido (Mateus 28:19) contra quatro (Atos 2:38; Atos 8:16; Atos 10:48; Atos 19:5) que estão corretos. Enfim, cada um deve refletir por si mesmo. Que o Eterno tire o comichão de nossos ouvidos, e possamos ouvir a verdade!

Edgard MacFraggin'
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Mateus 28:19

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Mateus 28:19

domingo, 14 de abril de 2013

A purificação final da tzara'at da humanidade

Lachon Hará: maledicência, fofoca, 
falar mal dos outros.
As parashot do último shabat foram a Tazria [conceber - Vayikrá  (Levítico) 12:1 - 13:59] e M'tzora [afligida com tzara'at - Vayikrá  (Levítico) 14:1 - 15:33]. Entre os assuntos tratados, foi falado sobre a tzara'at, uma espécie de lepra, mas que é diferente da hanseníase. Essa lepra aparecia nas pessoas que praticavam Lachon Hará, ou seja, maledicência, falar mal dos outros. Um rabino afirmou que quem pratica esse pecado, transgride os cinco livros da Torah, a transgride por completo. É um pecado extremamente grave e lesivo, deve-se tomar o cuidado de nem mesmo escutar uma pessoa que fala Lachon Hará

Umas das leis relacionadas a purificação das materiais e das pessoas com essa lepra dizia respeito as roupas. Vemos em Vayikrá 13:47-59 [Levítico] que uma peça de roupa com uma mancha de tzara'at deveria primeiro ser lavada e depois de sete dias seria reavaliado. Caso a mancha tivesse aumentado, a peça era impura, e o seu destino era ser estruída pelo fogo. Primeiro a água; se não adiantar, o fogo

Mas existem outros aspectos interessantes a respeito dessa parashah em conexão com a B'rit Hadashah [Nova Aliança - conhecida como "novo testamento"]. Em Vayikrá 13:12-13 [Levítico] está assim: 

"Se a tzara'at espalhar-se sobre toda a pele, de modo que, tanto quanto o kohen enxerga, a pessoa com tzara'at possui feridas em todas as partes do corpo, da cabeça aos pés, então o kohen a examinará e, se vir que a tzara'at lhe cobriu o corpo todo, declarará a pureza da pessoa com as feridas - pois elas embraqueceram, e ela está pura."

Durante a parte dos "Comentários da Parashah" foi falado um comentário rabínico sobre esse trecho se relacionar a vinda do Mashiach para a Era Messiânica. Quando a humanidade estivesse com tzara'at da cabeça aos pés, então o Mashiach virá. Ou seja, quando a humanidade estiver completamente corrompida, completamente suja, deturpada, com os valores perdidos, nos tempos da Apostasia, o Mashiach viria, então ela será considerada pura pela purificação que o Messias fará. E estamos caminhando a passos largos em direção a isso. E em no livro de Segunda Kefa [Pedro] 3:3-7 [as partes entre colchetes e/ou de outra cor foram destaques/comentários meus]:

Lavagem da maldade, da 
tzara'at da humanidade, na 
época de Noach.
"Em primeiro lugar, entendam isto: nos últimos Dias, surgirão escarnecedores, seguidos seus desejos, e perguntando: 'onde está a prometida 'vinda' dele? Porque nossos pais morreram, e tudo segue como era desde o princípio da criação'. Contudo, desejando muitíssimo estarem certos disso, não notam o fato de que, pela Palavra de D'us, há muito tempo, existem céus e terra surgida da água e existente entre as águas, e que, por causa dessas coisas, o mundo daquele tempo foi submerso [pela água] e destruído. Pela mesma Palavra, os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o Dia do Juízo, quando os ímpios serão aniquilados.

A humanidade já foi lavada de sua tzara'at no Dilúvio de Noach [Noé], entretanto, isso não adiantou. E se não adiantou, o fogo nos está reservado, onde a lepra será destruída para sempre. Primeiro a água; se não adiantar, o fogo E com isso se iniciará, em tempo próximo se o Eterno assim permitir, o reinado do nosso Mashiach Yeshua, amém!

Edgard MacFraggin'

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sem Torah não existe o conhecimento do que é pecado

"Porque até ao regime da Torah havia pecado, mas o pecado não é levado em conta quando não há Torah." Romanos 5:13

Parashah é a porção semanal da Torah que é lida no shabbat pelos judeus, no mundo todo. De forma que em um ano, a Torah foi completamente lida. A parasha dessa semana é a Ki Tissá (Êxodo 30:11 - 34:35). Nessa parashah é relato sobre a outorga da Torah ao povo de Israel. Também fala do vergonhoso evento do bezerro de ouro. 
Daí, estava lendo algumas seleções do Midrash no site da Beit Chabad. E lá parte do bezerro de ouro, depois que Moisés desce e vê o povo agindo de maneira profunda, o Midrash fala que as letras daquelas duas tábuas de safira desapareceram. Aquelas tábuas de pedra que haviam recebido a preciosa grafia do Eterno eram agora apenas tábuas de pedra. Então, Moisés as quebra. As espatifa no chão. E por que ele fez isso?   
O rabino Paulo responde isso perfeitamente em Romanos 5:13. Se não há Torah, não há pecado, pois não há como transgredi-la. Assim, Moisés agiu sabiamente em quebrar as tábuas de pedra, pois o povo não seria tão severamente punido; se as tábuas estvessem lá, o povo teria sido réu de pecado gravíssimo. 
Moisés ainda, diz o Midrash, que destrói o bezerro de ouro, o transforma em pó e o mistura a água; e a todo mundo foi dado essa água para beber. E assim o povo viu que aquele bezerro, a quem haviam chamado de 'deus' estava agora dentro do estômago de cada um deles. 
Isso é muito interessante. A Torah foi de modo algum abolido. A Torah nos ensina a servir ao Eterno, a agradá-Lo. 
A Torah aos judeus; as Sete Leis de Noé aos não-judeus. E assim agradamos com a mesma intensidade ao Eterno.
Sem Torah não existe o conhecimento do que é pecado... logo, não temos conhecimento daquilo que desagrada ao Eterno. A não existência da Torah não faz que o pecado seja inexistente. Faz que ele seja desconhecido.

Edgard MacFraggin'

sábado, 18 de agosto de 2012

Amor aos animais, Veterinária, Yeshua, Contrabando de Ilícitos e Abate em Massa

Foto muito antiga, o saudoso Frangolino não
está mais entre nós
Eu decidi ser veterinário em 1999. Tinha 12 anos na época. Faz um tempo já isso. Naquele tempo, muitos acharam que era só “mais uma coisa que o Edgard inventa”. Mas o tempo passou e eu continuei firme. Mas porque veterinária? Bom, obviamente porque eu gosto de animais. E o porque disso? Desde criança tive muito contato com eles. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer dos 2,5 – 9 anos era ficar brincando dentro de um galinheiro que tinha na minha casa. Além das galinhas, tive coelhos, cachorros, e um jabuti, simultaneamente. Portanto, uma passagem que muito me incomodava, até recentemente era aquela em que Yeshua expulsava demônios de um homem de Gadara e os permitia que entrassem em uma manada de quase 2.000 porcos (Mateus 8:30 em diante; Marcos 5:11 em diante). Eu no fundo, no fundo achava que os porcos eram coitados, que não deveriam ter sofrido isso, que não tinham nada a ver. 
Mas daí uns dias atrás estava conversando com um amigo meu, o Borba, e ele me disse que assistiu a uma pregação que o pastor falou sobre isso. Bom, o ministério de Yeshua foi dentro de Israel. Assim sendo, o que uma manada de porcos estava fazendo ali? Se o Eterno tinha dito que eram animais proibidos de serem consumidos por serem impuros (Levíticos 11:7)! Com certeza eles não criavam os porcos como animais de estimação. Era certamente para o abate e consumo da carne! Tanto é que o texto relata que os homens que cuidavam dos porcos fugiram, foram contar aos moradores o que havia acontecido. Os moradores fizeram o quê? Pediram que Yeshua fosse embora dali. Com certeza eles violavam muitos outros preceitos das Torah. 
Yeshua, o Messias, veio para cumprir a Torah. E para defender os 613 preceitos dela. Isso é óbvio, ele é judeu. Ele foi para a região de Gadara não apenas por conta do homem endemoniado. Ele foi ali também para resolver a questão do contrabando de ilícitos que estava ocorrendo ali em Israel. Glórias a D’us, que nos enviou Yeshua. E glórias a D’us que Yeshua considerou a Torah como preciosa. 
Edgard MacFraggin'

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

The Coloring Song


Poxa, creio que nesse blog nunca falei do Petra - uma banda de rock cristão muito clássica, o pessoal das antigas - como eu - com certeza conhece. É por conta de uma música deles o nome desse blog inclusive. A música se chama "I am on the Rock" e antes do refrão eles exclamam: "there's no rock in this world but our G-d!!" (não há outra rocha nesse mundo a não o nosso D'us!!).  Mas hoje vou falar de uma música muito linda, que estava escutando no carro pela manhã, no caminho de vir ao laboratório.  Abaixo, coloquei a tradução da música:


Vermelho é a cor do sangue que escorreu
Pela face dAquele que tanto nos amou
Ele é o homem perfeito, Ele é o próprio Filho de D’us
Ele é o Cordeiro de D’us, Ele é o único
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que faz o amor entre nós fluir

Azul é a cor de um coração tão frio
Que não irá se curvar quando for contada a história
Do amor de D’us por um povo pecaminoso
Do sangue que escorreu pelo rosto de Yeshua (Jesus)
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que mantém nossos corações longe de ficar frios

Dourado é a cor do sol da manhã
Que brilha tão livremente sobre todo mundo
É o sol lá em cima que nos aquece
É o Filho do Amor que acalma a tempestade
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode tornar nossas manhãs em ouro

Marrom é a cor das folhas no outono
Quando o Inverno chega para as árvores estéreis
Há nascer, há morrer, há um plano
E há apenas um D’us, e há apenas um homem
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode fazer nossos pecados brancos como a neve

Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que pode tornar nossas manhãs em ouro
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que mantém nossos corações longe de ficar frios
Que nos dá vida, que pode nos fazer crescer
Que faz o amor entre nós fluir

Que música linda!! Sim, a teologia dela é simples e verdadeira: há apenas 1 caminho para se chegar a D'us, e esse caminho se chama Yeshua (João 14:6) - o único Filho de D'us (João 3:16). Simão Pedro afirmou em Mateus 16:16 a clássica frase "Tu és o Cristo, o Filho do D'us vivo". Ao qual Yeshua respondeu, "bem aventurado és tu, Simão Filho de Jonas...". E aí, em Mateus 26:63-65, o sumo sacerdote pergunta a Yeshua se ele era o Filho de D'us. Yeshua diz que sim. Ao que o sacerdote responde que isso era uma blasfêmia suficiente para que Yeshua fosse crucificado. Imaginem se Yeshua tivesse dito que era D'us!! 
Obviamente, não quero incitar nenhum tipo de ódio contra os judeus do tipo "os judeus mataram Jesus" (como escutei recentemente). É verdade que alguns judeus não aceitaram o testemunho de Yeshua. Mas outros JUDEUS como Pedro, Tiago, João, André, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão Zelote (Mateus 2:4) além de Paulo, Lucas, Marcos entre outros. Todos eram judeus e o judaísmo não anulou a fé de cada um no messias judeu. Yeshua era judeu. E todos eles entendiam que Yeshua era o Filho de D'us. Toda a Torah aponta para o Ungido, Yeshua. 

Edgard MacFraggin' 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

2050: será que chegaremos lá??


Essas férias de julho foram bastante proveitosas academicamente falando. Não pude ir visitar meus familiares e nem meus amigos, pois fiquei fazendo uma disciplina condensada. Foram excelentes aulas sobre a temática do aquecimento global.
Os principais problemas do aquecimento global são esses:
o Os gases emitidos têm um poder cumulativo na atmosfera;
o O CO2 é o único deles que é reabsorvido, em parte, pelas plantas, os outros não o são;
o Ainda sobre o CO2, ele é o gás mais “bonzinho” com relação ao potencial de aquecimento. Outros gases, como o CH4 e o N2O têm potencial de aquecimento de 25x e 300x maior que o do CO2; o CH4 é reabsorvido em parte por microrganismos metanotróficos, mas isso não chega a ser representativo;
o Os processos humanos passaram a emitir outros gases, como o SF6; este possui um potencial de aquecimento 22.200x maior que o CO2; assim, o efeito de 1 kg de SF6 na atmosfera (em relação ao aquecimento global) equivale a uma quantidade de 2,2 toneladas de CO2 na atmosfera!
o A humanidade não vai parar de emitir Gases de Efeito Estufa (GEE);
o O Protocolo de Kyoto AINDA está em discussão (e ele começou em 1990!!);
o Países como o Brasil, China, Coréia, México e Índia emitem mais GEE atualmente que os outros países desenvolvidos; e não têm nenhuma meta de diminuir emissões de GEE (pelo Protocolo de Kyoto);
o Cientistas acreditam se as coisas continuarem como está, em 2050 a temperatura média da Terra terá aumentado cerca de 2 oC, e isso é mais do que suficiente para causar muitos problemas relacionados com os oceanos (lembrando que os líquidos se expandem em volume quando aquecidos!) e também problemas climáticos vão afetar a produção de alimentos;
o Tendo problemas relacionados à produção de alimentos, crises políticas e econômicas surgirão, muito provavelmente culminando em guerras, fome, pestes, além de outras catástrofes ambientais.
o Estratégias para se controlar e minimizar todos esses problemas estão sendo feitas e eu penso, particularmente, que elas vão funcionar. O único problema é que não dará tempo. Já se passaram 21 anos do Protocolo de Kyoto e ele ainda é discutido!!
Para os ateus: não fiquem tristes se a nossa espécie for extinta. Vocês defendem que espécies surgem e desaparecem, e, segundo vós, somos apenas outra espécie qualquer. Assim, penso que os ateus não deveriam lutar contra as catástrofes naturais, pois segundo o vosso raciocínio, isso será bom para a espécie, fará uma seleção natural e uma boa genética será preservada. E se formos extintos, beleza, mais uma espécie qualquer que sumiu desse planeta.
Para os cristãos: se alegrem, meus irmãos! Nós somos, cientificamente falando, a última geração!! Veremos o Nosso Rei voltar em Grande Glória!! A bíblia não diz quando Jesus vai voltar, mas, cientificamente falando, será provavelmente antes de 2050. Jesus disse no capítulo 24 de Mateus, nos versículos de 6 a 14:
Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá falta de alimentos e tremores de terra. Essas coisas serão como as primeiras dores de parto. —Depois vocês serão presos e entregues para serem maltratados e vocês serão mortos. Todos os odiarão por serem meus seguidores. Nessa época muitos vão abandonar a sua fé e vão trair e odiar uns aos outros. Então muitos falsos profetas aparecerão e enganarão muita gente. A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará; mas quem ficar firme até o fim será salvo. E a boa notícia sobre o Reino será anunciada no mundo inteiro como testemunho para toda a humanidade. Então virá o fim.
Assim, os salvos vão passar por muitos problemas e seremos perseguidos também. Mas sabemos que não devemos nos render, devemos continuar a anunciar a boa mensagem da Salvação, a mensagem da Cruz de Cristo! O fim está próximo, cientificamente falando. Toda a história atual prepara o cenário descrito na bíblia. Todas essas crises farão que seja necessário que haja um Governo Mundial, uma única moeda, uma única religião. E quem será o rei de tudo isso? A bíblia disse também: será o Anticristo!
Para os indecisos: hoje é o dia de tomar uma decisão. Os dias são realmente maus. Aqueles que não servem à Deus podem até não saber, mas eles necessariamente servem ao Inimigo de Deus. Não existe meio termo entre o Bem e o Mal. Não existe meio termo entre Deus e o Diabo. Não existe o “isso é relativo... é uma questão de opinião!”. Como que simples pescadores de 2000 anos atrás poderiam descrever tão precisamente o quadro mundial atual se não fosse por uma intervenção divina na vida deles?? Não tem nenhuma lógica!
Caso você queira aceitar a Jesus como salvador, ore assim: “Senhor Jesus, reconheço que sou pecador. Reconheço que o Senhor morreu na Cruz por meus pecados e que ressuscitou. Te aceito como o meu Salvador. Guie os meus caminhos, mostre-me a Tua vontade, me ajude a caminhar”. Procure ler a bíblia, e também uma igreja que prega o que está escrito na bíblia.
Que o Senhor Jesus volte logo para nos levar para junto dEle! E que toda a Criação seja restaurada pelo Supremo Criador!
Edgard MacFraggin'