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domingo, 14 de abril de 2013

A purificação final da tzara'at da humanidade

Lachon Hará: maledicência, fofoca, 
falar mal dos outros.
As parashot do último shabat foram a Tazria [conceber - Vayikrá  (Levítico) 12:1 - 13:59] e M'tzora [afligida com tzara'at - Vayikrá  (Levítico) 14:1 - 15:33]. Entre os assuntos tratados, foi falado sobre a tzara'at, uma espécie de lepra, mas que é diferente da hanseníase. Essa lepra aparecia nas pessoas que praticavam Lachon Hará, ou seja, maledicência, falar mal dos outros. Um rabino afirmou que quem pratica esse pecado, transgride os cinco livros da Torah, a transgride por completo. É um pecado extremamente grave e lesivo, deve-se tomar o cuidado de nem mesmo escutar uma pessoa que fala Lachon Hará

Umas das leis relacionadas a purificação das materiais e das pessoas com essa lepra dizia respeito as roupas. Vemos em Vayikrá 13:47-59 [Levítico] que uma peça de roupa com uma mancha de tzara'at deveria primeiro ser lavada e depois de sete dias seria reavaliado. Caso a mancha tivesse aumentado, a peça era impura, e o seu destino era ser estruída pelo fogo. Primeiro a água; se não adiantar, o fogo

Mas existem outros aspectos interessantes a respeito dessa parashah em conexão com a B'rit Hadashah [Nova Aliança - conhecida como "novo testamento"]. Em Vayikrá 13:12-13 [Levítico] está assim: 

"Se a tzara'at espalhar-se sobre toda a pele, de modo que, tanto quanto o kohen enxerga, a pessoa com tzara'at possui feridas em todas as partes do corpo, da cabeça aos pés, então o kohen a examinará e, se vir que a tzara'at lhe cobriu o corpo todo, declarará a pureza da pessoa com as feridas - pois elas embraqueceram, e ela está pura."

Durante a parte dos "Comentários da Parashah" foi falado um comentário rabínico sobre esse trecho se relacionar a vinda do Mashiach para a Era Messiânica. Quando a humanidade estivesse com tzara'at da cabeça aos pés, então o Mashiach virá. Ou seja, quando a humanidade estiver completamente corrompida, completamente suja, deturpada, com os valores perdidos, nos tempos da Apostasia, o Mashiach viria, então ela será considerada pura pela purificação que o Messias fará. E estamos caminhando a passos largos em direção a isso. E em no livro de Segunda Kefa [Pedro] 3:3-7 [as partes entre colchetes e/ou de outra cor foram destaques/comentários meus]:

Lavagem da maldade, da 
tzara'at da humanidade, na 
época de Noach.
"Em primeiro lugar, entendam isto: nos últimos Dias, surgirão escarnecedores, seguidos seus desejos, e perguntando: 'onde está a prometida 'vinda' dele? Porque nossos pais morreram, e tudo segue como era desde o princípio da criação'. Contudo, desejando muitíssimo estarem certos disso, não notam o fato de que, pela Palavra de D'us, há muito tempo, existem céus e terra surgida da água e existente entre as águas, e que, por causa dessas coisas, o mundo daquele tempo foi submerso [pela água] e destruído. Pela mesma Palavra, os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o Dia do Juízo, quando os ímpios serão aniquilados.

A humanidade já foi lavada de sua tzara'at no Dilúvio de Noach [Noé], entretanto, isso não adiantou. E se não adiantou, o fogo nos está reservado, onde a lepra será destruída para sempre. Primeiro a água; se não adiantar, o fogo E com isso se iniciará, em tempo próximo se o Eterno assim permitir, o reinado do nosso Mashiach Yeshua, amém!

Edgard MacFraggin'

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ateísmo: politeísmo pós-moderno



“O aparecimento dessa fé [judaica] tem sido acertadamente descrito como ‘uma revolução na visão global do homem’. Todas as religiões anteriores e contemporâneas viam o destino humano como sujeito às leis da natureza. Assim como os ciclos naturais retornam ao seu ponto de origem sem pretensão de progresso, assim era a vida humana concebida como um infindável cortejo predestinado passando pelo nascimento e vida – de volta a um ponto de partida nas trevas e no caos. Os próprios deuses estavam sujeitos às paixões, instintos e desejos humanos. Eram associados a emanações naturais – sol, luz, ar, fertilidade, chuva. As forças naturais sendo diversas e numerosas, o conceito pagão de divindade era, conseqüentemente, tão pluralístico que chegava ao caos.”



“Contra o fatalismo característico de civilizações pagãs, o pensamento hebreu, a partir de Moisés, concebe D’us como o autor de forças naturais, isento de seu ritmo cíclico. O desígnio divino realiza-se não na natureza, mas na história humana. O progresso, e não a repetição, é a lei da vida. Na tradição mosaica D’us aplica a Si um novo epíteto: ‘EU SOU O QUE SOU’, aquele que nenhuma definição pode exaurir, o auxiliar onipresente do povo, ‘que se aflige em todas suas aflições  e em Seu amor e Sua compaixão os redime’. O destino humano, uma vez separado do ciclo da natureza, liberta-se da fatalista cadeia da repetição. O homem tem a capacidade de ’rejeitar o mal e escolher o bem’. Está assim dotado de uma dignidade única e ativa, alem do alcance de qualquer outro elemento da natureza.”
ABBA EBAN. A História do Povo de Israel. Editora Bloch, página 19.

                Entre duas potências mundiais – a leste, a Babilônia; a oeste, o Egito – está o território de Israel a nascer. O conceito da época, excetuando a fé do povo de Israel, era de diversas entidades que governavam o mundo: a natureza em suas diferentes facetas eram diferentes divindades. Divindades essas que tinham fraquezas, que poderiam ser manipuladas pela humanidade, etc. Mas em Israel havia a questão monoteísta. Um D’us que “nenhuma definição pode exaurir”. Alguém que deu leis ao povo e que governava, exatamente pois ele foi o Criador de todas elas, as forças da natureza e do universo. É claro que por trás de todas elas existem forças também naturais, como a gravidade, a velocidade da luz, rotação da terra, entre diversas outras. Mas esse raciocínio trás uma essência que diferencia a fé monoteísta da fé politeísta.     
                Entretanto, “depois de Galileu”, as coisas mudaram. Galileu, um cristão, é considerado o pai da ciência moderna. E com a ciência, os processos desconhecidos da natureza passaram, com o tempo, a serem conhecidos e compreendidos. Hoje, sabe-se do ciclo do carbono, do ciclo da água, do ciclo do nitrogênio, de células embrionárias, de dispersão de pólen, de mitose, de movimento dos astros e de energia nuclear. Sabe-se como o leite é produzido nas glândulas mamárias, quais hormônios influenciam o processo e quais hormônios são responsáveis por diversos outros processos. Do ponto de vista do entendimento dos processos, não precisamos mais de um panteão de deuses. Sabemos que não são eles que controlam a chuva, a neve, os mares, a terra. Assim, penso eu, quem mais contribuiu para o surgimento do ateísmo não foi o monoteísmo, e sim o politeísmo. Indo além, pode-se compreender que o ateísmo não é o fim da fé politeísta, e sim sua continuidade. Os motivos que eu observo para isso são:
1)      Sempre houve um conflito entre a fé politeísta e a fé monoteísta. Na minha opinião, a que melhor expressa esses conflitos, foi a Revolta dos Macabeus. Outros povos queriam helenizar (paganizar/”politeismizar”) a fé judaica. Colocar um fim a prática, aos costumes, etc. O ateísmo faz o mesmo atualmente, e faz um proselitismo enorme a nível mundial.
2)      O segundo motivo é que os politeístas adoravam diversos deuses por não compreenderem os processos naturais. Os ateus atuais adoram a si mesmos por terem compreendido os processos naturais. Quase como “não precisamos de nenhum deus pois nós somos deuses; nós controlamos a natureza como queremos”. E tem uma música do John Lennon que expressa muito bem essa idéia. O nome dela é “Serve yourself”. A letra diz exatamente isso, sirva a você mesmo, porque nenhuma divindade fará isso por você.
           Assim, a raiz da fé politeísta é basicamente a mesma raiz do ateísmo. Tanto é que eles criticam basicamente três linhas de fé: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. E todas elas são monoteístas e têm relações amáveis com a ciência ou com outros cultos completamente politeístas. 
             Ou é um conceito de um deus inexistente ou um conceito tão vasto e caótico que ele não é deus de qualquer forma. Ambos são formas de pensar politeístas. 
Edgard MacFraggin'

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A falsificação do Super Nintendo e a Origem da vida

Graças aos Super Franco Primos(são os quatro irmãos!)
 fomos apresentados ao Universo dos Video Games, 
em 1992 ou 1993. Assim, meu irmão e eu pudemos passar 
horas de diversão com Super Mario Brothers (meu irmão 
o Mario e eu o Luigi - sempre!)


Ah, como eu amo o meu Super Nintendo. Creio que ganhei meu SNES em 1994 ou 1995. Era muito bom jogar aqueles maravilhosos jogos, aqueles gráficos super legais para a época e tal. O último jogo de SNES que eu comprei foi em 2010 (sim sim, 2010) pelo Mercado Livre, encontrei um cartucho original zerado do Yoshi’s Island: Super Mario World 2. E que jogaço, hein? Um jogo excelente e tal.
Poxa, desde que tenho feito meu dinheiro (do inglês, ok? “making my own money” :] ), tenho procurado e tenho feito assim, só compro jogos originais. Porque eu quero que a Nintendo continue a ser rica mesmo, pra continuar produzindo jogos legais. Produzir jogos tem a ver com programação, com horas e horas, meses, anos, criando softwares e hardwares que sejam compatíveis com os programas. Essa parte é muito difícil, realmente. Exige que se tenha formação ou algum treinamento na área, etc. Agora, na mão dos malandros que falsificam, tudo fica muito fácil! É muito mais fácil falsificar ou ripar um game do que fazer um game. Até mesmo o hardware, depois de feito, é fácil de falsificar. A Nintendo pode passar 5 anos desenvolvendo um hardware que depois de lançado será falsificado em poucos meses. Assim, depois de que algo foi desenvolvido, é moleza – perto do conhecimento necessário para se fazer – falsificar. E esse foi, creio eu, um dos motivos da Nintendo ter saído do Brasil, porque aqui a falsificação e comercialização dos piratas era sinistra. Hoje, nintendistas como eu pagam bem mais caro pra comprar os games, porque agora os originais são importados e há uma taxação muito grande. 
As últimas conversas que tive com ateus, ou mesmo comentários deles, quando se falava da origem da vida, origem da célula, etc, dizendo que tendo a primeira célula, seria muito fácil fazer réplicas delas. E sim eles estão certos nisso. Tendo uma primeira célula fica tudo mamão-com-açúcar. Mas e fazer A primeira célula? É tão simples assim? As explicações disso são sempre muito vagas, como “existiam as moléculas e elas reagiram quimicamente e formaram a célula” ou “você nunca viu o experimento de Miller?” [já refutado, procurem os materiais da SCB – Sociedade Criacionista Brasileira]. Já que foi algo simples assim, porque os cientistas não conseguem reproduzir isso em laboratório? A ciência deve ter repetibilidade! Porque que o Miller não tirou do experimento dele células, ao invés de aminoácidos super frágeis, de isomeria incompatível com a vida? 
Realmente, fazer cópias (“falsificar”) é muito mais fácil que fazer algo original. E mais fácil ainda é ficar falando “blábláblá experimento de Miller, eu amo o Dawkins” e sequer estar presente dentro de um laboratório para ver a dificuldade que os experimentos da área de biologia e saúde carregam. De todos os ateus que eu conheço, talvez nem 10% deles estejam em laboratórios ou são ligados de algum modo à ciência. Os outros, são apenas leigos que falam como se fossem experts do meio científico. É por isso que o Stephen Hawkings (ateu) não fica falando as besteiras que muito ateu por aí fala. 
Edgard MacFraggin'