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sexta-feira, 29 de julho de 2011

2050: será que chegaremos lá??


Essas férias de julho foram bastante proveitosas academicamente falando. Não pude ir visitar meus familiares e nem meus amigos, pois fiquei fazendo uma disciplina condensada. Foram excelentes aulas sobre a temática do aquecimento global.
Os principais problemas do aquecimento global são esses:
o Os gases emitidos têm um poder cumulativo na atmosfera;
o O CO2 é o único deles que é reabsorvido, em parte, pelas plantas, os outros não o são;
o Ainda sobre o CO2, ele é o gás mais “bonzinho” com relação ao potencial de aquecimento. Outros gases, como o CH4 e o N2O têm potencial de aquecimento de 25x e 300x maior que o do CO2; o CH4 é reabsorvido em parte por microrganismos metanotróficos, mas isso não chega a ser representativo;
o Os processos humanos passaram a emitir outros gases, como o SF6; este possui um potencial de aquecimento 22.200x maior que o CO2; assim, o efeito de 1 kg de SF6 na atmosfera (em relação ao aquecimento global) equivale a uma quantidade de 2,2 toneladas de CO2 na atmosfera!
o A humanidade não vai parar de emitir Gases de Efeito Estufa (GEE);
o O Protocolo de Kyoto AINDA está em discussão (e ele começou em 1990!!);
o Países como o Brasil, China, Coréia, México e Índia emitem mais GEE atualmente que os outros países desenvolvidos; e não têm nenhuma meta de diminuir emissões de GEE (pelo Protocolo de Kyoto);
o Cientistas acreditam se as coisas continuarem como está, em 2050 a temperatura média da Terra terá aumentado cerca de 2 oC, e isso é mais do que suficiente para causar muitos problemas relacionados com os oceanos (lembrando que os líquidos se expandem em volume quando aquecidos!) e também problemas climáticos vão afetar a produção de alimentos;
o Tendo problemas relacionados à produção de alimentos, crises políticas e econômicas surgirão, muito provavelmente culminando em guerras, fome, pestes, além de outras catástrofes ambientais.
o Estratégias para se controlar e minimizar todos esses problemas estão sendo feitas e eu penso, particularmente, que elas vão funcionar. O único problema é que não dará tempo. Já se passaram 21 anos do Protocolo de Kyoto e ele ainda é discutido!!
Para os ateus: não fiquem tristes se a nossa espécie for extinta. Vocês defendem que espécies surgem e desaparecem, e, segundo vós, somos apenas outra espécie qualquer. Assim, penso que os ateus não deveriam lutar contra as catástrofes naturais, pois segundo o vosso raciocínio, isso será bom para a espécie, fará uma seleção natural e uma boa genética será preservada. E se formos extintos, beleza, mais uma espécie qualquer que sumiu desse planeta.
Para os cristãos: se alegrem, meus irmãos! Nós somos, cientificamente falando, a última geração!! Veremos o Nosso Rei voltar em Grande Glória!! A bíblia não diz quando Jesus vai voltar, mas, cientificamente falando, será provavelmente antes de 2050. Jesus disse no capítulo 24 de Mateus, nos versículos de 6 a 14:
Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá falta de alimentos e tremores de terra. Essas coisas serão como as primeiras dores de parto. —Depois vocês serão presos e entregues para serem maltratados e vocês serão mortos. Todos os odiarão por serem meus seguidores. Nessa época muitos vão abandonar a sua fé e vão trair e odiar uns aos outros. Então muitos falsos profetas aparecerão e enganarão muita gente. A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará; mas quem ficar firme até o fim será salvo. E a boa notícia sobre o Reino será anunciada no mundo inteiro como testemunho para toda a humanidade. Então virá o fim.
Assim, os salvos vão passar por muitos problemas e seremos perseguidos também. Mas sabemos que não devemos nos render, devemos continuar a anunciar a boa mensagem da Salvação, a mensagem da Cruz de Cristo! O fim está próximo, cientificamente falando. Toda a história atual prepara o cenário descrito na bíblia. Todas essas crises farão que seja necessário que haja um Governo Mundial, uma única moeda, uma única religião. E quem será o rei de tudo isso? A bíblia disse também: será o Anticristo!
Para os indecisos: hoje é o dia de tomar uma decisão. Os dias são realmente maus. Aqueles que não servem à Deus podem até não saber, mas eles necessariamente servem ao Inimigo de Deus. Não existe meio termo entre o Bem e o Mal. Não existe meio termo entre Deus e o Diabo. Não existe o “isso é relativo... é uma questão de opinião!”. Como que simples pescadores de 2000 anos atrás poderiam descrever tão precisamente o quadro mundial atual se não fosse por uma intervenção divina na vida deles?? Não tem nenhuma lógica!
Caso você queira aceitar a Jesus como salvador, ore assim: “Senhor Jesus, reconheço que sou pecador. Reconheço que o Senhor morreu na Cruz por meus pecados e que ressuscitou. Te aceito como o meu Salvador. Guie os meus caminhos, mostre-me a Tua vontade, me ajude a caminhar”. Procure ler a bíblia, e também uma igreja que prega o que está escrito na bíblia.
Que o Senhor Jesus volte logo para nos levar para junto dEle! E que toda a Criação seja restaurada pelo Supremo Criador!
Edgard MacFraggin'

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Produção Agrícola durante um Milênio de Paz


Estava fazendo minha leitura bíblica de hoje, e li alguns capítulos do livro de Miquéias. No capítulo 4, o versículo 3 me chamou bastante a atenção. Lembrei do texto de Isaías 11, que fala sobre um futuro reinado de paz, o reino físico de Cristo na terra, conhecido como o Milênio. Eu gosto muito desse texto de Isaías, pois fala sobre diversos animais, logo, certamente algumas espécies estarão presentes lá no Céu! Abaixo, alguns textos relativos ao que eu quero abordar nesse artigo (a ênfase nos versículos foi feita por mim):
Deus será o juiz das nações, decidirá questões entre muitos povos. Eles transformarão as suas espadas em ARADOS e as suas lanças, em FOICES. Nunca mais as nações farão guerra, nem se prepararão para batalhas. Isaías 2:4.
Lobos e ovelhas viverão em paz, leopardos e cabritinhos descansarão juntos. Bezerros e leões COMERÃO uns com os outros, e crianças pequenas os guiarão. Vacas e ursas PASTARÃO juntas, e os seus filhotes descansarão no mesmo lugar; os leões COMERÃO capim como os bois. Criancinhas brincarão perto de cobras e não serão picadas, mesmo que enfiem a mão nas suas covas. Em Sião, o monte sagrado, não acontecerá nada de mau ou perigoso, pois a terra ficará cheia do conhecimento da glória do SENHOR assim como as águas enchem o mar. Naquele dia, o descendente de Davi, filho de Jessé, será como uma bandeira para as nações. Os povos passarão para o lado dele, e da cidade onde ele reina brilhará a glória de Deus. Isaías 11:6-10.
No futuro, o monte do Templo do SENHOR será o mais alto de todos, ficando acima de todos os montes. Todas as nações irão correndo para lá, e esses povos dirão: “Vamos subir o monte do SENHOR, vamos ao Templo do Deus de Israel. Ele nos ensinará o que devemos fazer, e nós andaremos nos seus caminhos. Pois os ensinamentos do SENHOR vêm de Jerusalém; é do monte Sião que ele fala ao seu povo.” Ele será juiz entre muitos povos e decidirá questões entre grandes nações distantes. Os povos transformarão as suas espadas em ARADOS e as suas lanças em FOICES. Nunca mais as nações farão guerra, nem se prepararão novamente para batalhas. Todos viverão seguros, e cada um descansará calmamente debaixo das suas FIGUEIRAS e das suas PARREIRAS. Esta é a promessa do SENHOR Todo-Poderoso. Miquéias 4:1-4.
Bom, destaquei no texto palavras-chave relacionadas à produção de alimento e à alimentação. Antes de tudo, quero dizer que essa é a minha forma de pensar a respeito desses textos. Já vi um teólogo há uns dez anos atrás descrevendo algo semelhante, mas não me lembro o nome dele e nem exatamente o que ele falou. Mas achei, na época, a idéia dele bastante interessante.
Bom, além de uns dos versículos usarem diversos verbos relacionados a alimentação dos animais (logo, os animais se alimentarão), existem outras palavras relacionadas a produção agrícola. Não teria nenhuma lógica que as espadas e as lanças fossem transformadas em foices e arados se não fosse para serem usadas como ferramentas de trabalho. Ou mesmo, para que ter figueiras e parreiras se não for para se alimentar? Creio que haverá sim produção de alimentos, mesmo no reinado milenar de Cristo.


Talvez muitas pessoas pensem que o trabalho não é algo que haverá no Céu, como se o trabalho fosse resultado do pecado. Mas isso não é verdade: até mesmo Adão tinha a função de administrar o Jardim do Éden. Tenho certeza que ele não ficava o dia inteiro como se estivesse em férias eternas. Claro que com o pecado, o trabalho se tornou árduo. Passou a existir pragas, problemas, pestes, tudo isso dificultando o trabalho, diminuindo a produção de alimentos. Agora imaginem uma produção perfeita, em que nada se perderá! Imaginem que toda a safra de feijão plantada frutificará! Isso sim é maravilhoso e divino. E creio que será assim no Céu!
Eu sei que estar no Céu será um momento de eterno louvor a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Mas louvar ao Senhor não significa que estaremos eternamente num estado de meditação Zen, como se estivéssemos fazendo yoga ou invocando espíritos. Louvar a Deus não é apenas cantar. Louvar a Deus é ser um bom testemunha dele no trabalho, é tirar boas notas na escola, é estender a mão ao necessitado, é cuidar honestamente das ovelhas ou das vacas da fazenda da faculdade ou de algum produtor, é plantar com carinho e dedicação as sementes de arroz ou soja na plantação própria ou de um proprietário, é construir um prédio com qualidade no centro da cidade, é medicar idosos doentes num hospital com paciência e tantas outras coisas. E faremos diversas delas eternamente, não apenas ficar cantando sem parar por toda a eternidade.
Acho que pensar sobre o futuro vindouro é algo que deveria ser incentivado e praticado por nós cristãos. É essa a glória que se aproxima e a qual todos os cristãos da história tanto ansiaram. E que se aproxima tão rápido que me faz pensar que, embora ninguém saiba nem o dia e nem a hora, nós seremos a geração a ver Jesus Cristo retornando com Poder e Grande Glória!
Edgard MacFraggin'

terça-feira, 27 de abril de 2010

E a Bíblia Está se Cumprindo (Final)

Chegamos ao verso 14 de Mateus 24. Nessa altura, Jesus declara mais um importante sinal de sua volta ao afirmar: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, então virá o fim”. Esta uma clara afirmação de que a volta do Senhor será precedida de um anuncio completo e abrangente de sua mensagem aos corações.
Este sinal é interessante porque rearruma em nossas mentes uma errada concepção sobre a volta de Jesus. Muitas vezes associamos a volta do Senhor a uma data de calendário, a um período específico da história ou a um momento que pode ser descoberto após minuciosos estudos. Não é uma inclinação só nossa, foi também a dos apóstolos. Pouco antes da ascensão do Senhor, os apóstolos perguntaram “quando” o reino de Israel seria restabelecido. A pergunta é: “quando o seu reino será estabelecido?” Ao longo dos tempos, a mesma pergunta vem se repetindo. Alguns já tentaram estabelecer datas, eventos e situações que pareciam apontar para o “fim dos tempos” e a volta de Jesus. Todas as previsões feitas falharam. Mesmo a mais clássica de todas, a de que de “dois mil” a humanidade não passaria, falhou fragorosamente, gerando dúvidas, descrédito e a falsa segurança de que nada mais aconteceria. Mas, se voltarmos aos apóstolos, perceberemos a palavra do Senhor ao dizer que as datas pertenciam a Deus, isto porque a preocupação de Deus não está no relógio, mas em que o circuito por ele definido seja cumprido antes da volta de Jesus, e o seu circuito é simples: o evangelho deveria ganhar Jerusalém, alcançar a Judéia, avançar pela Samaria e conquistar os confins da terra. Assim sendo, a questão não é de calendário, mas da chegada da palavra aos corações. E essa tarefa foi-nos entregue pelo Senhor.
Hoje, num mundo de 6,5 bilhões de pessoas, pelo menos 2 bilhões nunca ouviram falar sequer o nome de Jesus. Isso aponta claramente para uma grande tarefa que temos pela frente na continuidade da ordem de Jesus de chegarmos aos confins da terra. Por outro lado, se a tarefa parece quase inatingível, devemos lembrar que a maior parte do mundo alcançado até hoje o foi em tempos de tecnologia muito inferior a que temos hoje. Bem sabemos que o fenômeno da Internet e das comunicações com alta qualidade e rapidez tecnológica é coisa recente. O período de maior avanço evangelístico se deu em tempos em que o recurso mais avançado era o rádio, inicialmente e, muito mais recentemente, a televisão. E com toda a limitação que a ausência de tecnologia impunha, chegamos a cobrir dois terços da população mundial com o conhecimento da Palavra de Deus. Será que demoraremos tanto tempo assim para que alcancemos o terço que falta? Depende de nosso esforço, compromisso e vontade de ver pessoas salvas por Cristo.
A promessa do Senhor já tem se cumprido quando vemos inúmeros lugares antes inalcançáveis sendo atingidos pelo Evangelho. Ficamos felizes pela tradução da Bíblia para incontáveis idiomas. Ficamos empolgados quando vemos a internet encurtando distâncias e vencendo barreiras, permitindo que o evangelho chegue a diversos lugares. Na verdade, temos duas grandes barreiras ainda: a primeira diz respeito a cultura, raça e religião. Isso requer esforço, estudo, aprofundamento transcultural e entendimento de meios mais adequados para transmitir o evangelho, sem agressões ou conflitos desnecessários e indevidos. A segunda grande barreira está dentro de nós mesmos, a saber, a nossa acomodação e falta de vontade de continuar cumprindo o roteiro do Senhor. Para que os apóstolos cumprissem o mandamento do Senhor Jesus de levar o evangelho até os confins da terra foi necessário sacrifício, empenho e fiel dedicação. A renúncia a benéficos e conforto, o abandono de segurança e estabilidade e a prioridade dada à obediência e à confiança ao Senhor da seara, foram fatores decisivos para que o evangelho chegasse aonde chegou. Ao longo da história do cristianismo vemos os grandes homens e mulheres de Deus entregando suas vidas e gastando-as em lugares inóspitos e longínquos em função de um propósito – fazer conhecido o nome de Jesus Cristo. Os grandes missionários e heróis da fé anônimos realizaram uma obra gigantesca cujo testemunho será dado na eternidade. Ao olharmos tudo isso, entendemos que estes correram a sua parte na corrida e que agora o bastão chega às nossas mãos.
Sendo assim, de certo modo, a volta do Senhor encontra-se condicionada, não ao calendário, mas ao que fazemos com sua ordem de fazer o evangelho conhecido nos confins da terra, isto é, a responsabilidade de fazer chegar o amor de Deus no mais distante lugar onde alguém possa estar.
Particularmente, creio que Jesus está perto. A evidência dos sinais anteriores e o avanço maravilhoso do evangelho em nossos dias indicam que o relógio está andando e o plano de Deus se cumprindo. O que temos de fazer além de falar de Jesus? Primeiro crer no que diz o Senhor: “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém!” A segunda é desejar firmemente que tal se cumpra: “Ora vem, Senhor Jesus.” (Apocalipse 22.20). Amém Senhor!

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos.

IBCT (Igreja Batista Central de Taguatinga)

sábado, 17 de abril de 2010

E a Bíblia Está se Cumprindo (7)

“A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará” (v.12). Na sua exposição sobre os sinais de sua volta, Jesus trata de mais uma questão marcante: a proliferação da perversidade influenciando o amor e enfraquecendo-o a proporções quase insignificantes.
Mais uma vez afirmamos que esta situação não é nova e Jesus não procura mostrar isso. O que Jesus fala é que a maldade cresceria. Nos dias de Noé, Deus se entristeceu tanto com a maldade humana que resolveu despejar o dilúvio sobre a terra, preservando a vida apenas do patriarca com sua família: “Quando o Senhor viu que as pessoas eram muito más e que sempre estavam pensando em fazer coisas erradas, ficou muito triste por haver feito os seres humanos. O Senhor ficou tão triste e com o coração tão pesado que disse: Vou fazer desaparecer da terra essa gente, que criei, e também todos os animais, os seres que se arrastam pelo chão e as aves, pois estou muito triste porque os criei.”(Gn 6.5-8). Após o dilúvio, a marcha da história da humanidade retornou o seu rumo, mas a narrativa bíblica e universal nos mostra o quanto o ser humano não se afastou de seus instintos perversos. O episódio da Torre de Babel (Gn 11.1-9) revela o desejo humano de chegar ao céu por meios próprios e independentes de Deus. Mais tarde, nos dias de Abraão, a indignidade e a perversidade das cidades de Sodoma e Gomorra irritaram a Deus de tal forma que foram destruídas com fogo caído dos céus (Gn 18.16-19.29). Nações perversas se levantaram e se sucederam na história. Maldades horríveis foram promovidas seja em nome da religião, seja da conquista de terras, seja por causa de possessões materiais e riquezas, ou mesmo por simples desejo de fazer pessoas sofrerem. A escravidão ao longo dos tempos, a mutilação de mulheres, o abuso dos mais fracos e crianças mancharam as páginas da história. Em seus dias, Jesus chegou a dizer que haveria mais rigor para com as cidades de Cafarnaum, Corazim e Betsaida do que para com Sodoma e Gomorra (Mt 11. 20-24) Mas não para aí. O que dizer das perversidades do Império Romano? Da vergonha das Cruzadas? Da Inquisição? Do imperialismo e do colonialismo e suas conseqüências para os povos que foram literalmente escravizados e roubados? O que dizer do nazismo, do Holocausto e da bomba atômica?
Ao olharmos as manchetes de hoje, no entanto, vemos o quanto a maldade chegou ao dia-a-dia das pessoas. Hoje, quarta-feira, leio na internet que um pai, no Espírito Santo, atirou suas duas filhas, uma de dois e outra de quatro anos, de uma ponte, num rio, por causa da separação da esposa. Os corpos ainda não foram encontrados e a dor continua nos corações. O que vemos na TV, o que lemos nos jornais, o que vivemos na nossa pele diariamente acusa o quanto a maldade tem se alastrado nos corações e nas vidas das pessoas. Vemos homicídios por causa de uma janela aberta num ônibus coletivo. Lemos dos terríveis abusos contra crianças, a pedofilia cometida por pais, padres e autoridades. Vemos a corrupção rasgada e autorizada. Vemos o aumento desgovernado das drogas. Vemos a imoralidade e a quebra de todos os valores morais. Creio que poderíamos usar as palavras de Jesus, afirmando que haverá muito maior rigor para com as cidades do Rio, São Paulo, Bagdá, Londres e outras do que se teve com Sodoma e Gomorra. Afinal, naqueles dias, não havia todas as modalidades de perversão, alternativas tecnológicas usadas largamente para a imoralidade e a tamanha criatividade de se fazer o mal e de causar sofrimento às pessoas como nos dias de hoje. Sim, a maldade tem tomado forma descontrolada como nunca antes na história.
Há uma conseqüência diante de tamanha situação: o amor de muitos se esfriando. Percebemos o crescimento nefasto do egoísmo. As pessoas pensam em si mesmas e não nas outras. Prejudicam, levantam calúnias, matam, manipulam. Na esfera espiritual, pouco se importam com os conselhos de Deus e sua vontade. Uma vez egoísta, busca o ser humano a dissensão e a divisão. Não consegue viver em comunhão porque luta para ter tudo para si. Daí a horrível situação do planeta – poucos com muito e muitos com muito pouco mesmo. A fome se alastra e afeta a parte mais frágil da população mundial. A riqueza se concentra e serve a poucos. Mortes e desgraças como as que atingiram o Chile, o Haiti, o Rio, e o terremoto que sacudiu a China nesta semana, comovem por apenas algumas horas os corações. Depois, tocamos a vida sem muitas preocupações ou remorsos. A fé se dilui e dá lugar a religiosidade vazia, ritualista e fria. O que passa a importar são os gritos, as palavras de ordem, as ações tresloucadas que não conferem com o ensinamento bíblico. Para muitos, isso é espiritualidade! Daí a busca por dinheiro, curas e prosperidade sem a preocupação com uma vida que realmente tenha compromisso com Deus – santidade, verdade, lealdade, submissão, temor de Deus. Encontramos igrejas cheias de pessoas vazias. Encontramos também igrejas cheias de conteúdo bíblico e de fé, mas vazias de pessoas que queiram sentar-se à mesa para comer do verdadeiro pão e beber do verdadeiro vinho de Deus. O ateísmo cresce e toma novos formatos com novos defensores que ganham influência e renome mundial. O espiritismo ganha as luzes e os refletores dos cinemas e das TVs como sendo verdades absolutas. Realmente, o amor de muitos tem se esfriado.
Embora o quadro seja dramático e a verdade da palavra do Senhor Jesus esteja se cumprindo, há uma forma de agir e viver nestes tempos. A primeira forma é viver a Palavra de Deus e dela não se afastar. Nada melhor que manter os olhos firmes nos ensinos, advertências e recomendações da Bíblia. Também é importante não permitir que o inimigo de nossas almas lance em nosso coração a impressão de que Deus é quem autoriza ou determina a maldade que vemos. Muitos lançam culpa para Deus, quando o real responsável pelo que vemos é o próprio homem que , instigado pelo diabo, realiza as mais terríveis barbaridades condenadas claramente por Deus. Mas também é importante manter um viver correto e coerente mesmo em dias difíceis. Um bom paradigma é Noé. Viveu em tempos de grande impiedade, mas foi chamado por Deus para ser exemplo em meio a uma geração perversa e condenada. Perseverou em sua fidelidade por cento e vinte anos. Suportou toda sorte de injúria e ridicularização. Foi alvo de piadas e ofensas. Mas quando as águas do dilúvio começaram a cair fortemente dos céus, as pessoas buscaram abrigo na arca que, no entanto já estava fechada pelas mãos de Deus. Bom seria se, no tempo certo, as pessoas tivessem entrado na arca. Bom será se, no “Dia do Senhor”, o dia da volta de Jesus, as pessoas estiverem preparadas para o encontro que não poderá ser evitado ou adiado. Hoje é o dia de voltar-se para Deus, pois a Bíblia está se cumprindo!

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos

IBCT (Igreja Batista Central de Taguatinga)

domingo, 11 de abril de 2010

E a Bíblia Está se Cumprindo (6)

Disse Jesus: “Numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos” (Mateus 24.11). Este o sexto sinal que antecede os acontecimentos finais e a volta do Senhor. Refere-se “profetas” que ensinarão lições, conteúdos, matérias e caminhos errados, cujo resultado será a confusão e o equívoco. A idéia que Jesus expressa é a do surgimento de líderes falsos, mestres que trazem engano, personalidades que apresentam esperanças falsas como se de Deus fossem, como se tivessem respostas para as angústias humanas, ainda que nada tenham com a questão espiritual, como se o caminho que apresentassem fosse confiável.
É claro que ao dizer isso, o Senhor Jesus fala de aumento do aparecimento e não de súbito aparecimento de situações como essas. Ao longo dos tempos a história tem registrado inúmeros mestres que apresentaram maravilhosos mundos novos que, na verdade, se constituíram em grandes decepções. Logo após a morte e ressurreição de Jesus, Jerusalém viu as palavras do Senhor se cumprindo na grande desolação que sofreu. Rebeliões e levantes insuflados por radicais judeus fez acender a ira de Roma contra a cidade. A proximidade de tropas e a fúria romana fez levantar diversos “profetas” que, subornados, tentavam convencer o povo que a luta era necessária, segundo registrou Josefo em sua narrativa sobre a história dos judeus. Esperanças falsas e que resultaram em destruição. Desde então, profetas proclamaram a validade das Cruzadas, da morte de ímpios como preço para a reconquista da terra prometida como passaporte para o céu ou ainda a renúncia de direitos em nome de soberanos supostamente colocados por Deus para reinar.
Ao longo dos tempos filósofos pregaram falsas esperanças de um mundo que, ora poderia ser plenamente consertado, seja pelo comunismo, seja pelo positivismo, seja pela negação de toda forma de verdades e absolutos. Nações acreditaram que sua hegemonia mundial celebraria o nascimento de um mundo diferente e perfeito, seja pelo império napoleônico, seja pelo imperialismo britânico, ou pelo poder norte-americano. Líderes mundiais pregaram mensagens cheias de esperança que resultaram em tragédias e feridas eternas, dentre os quais destacamos Hitler. Grandes sistemas religiosos foram tecidos na expectativa de darem esperança ao homem como o budismo e a sua busca pessoal e independente de Deus ou de qualquer outra divindade de sua própria salvação; o espiritismo de Kardec, que busca a negação de um encontro com Deus, uma vez que não admite a verdade plena da Bíblia e do Juízo(uma vez que acredita que homem alcança sua purificação pelas sucessivas reencarnações, dispensando com isso o sacrifício de Jesus, a afirmação de Hebreus 9.27 e as palavras de Jesus sobre a vida após a morte); o islamismo, nascido como religião de força e imposição e que impôs sua fé a diversas nações e povos; o cristianismo falso e vazio que se estabeleceu ao longo dos séculos, mais preocupado com o poder político e secular, com a imposição da fé institucional, como em muitos lugares e do abandono dos verdadeiros preceitos de Cristo.
Uma olhada para o passado recente nos dá uma clara visão da existência de muitos falsos mestres que com as suas falsas esperanças afastaram o ser humano de Deus e de sua verdadeira mensagem. Mas o que vemos nos dias de hoje? Vemos que esse quadro tem se intensificado ainda mais.
Os casos de radicalismo religioso com homens e mulheres cheios de explosivos, matando inocentes em diversas partes do mundo têm sido produzidos por falsas esperanças de um céu cheio de glórias e agradecimento por seus crimes. A economia encontra-se mergulhada na aventura neoliberal, devastadoramente escravizante, fruto do fracasso do comunismo e de outras propostas que não se sustentaram. A política encontra-se mergulhada no descrédito, dando lugar a esperanças que possam surgir de qualquer lado. Quantos olham ainda para Barack Obama como “o homem que nos faz poder”? Quantos acreditam nas boas intenções do líder lunático do Irã? Nem é preciso falar de nosso país! O misticismo cresce, o avanço do islamismo com sua veia violenta e de expansão programada para dominar de fato o mundo é observada por todos; os movimentos esotéricos crescem apoiados por filmes, novelas de TV, literatura voltada para crianças e adolescentes, jogos e diversões com suas mensagens ocultas e abertas, bandas e grupos musicais que garantem adeptos por meio de sua popularidade e carisma. Cresce o espiritismo, o misticismo, o ocultismo e o satanismo (chamados docemente de “espiritualismo”). Cresce a fé na ciência e no banimento de Deus de todos os círculos chamados “pensantes”. A possibilidade de recriar o “Big bang”, a viabilidade da clonagem humana, a partir do animal, os avanços científicos e tecnológicos dão ao homem a falsa esperança de que, tendo este domínio, suas vidas encontram-se seguras e dispensadas de pensar em Deus e, muito menos, de encontrar-se com ele um dia. Na verdade, em conexão com a advertência de Jesus sobre o surgimento de falsos “cristos”, vemos a religião caindo em grandes contradições – católicos sofrem o constrangimento de verem seus padres mergulhados na mais podre perversão, a pedofilia, sob o silêncio covarde e conivente de suas principais autoridades. No meio chamado evangélico, a proliferação de igrejas que estão mais preocupadas com dinheiro, emissoras de rádio e TV, eleição de candidatos e manipulação de massas cresce assustadoramente. Há uma troca: ofertas dadas por riquezas em abundância. Alguns se agarram à fé, outros buscam caminhos repletos de falsos mensageiros com falsas mensagens. “E numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos”.
O falso profeta se aproveita do desejo do homem de resolver seu próprio destino e encontrar esperança a qualquer preço. Aproveita-se, também, do desejo do homem de fugir de prestar contas diante de Deus, assim como Adão teve a esperança de que, escondendo-se na moita, não seria visto pelo Senhor. Se o falso profeta apresentar sinais, milagres, palavras tocantes e atos poderosos, melhor ainda! O engano está completo!
Jesus se preocupa em nos alertar. Deseja que estejamos atentos aos falsos profetas que se encontram dentro e fora das igrejas. Falsos profetas que pregam mensagens de cunho religioso ou não. O que revela a sua falsidade é o oferecimento de esperanças que afastam o homem de Deus e da mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Militar na política, desvendar o pensamento, buscar respostas, desfrutar a ciência e seus avanços, lutar por justiça e paz social – são ações cabíveis e que não afastam jamais o homem de Deus e do evangelho de Cristo, desde que não se deixe seduzir pelos apelos dos “falsos profetas” que fazem disso e muito mais a razão de ser do ser humano e sua esperança final. O objetivo com isso é fazer o ser humano soltar as mãos do seu Criador, deixar de depender dele, recusar a salvação em Jesus. Esteja atento. Cuidado. Não se deixe enganar.

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos.
(IBCT - Igreja Batista Central de Taguatinga)

domingo, 28 de março de 2010

E a Bíblia Está se Cumprindo (4)


Em pleno Século XXI, quando noções básicas de direitos humanos e respeito às liberdades individuais são claramente discutidas e reivindicadas mesmo por crianças em sua idade mais tenra, ainda vemos perseguições por motivação religiosa. Sobre isso fala Jesus ao tratar dos sinais de sua volta, no capítulo 24 de Mateus. Ele afirma: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome” (v. 9).
Nunca foi novidade a perseguição religiosa contra cristãos. No Novo Testamento vemos a perseguição sofrida pelo próprio Senhor da parte de religiosos (fariseus, saduceus e escribas) e de políticos de seus dias (herodianos, romanos). A igreja dos primeiros dias também enfrentou uma forte perseguição, com torturas e mortes. Assim tem sido ao longo da história com lances emblemáticos como a Inquisição que, com aparência cristã, perseguiu todos aqueles que ameaçavam a fé dominante ou praticavam a verdadeira fé. Devemos lembrar que a Inquisição perseguiu, torturou e matou protestantes sem cerimônias. Se olharmos para o Brasil, veremos uma história de perseguição e restrições às igrejas evangélicas e seus seguidores. Igrejas foram incendiadas, crentes foram perseguidos e impedidos de viverem em paz em nosso solo pátrio. Ainda hoje, mesmo de forma silenciosa e disfarçada, ainda vemos a perseguição religiosa acontecer. Nos interiores de nosso país, ajudas governamentais ainda são monopolizadas por sacerdotes romanos que os suspendem quando há conversão ao cristianismo evangélico. Eu mesmo presenciei isso de perto quando atuei em Minas Gerais. Ao redor do mundo, muitos são perseguidos parcial ou totalmente ou impedidos de exercerem sua fé. Outros ainda são perseguidos, torturados e mortos por causa de sua fé.
A Missão Portas Abertas divulgou recentemente a relação dos 10 países onde os cristãos enfrentam maior risco por causa de sua fé. Na ordem: Coréia do Norte, Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Somália, Maldivas, Yemen, Laos, Eritréia e Uzbequistão.
Na Coréia do Norte, uma mulher de 33 anos, Ri Hyon-Oh, foi executada publicamente em 16 de junho do ano passado em Ryongchon, acusada de distribuir Bíblias. A morte foi confirmada pelo governo norte coreano que afirmou que, além disso, a mulher era espiã da Coréia do Sul. O marido de Ri Hyon-Oh, seus três filhos ainda crianças e os pais da executada foram enviados para um campo de prisioneiros políticos no nordeste do país. No país há uma fictícia liberdade religiosa, apenas para amenizar as críticas internacionais. Na capital, as quatro igrejas autorizadas (católica, protestantes e ortodoxa russa) funcionam para turistas, mas não possuem liderança e nem membros.
No Irã, duas jovens de 27 e 30 anos continuam presas por causa de sua fé cristã. Após alguns meses de prisão, ouviram a condição de sua libertação da boca do juiz: Vão negar a vossa fé e retornar ao Islã?”- Como a resposta foi negativa, foram enviadas de volta à cela para que “continuassem refletindo”. A fiança foi estabelecida em valores elevadíssimos – 300 mil Euros!
Dias passados o governo cubano libertou o pastor Carlos Lamelas após quatro meses de prisão sem justificativa. Nesse período só recebeu seu advogado uma vez e por cinco minutos e a visita da esposa com escolta. O pastor é engajado no movimento de que pede a liberdade religiosa em Cuba.
Na Índia, no estado de Orissa, no ano passado, cristãos foram impedidos de votar. Eles foram ameaçados por hindus. Na região, mais de três mil cristãos encontram-se em campos de refugiados em virtude da violência que sofreram dos hindus. No Paquistão, uma mulher muçulmana de 24 anos, convertida ao cristianismo, sofreu violências sexuais de seus próprios familiares, como represália, e teve de refugiar-se com seu marido e dois filhinhos porque recebeu ameaças de morte de toda a família. No país, os clérigos muçulmanos estabelecem castigos aos que deixam o Islã e pregam a morte dos chamados “hereges”. Em Jerusalém, a Igreja Batista de Jerusalém Ocidental tem sido constantemente atacada por receber judeus convertidos. A igreja já foi incendiada e atacada diversas vezes.
No México, nas regiões sul do país, cristãos evangélicos tem sido ameaçados, presos e pressionados com o risco de perderem suas propriedades caso não participem e nem ofertem para as festas rituais promovidas por católicos tradicionais, no estado de Oaxaca.
Segundo a Aliança Evangélica Alemã, a perseguição no mundo está aumentando. São 55 mil assassinatos por ano por motivações religiosas, notadamente na Índia, Indonésia e Paquistão, onde os riscos são acentuados. Para a Missão Portas Abertas: um em cada três cristãos sofre perseguição; em cada dez pessoas no mundo, uma é cristã perseguida; mais de 200 milhões de cristãos enfrentam intensa perseguição; mais de 250 milhões de cristãos sofrem alguma forma de discriminação.
O que o Senhor Jesus afirmou tem se cumprido. A perseguição a que Ele se refere envolve muito mais que palavras, envolve aflição (At 4.3; 8.1; 12.4; 13.50; 14.19; 2 Co 1.23-25). Envolve homicídio (At 7.59; 12.2). Envolve, ainda, ódio por todas as partes. Segundo dados, a perseguição contra os cristãos está presente de modo violento em cerca de 90 países.
Essa perseguição acontece por alguns motivos. Primeiro porque o mundo sem Cristo resiste ao modo de viver cristão de retidão. A conduta cristã conflita com o desejo que se tem de levar a vida de modo vulgar, frouxo e sem padrões. Segundo porque o modo de viver puro e justo não combina com a tendência corrupta do mundo sem Cristo. O mundo sem Cristo vive para satisfazer a carne e isso não coaduna com o ensino do evangelho. Terceiro porque o mundo sem Cristo se opõe à mensagem de arrependimento, negação do pecado e volta para Deus. Prefere negar a culpa do pecado e viver por si, sem Deus.
O que Jesus ensina é que a perseguição virá de todos os lados, não por causa de motivações políticas, de sistemas de governo ou por mera divergência religiosa. As causas são espirituais e muito mais profundas do que se pode perceber. Virá da clara oposição do coração endurecido que rejeita a mensagem amorosa e reconciliadora do evangelho. É o quadro que vemos intensificar. E assim, a Bíblia está se cumprindo!

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos

IBCT - Igreja Batista Central de Taguatinga

quinta-feira, 25 de março de 2010

E a Bíblia Está se Cumprindo (3)

Nos artigos anteriores falamos sobre a presença de falsos “cristos” e de grande violência no mundo por meio de guerras e muitas mortes como sinais da volta de Jesus. Agora, falamos da natureza em fúria e suas conseqüências, o próximo sinal citado pelo Senhor.
Jesus ao alertar seus discípulos sobre sua volta fala de acontecimentos que marcariam a caminhada da humanidade rumo ao desfecho da história. Ao considerá-los hoje, não significa dizer que nunca existiram e que, como novidade de nossos dias, passaram a existir. Falsos “cristos” e guerras sempre existiram. Nestes dias finais, todavia, esse fenômeno seria intensificado. O mesmo com respeito aos acontecimentos que envolvem a natureza. O primeiro desastre a que Jesus se refere está ligado à fome. É fato que ela sempre existiu e nos dias posteriores às palavras de Jesus foi atestada pelos relatos bíblicos e históricos, seja motivada pelas guerras, seja motivada por questões climáticas e ambientais. Quando olhamos para os dias atuais, no entanto, percebemos o terrível agravamento desse flagelo. Apesar de o mundo ser totalmente diferente do que nos dias de Jesus, com técnicas de produção avançadíssimas, descobertas tecnológicas inovadoras e revolucionárias e tamanha compreensão sobre direitos humanos e o valor da vida, vemos que o problema da fome parece agravar drasticamente. Hoje, cerca de 100 milhões de pessoas no mundo estão sem teto. Temos em nosso planeta uma massa de 1 bilhão de analfabetos, o que influencia necessariamente o desenvolvimento de povos, deixando no atraso inúmeros países ou regiões do globo. A pobreza e a subnutrição crônica ou grave atingem a 1,1 bilhão de pessoas no mundo. Um quadro tão nefasto ocasiona uma conseqüência assustadora sobre a vida das crianças: 150 milhões de crianças com menos de 5 anos encontram-se subnutridas – equivalendo a uma criança em cada três no planeta. Além disso, e, muito mais grave ainda, 5 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem por ano, em decorrência da fome, o que equivale a 1 morte a cada 5 segundos!
Jesus fala da fome que seria terrível no fim dos tempos e em Apocalipse essa fome é representada pelo “Cavalo Preto” (Ap 6.5,6) cujo cavaleiro tinha uma balança nas mãos anunciando preços elevadíssimos de itens alimentares básicos para a sobrevivência do ser humano. A Bíblia antecipa que, mesmo com dinheiro na mão, seria impossível comprar. Hoje se sabe que há sim capacidade de produção de alimentos para todas as pessoas no planeta, o que falta é um sistema justo, vontade política e o fim da maldade. Chegará o tempo do colapso e a fome vai reinar.
Dentro desse quadro, Jesus fala de doenças. Estas são vistas em toda a história humana, é verdade, mas seriam agravadas nos últimos dias. Em tempos passados, o ser humano encontrava-se indefeso diante de grandes pestes e doenças que vitimavam multidões. Desde a Antiguidade, passando pela “peste negra” (ou peste bubônica) que dizimou milhões de pessoas já na Idade Moderna, chegamos a outros momentos delicados como a cólera, nos séculos 19 e 20 que chegou a dizimar milhões de pessoas. No início do século 20, a “gripe espanhola” matou entre 50 e 100 milhões de pessoas; mais tarde, a “gripe asiática” vitimou algo em torno de 1,5 milhão de pessoas e, mais recentemente, a “gripe suína”, a Influenza ou a H1N1 já matou em torno de 14 mil pessoas, sendo ainda uma preocupação em nosso país, exigindo, inclusive, a vacinação que neste momento acontece. Isso sem falar na “dengue”, doença pandêmica infecciosa tipicamente urbana, a febre amarela e a malária, de ambientes rurais, que são responsáveis por grandes preocupações em nosso país e no mundo. Outras doenças, que pareciam controladas, surpreendem. A tuberculose, só em 2006, alcançou 9,2 milhões de casos, levando 1,7 milhão à morte, segundo a Organização Mundial de Saúde. Cerca de 5 milhões de brasileiros são portadores do vírus da hepatite C e 1,7 milhão do vírus da Hepatite B, doenças graves e de conseqüências altamente danosas. Muitos nem sabem que se encontram atingidos pela enfermidade. A AIDS, bastante falada e desmistificada pelas incontáveis propagandas, não deixa de ser a grande vilã de nosso tempo. A “síndrome da imunodeficiência adquirida” é uma epidemia global causada pelo vírus HIV. Já matou 25 milhões de pessoas no mundo nos últimos vinte anos, o que representa cinco mil e setecentas mortes por dia. São 60 milhões de pessoas infectadas! Doença que avança, inclusive, na faixa da terceira idade, após o advento do “viagra”. Os ricos podem evitar a fome, mas não podem fugir das enfermidades que a todos atinge. É o “Cavalo Amarelo” de Apocalipse 6.8 que parte para dizimar a quarta parte da humanidade.
Mas Jesus fala também de terremotos. Somente neste primeiro trimestre dois grandes terremotos sacudiram o Haiti e o Chile. No Haiti, ocorrido em 12 de Janeiro, cerca de 200 mil pessoas morreram e a capital Porto Príncipe foi devastada. No Chile, o terremoto de magnitude 8,8 devastou o centro-sul do país em 27 de fevereiro afetando quase 2 milhões de pessoas e matando mais de setecentas pessoas, seja pelos tremores, seja pelo tsunami que varreu vilas litorâneas. O terremoto, de tão forte, deslocou o eixo da terra e encurtou a duração dos dias na terra em 1,26 microssegundo (1 microssegundo equivale a milionésima parte de um segundo – algo imperceptível, é verdade). Isso sem contar as enchentes na Europa, os alagamentos em São Paulo (com mais de cinqüenta mortes), os deslizamentos ocorridos em Angra do Reis, no Rio de Janeiro, e a destruição de uma cidade inteira, a cidade de São Luiz do Paraitinga, em São Paulo em decorrência das chuvas fortes, além de, é claro, terremotos em Pernambuco e de um tornado no Jardim Ocidental, ao lado de Brasília, na semana passada, tudo dentro do primeiro trimestre do ano.
Repito: Jesus não fala de novidades, mas de agravamento de situações. E é nisso que vemos o cumprimento da Palavra de Jesus: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (Mt 24.13). O que fazer então? Estar em comunhão com o Senhor, andar com ele, viver para ele. Seguir a vida, os planos, os estudos e o trabalho, mas deixando a vida em ordem e o coração preparado para o grande e esperado “Dia do Senhor”.

Obs.: Pandemia – quando a doença está amplamente disseminada, atingindo várias regiões e países. Endemia – quando a doença incide de modo significativo e habitual em determinada região, por exemplo, a malária na região da Amazônia.

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos

(IBCT - Igreja Batista Central de Taguatinga)


E a Bíblia está se Cumprindo (2)

Vamos olhar o noticiário de hoje e de ontem? O grande pregador Billy Graham declarou enfaticamente que “podemos ler a Bíblia com um jornal do dia ao lado”. Para ele, os fatos do cotidiano revelam a certeza e verdade da Palavra de Deus e o seu cumprimento.
Jesus, ao ensinar seus discípulos sobre a sua volta, apresenta os sinais que precederiam o tempo do fim, numa preparação para a sua volta e o Juízo Final. Na última semana falamos sobre o primeiro sinal – o aparecimento de “falsos cristos” e “falsos messias”, isto é, religiões, religiosos e propostas religiosas que aparentemente apresentam a mensagem do evangelho, só que de forma enganosa e fraudulenta, afastando e desviando pessoas da verdade em Cristo Jesus. Agora, Jesus apresenta um segundo sinal que passamos a considerar: “Vocês ouvirão falar de guerras e de rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino” (Mateus 24.6,7 a).
Desde muito tempo, a história da humanidade tem sido manchada pelos conflitos armados que tem dizimado tribos, povos, etnias e países. Falar em guerra nos dias de Jesus não era algo novo ou tão surpreendente assim. Os judeus já haviam se envolvido em diversas delas. O que Jesus alerta não é para algo que não existia e passaria a existir. Fala da intensificação de um flagelo que faz o homem destruir-se a si mesmo em nome de territórios, de riquezas nacionais, de imposição de uma imaginada superioridade étnica e religiosa ou ainda por questões comerciais, marca decisiva das guerras de nosso tempo.
Se fixarmos nossos olhos apenas nos Séculos 20 e 21, veremos que as guerras têm sido presença marcante em nossos noticiários.
Na abertura do Século 20, a Primeira Guerra Mundial dizimou mais de dez milhões de pessoas, deixando cerca de trinta milhões de feridos e inválidos, além de uma grande chaga que preparou o mundo para novos conflitos localizados que resultaram na Segunda Guerra Mundial. Esta, com novos recursos bélicos e tecnológicos, fechou seu mórbido balanço tendo vitimado cerca de cinqüenta milhões de pessoas, aproximadamente. Populações civis, crianças, militares; países perderam partes consideráveis de sua população, como a Polônia, que perdeu 20%. Algo em torno de 5,8 milhões de judeus foram exterminados por Hitler e países como União Soviética, China, Alemanha, França, Estados Unidos, Japão e Itália, perderam contingentes gigantescos nos campos de batalha ou em decorrência da Guerra.
Lembro-me quando criança, nos anos setenta, da Guerra do Vietnã. Lembro-me das notícias que via na TV em preto e branco e dos horrores que eram mostrados. Na guerra, aproximadamente três a quatro milhões de vietnamitas, do norte e do sul, morreram, além de outros dois milhões de cambojanos e laocianos que foram arrastados para a guerra com a propagação do conflito, e de cerca de 50 mil soldados dos Estados Unidos.
No fechamento do Século 20, o terrível massacre de Ruanda, África, vitimou oitocentas mil pessoas da etnia tútsis que, atacados covardemente pelos da etnia hútus, não tiveram tempo de esboçar reação. No último final de semana, na Nigéria, um massacre promovido por muçulmanos, matou 528 cristãos, entre mulheres, homens e bebes, a golpes de facão. Depois de mortos, foram esquartejados e queimados. Na Nigéria desde 1999 já morreram cerca de 14 mil pessoas em função de conflitos étnicos e religiosos. Outros países da África enfrentam o mesmo quadro de tensão, como o Sudão, que no ano passado enfrentou um massacre de 185 pessoas que foram mortas por questões étnicas.
No Irã em janeiro, o governo anunciou que julgará e poderá enforcar sete líderes da minoria religiosa bahai, presos desde 2008. Cerca de 250 integrantes dessa minoria foram executados desde a Revolução Islâmica de 1979. A perseguição às minorias bahai, cristã e judaica, tem sido amplamente denunciada por organizações internacionais. Aliás, o governo do Irã nega, inclusive, o Holocausto, dentre suas muitas violações e violências praticadas contra as minorias naquele país.
O Afeganistão agoniza por oito anos com uma guerra sem vencedores. Até o final do ano passado, nesse país, eram setenta e cinco mil soldados de forças internacionais de 42 países diferentes. Os Estados Unidos estão enviando mais soldados para o Afeganistão agora em 2010. Só no ano passado morreram cerca de 2.412 civis em meio à guerra.
O quadro não é diferente no Iraque. Desde 2003, dados oficiais dão conta de que cerca de 100 mil civis morreram no conflito e seus desdobramentos. Fontes extra-oficiais, no entanto, afirmam que o número real chaga a 1 milhão de mortos!
Guerras e rumores de guerras! Nação contra nação! Isso não nos lembra o alerta de Jesus? O que Jesus nos ensina é que devemos observar os sinais dos tempos com atenção e reverência. Não é o caso de deixar o coração “turbar” – ficar amedrontado, perturbado ou confuso. É caso de analisar o que acontece e considerar as palavras do Senhor. A violência mundial tende a acentuar. E isso não é porque Deus assim o quer, mas devido a teimosia e obstinação do ser humano em fazer o mal para si mesmo e para o seu próximo. É resultado de um persistente afastamento de Deus e de seus conselhos. O que Jesus faz é apenas antever os rumos inexoráveis do mundo e de nossa civilização.
Mesmo assim, há de se notar dois detalhes importantes. Apesar de toda a violência, Jesus adverte que ainda não é o fim, pois faltam alguns sinais. Segundo, mesmo com todo o quadro caótico Deus continua no controle de todas as coisas. Seu propósito não será frustrado e seu relógio não será adiantado ou retardado. Todo poder, no céu e na terra, está nas mãos de Jesus.
Por fim, devemos lembrar que a esperança dos que crêem em Cristo é o novo céu e a nova terra. Então, trabalhemos enquanto é dia, façamos diferença neste mundo com uma vida honesta, correta e que abomina e combate o mal, a violência, toda a injustiça. Vivamos de um modo tal que todos possam perceber que, em Cristo, há verdadeira esperança aqui e na eternidade.

Do seu Amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos

(IBCT - Igreja Batista Central de Taguatinga)

E a Bíblia Está se Cumprindo (1)

Falar da volta de Jesus Cristo pode soar sensacionalismo para alguns, mas é um exercício que deve ser realizado por todo aquele que ama e espera pelo Senhor.
Aos seus discípulos Jesus apresentou esclarecimentos detalhados sobre os fatos que antecederiam o seu retorno glorioso. Não marca dia nem hora, para desespero de muitos e para a frustração dos que tentam adivinhar esse mistério. Apesar disso, revelou com clareza os fatos ou “sinais” que apontariam para a sua volta nos capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus.
Nem sempre é fácil entender os capítulos citados porque os assuntos parecem estar embaralhados. É fácil desembaralhar: Jesus fala da destruição de Jerusalém, dos sinais da volta e do juízo. São três assuntos. De Mateus 24.4-14, Jesus fala sobre os sinais da volta. Em seguida, de 15 a 28, fala sobre a destruição de Jerusalém e suas conseqüências devastadoras. A partir do verso 29, Jesus fala do Juízo Final. A partir do verso 36, Jesus passa a alertar os seus discípulos quanto a vigilância diante da iminente volta do Senhor.
Assim sendo, devemos começar do ponto que nos importa realmente: os sinais da volta. Quanto a destruição de Jerusalém, esta já aconteceu em 70. A Palavra de Cristo se cumpriu e agora, devemos olhar para os fatos que nos projetam para o final dos tempos. Quanto ao Juízo Final, será tema para nova série de artigos. Então, que tal abrirmos os jornais de hoje? Ou quem sabe olharmos com mais atenção ao noticiário da TV ou da internet?
Gostaria de, nos próximos domingos refletir com você sobre o alerta de Jesus quanto aos sinais da sua volta. Nos versos 5 a 14 de Mateus 24, Jesus apresenta dez sinais relativos a sua volta. Vejamos o primeiro:
Aparecimento de falsos “messias”(v.5). O primeiro sinal que Jesus destaca é o aparecimento de “falsos messias” ou “falsos cristos”. A história tem revelado que a profecia de Jesus é verdadeira. Logo após sua morte e ressurreição, Jesus foi sucedido por diversas e incontáveis figuras que traziam para si o direito de serem o próprio Senhor. Pessoas afirmando serem Cristo ou mensageiro direto de Deus. Pessoas que ensinaram doutrinas contrárias às ensinadas por Jesus Cristo; fazedores de milagres falsos ou verdadeiros (os falsos, atribuídos à esperteza e engano; os verdadeiros, fruto do agir do diabo que também promove suas curas e maravilhas para sedimentar o seu engano.). Homens e mulheres, ao longo dos séculos têm afirmado deter novas revelações, novos evangelhos, novas doutrinas. Uma vez que contrárias ao ensino bíblico, esses ensinos falsos não pestanejam em tentar tirar a autoridade da Bíblia em função de seus novos postulados. Em Atos 5.36,37 vemos a citação de Teudas e Judas, falsos “cristos” e no capítulo 8 do mesmo livro, nos versos 9,10, vemos Simão, um feiticeiro que afirmava ter poderes vindos de Deus. Quantos já fundaram igrejas com doutrinas absurdas e infundadas?
Quantos já se declararam recebedores de novas e bombásticas revelações de Deus? Quantos já têm registrado em livros seus ensinos que substituem a Bíblia? Ao mesmo tempo, quantos têm seguido a esses falsos “cristos”? Muitos seguiram, no final dos anos setenta, o falso pregador Jim Jones ao suicídio coletivo, ocorrido na Guiana, acreditando que faziam a vontade de Deus. Outros seguem o patético Inri Cristo aqui mesmo no Brasil. Dois extremos, é verdade, mas o que não dizer de igrejas que vivem de dinheiro e promessas absurdas? Igrejas essas que não apresentam a mensagem de salvação, de arrependimento, de mudança de vida, mas sim a do dinheiro, do poder, do ter e do passar a ser, desde que se pague a Deus (na verdade a igreja e seus líderes endinheirados e detentores de canais de TV, rádios e outros patrimônios mais.) por esse serviço. Vemos também a maioria de nosso povo mergulhada no misticismo e na idolatria porque um evangelho equivocado lhes foi pregado. “Evangelho” que leva a depender de imagens, pessoas mortas, mediadores diversos, padroeiros e padroeiras, deixando o verdadeiro Senhor de lado, ignorando que não existe nenhum outro nome pelo qual devemos ser salvos a não ser o de Jesus, conforme Atos 4.12. Falsos cristos que matam em nome da religião, que enganam em nome de Deus, que se beneficiam em nome da fé! Falsos cristos que prometem um pedaço do céu por um preço a ser negociado. Falsos cristos que, ignorando todo o ensino da Palavra de Deus, afirmam que o homem não precisará ir à presença de Deus, pois ele mesmo pagará suas contas nas suas diversas e sucessivas reencarnações, esquecendo o que afirma a Bíblia em Hebreus 9. 27 – “E como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo”.
Lamentavelmente, muitos estão seguindo falsos cristos, falsos messias e falsos profetas. O mundo está cheio deles. Muitas portas estão abertas pregando falsos evangelhos por aí a fora. Mas, Jesus já havia alertado quanto a isso.
O que fazer então? 1) Entender que este é um sinal da volta do Senhor, não se assuste. 2) Buscar na Bíblia o ensinamento necessário para não ser enganado por quem quer que seja. 3) Cuidar da própria vida a fim de que seja encontrado na verdade quando da volta do Senhor. Pense nisso.

Do seu amigo e Pastor
Roberto da Silva Santos

(IBCT - Igreja Batista Central de Taguatinga)