Desde 2006 comecei a buscar Minhas Origens... depois de muita pesquisa e conversa com meus parentes mais idosos, descobri que sou Bnei Anussim pelo lado materno e Ashkenzita pelo lado paterno - meu tararavô era russo e sua esposa, alemã. Por motivos que provavelmente desconheço, abandonaram o Judaísmo e passaram a seguir o Cristianismo. Eu tenho esse blog mais ou menos desde 2005; por isso, não estranhem as postagens mais antigas. Aproveitem o que for bom!! ;)
segunda-feira, 24 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Fazer pinturas rituais indígenas é errado e ninguém mais deveria fazer! (?)

Obviamente, tal afirmação seria certamente ofensiva aos índios. Obviamente também, nenhuma pessoa que não é índio é obrigado a se pintar ritualmente e cumprir todas as tradições indígenas. Mas se quiser também, não há impedimento para isso. Somos livres.
Uma coisa é saber disso, que nós não somos obrigados a isso, eu não sou obrigado a fazer isso. Outra coisa é eu começar a desprezar publicamente e ensinar que as tradições indígenas são todas erradas, equivocadas, ridículas, que "foram anuladas" pela civilização moderna, enfim, que não têm nenhum valor. O saber que "eu não preciso cumprir tradições indígenas" não implica em "eu ter que desprezar e falar muito mal das tradições dos índios". "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".
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| "Martinho Lutero: a fonte de anti-semitismo na Alemanha" |
Com as devidas proporções, é exatamente esse equívoco que acontece, infelizmente, na maioria das comunidades cristãs pelo mundo. Um não-judeu falar que não é obrigado a cumprir a Torá é algo extremamente óbvio para todo o povo judeu (algo até mesmo trivial!), entretanto, parece que no fundo agradecem a Torá ter sido "abolida" pois, caso contrário, eles deveriam seguir também. É sabido que, se um não-judeu deseja servir ao D'us de Abraão, de Isaac e de Jacó, ele deve seguir apenas as "Sete Leis Noéticas", e vai servir a D'us tanto quanto um judeu que cumpre toda a Torá. Agora, que direito têm diversos cristãos de afirmarem cheios de si que "a Torá foi anulada graças a deus" ('deus' com letra minúscula mesmo, porque eu não faço ideia de que 'deus' é esse!). É um desrespeito generalizado pelos mandamentos e pela tradição judaica como se não-judeus fossem obrigados de algum modo a cumprir a Torá! Um ódio apresentado por figuras famosas como o "pai da Reforma", o Martinho Lutero. Este deixou escritos no mínimo nojentos de puro anti-semitismo, nos escritos chamados "Os judeus e suas mentiras". Basta ir conferir e ver que, historicamente falando, os nazistas se apoiaram também em Lutero para dar alguma base para a chamada "Solução Final". Para os falantes de inglês, vale a pena assistir o documentário alemão chamado "Martinho Lutero: a fonte de anti-semitismo na Alemanha", sobre a vida de Martinho Lutero, clicando aqui.
Oras, uma religião que prega tanto "o amor ao próximo, pois foi isso que 'Jesus' mandou" tem demonstrado há praticamente 2000 anos apenas desprezo e desrespeito por tradições que nunca couberam a nenhum não-judeu cumprir. Devemos sim nos unir (no sentido do respeito mútuo) pois servimos ao, pelo menos teoricamente, D'us de Abraão, de Isaac e de Jacó, revelado em primeiro lugar ao Povo Judeu, ou seja, ao mesmo D'us!
Oras, uma religião que prega tanto "o amor ao próximo, pois foi isso que 'Jesus' mandou" tem demonstrado há praticamente 2000 anos apenas desprezo e desrespeito por tradições que nunca couberam a nenhum não-judeu cumprir. Devemos sim nos unir (no sentido do respeito mútuo) pois servimos ao, pelo menos teoricamente, D'us de Abraão, de Isaac e de Jacó, revelado em primeiro lugar ao Povo Judeu, ou seja, ao mesmo D'us!
Edgard MacFraggin'
sábado, 1 de junho de 2013
Enterrando talentos como se excrementos fossem
"E um lugar, terás para ti, fora do acampamento, e ali saíras fora; e uma estaca, terás para ti, entre os objetos de teu uso, e quando te abaixares lá fora, com ela cavarás, e volvendo-te cobrirás o que defecaste;" Devarim ["Deuteronômio"] XXIII. 13 e 14
"Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do senhor." Mattityahu ["Mateus"] XXV. 18
Quando o povo saía para guerrear, deveria levar consigo uma pá, para enterrar o que defecassem e não contaminar o acampamento. E isso porque o Eterno estava ali com eles, presente nas batalhas. Ainda mais, esse é destinado que esperamos para as próprias fezes, ninguém gosta de ficar vendo ou cheirando um monte de esterco. Muita gente não gosta nem de ir em fazendas pelo cheiro das fezes e urina dos animais! E o interessante é que mesmo alguns animais enterram suas próprias fezes, seguindo suas próprias Instruções naturalmente!
Mas uma coisa que todos gostam de ver são pessoas talentosas usando seus talentos. Como é bom escutar a voz ou a gaita tocada por Bob Dylan ou Humberto Gessinger! Ou ver os maravilhosos quadrinhos de dez páginas escritos e desenhados pelo Mestre Carl Barks, de saudosa memória? Poxa, aquelas histórias de dez páginas pareciam que tinham 50 de tão profundas! Ou mesmo a criatividade de Shigeru Miyamoto, o criador da série Super Mario Bros.! Poxa vida, são coisas muito boas, talentos que praticamente ninguém mais possui. E será que esses talentos vem de nós mesmos? Obviamente não. São coisas tão boas que podemos "ver" a assinatura do Criador, assim como percebemos isso no canto dos pássaros no final da tarde. E imagina se esses gênios citados tivessem recusado e não utilizado seus talentos? Poxa, seria horrível, pelo menos para mim!
E o grande rabino Yeshua fala nessa parábola justamente disso. Sobre talentos usados e enterrados, sendo este algo totalmente fora de lógica. O rapaz da parábola recebeu "apenas um" talento e o enterra! Mas o que deve ser enterrado não são os talentos, e sim as excretas. Talvez possa-se inferir o motivo pelo qual aquele senhor ficou tão irado. O rapaz considerou o talento recebido como excremento, numa análise mais profunda! E é claro que sua punição foi à altura do seu erro.
Cada um de nós possui talentos. Alguns mais, outros menos. Mas creio que o que mais limita as pessoas é a vergonha de usar o talento ou não. Eu conheço pessoas que tocam instrumentos maravilhosamente. Outros cozinham verdadeiros manjares! Outros desenham e outros fazem esculturas. Outros têm um talento incrível de ser pacientes e lúdicos, de ajudar os outros, etc. E assim vai. Utilizem esses talentos! Temos apenas essa vida para isso. Temos apenas essa vida para, através dessas ferramentas chamadas como talentos, mudar a vida do próximo, para amá-lo como a nós mesmos. Para sarar essa terra tão doente. Para trazer nem que seja um "simples" sorriso e tirar o foco do sofrimento de uma criança. Somos todos capazes!
Laila tov,
Edgard MacFraggin'
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| Carl Barks, você foi inspirador para muitas gerações! |
E o grande rabino Yeshua fala nessa parábola justamente disso. Sobre talentos usados e enterrados, sendo este algo totalmente fora de lógica. O rapaz da parábola recebeu "apenas um" talento e o enterra! Mas o que deve ser enterrado não são os talentos, e sim as excretas. Talvez possa-se inferir o motivo pelo qual aquele senhor ficou tão irado. O rapaz considerou o talento recebido como excremento, numa análise mais profunda! E é claro que sua punição foi à altura do seu erro.
Cada um de nós possui talentos. Alguns mais, outros menos. Mas creio que o que mais limita as pessoas é a vergonha de usar o talento ou não. Eu conheço pessoas que tocam instrumentos maravilhosamente. Outros cozinham verdadeiros manjares! Outros desenham e outros fazem esculturas. Outros têm um talento incrível de ser pacientes e lúdicos, de ajudar os outros, etc. E assim vai. Utilizem esses talentos! Temos apenas essa vida para isso. Temos apenas essa vida para, através dessas ferramentas chamadas como talentos, mudar a vida do próximo, para amá-lo como a nós mesmos. Para sarar essa terra tão doente. Para trazer nem que seja um "simples" sorriso e tirar o foco do sofrimento de uma criança. Somos todos capazes!
Laila tov,
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Proselitismo x omsitilesorP
Essa semana passada aconteceu algo meio inusitado. Me adicionaram em um grupo do facebook cuja temática era anunciar que Jesus não é deus, e que Yeshua é igual Jesus, e que se alguém crê que Yeshua é o messias (e apenas isso, mesmo que não o considere como deus, ou parte de trindade), então necessariamente é idólatra e tal. Coisas desse tipo. Saí do grupo porque não fazia nenhum sentido estar ali. Fiquei pensando em isomeria óptica pelo resto da semana.

Poxa, os isômeros são moléculas que tem os mesmos componentes, mas estruturas espacialmente em pontos diferentes. Os da isomeria óptica são aquelas moléculas levogeras e dextrogenas, são moléculas que são um a "imagem espelhada" da outra. No Judaísmo não há proselitismo. Essa é uma característica clássica do Cristianismo e creio que também do Islamismo. Mas no Judaísmo não. Judeus não são vistos entregando folhetos na rua, pregando sua mensagem, etc. Claro que, se perguntados a respeito por pessoas que têm real interesse, eles falam a respeito da fé, ensinam, explicam. Mas não saem por aí falando em auto-falantes, com programas na TV, com viagens missionárias ou mesmo na internet. O material publicado é encontrado apenas por aqueles que querem encontrar.
Daí, fiquei pensando, um grupo que fica anunciando que Yeshua não é o messias, ou que Jesus não é deus, por mais certo que estejam, é um grupo que faz proselitismo tanto quanto os grupos que pregam sobre trindade e falam que "quem não aceitar Jesus vai pro quinto dos infernos". Os mesmos elementos estão presentes (Yeshua e Jesus) e a mesma intenção também (mudar o pensamento e modo de vida do próximo - sem ele nem querer saber do assunto em questão), só que colocados com propósitos diferentes.
Poxa, será que a terra já está tão boa assim que podemos nos dar o luxo de gastar tempo com palavras e não com atitudes? Será que o Eterno, bendito seja Ele, nos colocou aqui como juízes dos modos de vida do próximo, ou Ele ensinou na Torah que devemos amá-los e não julgá-los? De certa forma, o proselitismo de judeus é pior que o de cristãos, visto que o Cristianismo apóia essa pratica, enquanto o Judaísmo condena. Poxa vida! Uma atitude oposta a outra é na verdade igual a esta! Se um objeto está na frente de um espelho, aparece a imagem oposta, mas que é igual num sentido mais profundo. A atitude é a mesma dos missionários. Quer fazer a diferença nesse mundo? Pratique Torah, Avodá e Tsedaká! Não há movimento missionário como quarta categoria no tripé do Judaísmo. Até mesmo porque é um tripé.
Shalom aleikhem
Edgard MacFraggin'
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Yeshua: o deserto pelo qual chegamos ao Eterno
A parashah do último shabat foi a Bamidbar ["no deserto"]. Foi no deserto que o Eterno se manifestou muito ao povo. Foi ali que a Torah foi outorgada ao povo. Coisas maravilhosas aconteceram ali. Entretanto, deserto é lugar de dificuldade. É lugar de alimento escasso, de escorpiões e serpentes, de extremo calor de dia e extremo frio a noite, todo dia essa mudança brusca na temperatura. E o deserto também não era o plano final do Eterno, bendito Seja, para o povo. O plano final estava na terra de Canaã, na Terra Prometida. O deserto era o caminho para se chegar até lá. E apesar de todo o sofrimento, o Eterno mandava o maná para alimentação, da rocha saía água, tinha uma nuvem durante o dia para o calor, uma coluna de fogo durante a noite para o frio. Aquela jornada não foi como a qualquer outra que tenha ocorrido na História por um deserto: D'us protegeu ao povo durante os 40 anos que ali passaram, dando-lhes sustento.
E há muita semelhança nessa parashah com as palavras de Yeshua, em relação ao que os talmidim [discípulos] dele deveriam passar. Em Mattityahu ["Mateus"] 16:24, Yeshua diz que quem quer seguí-lo, deve tomar sua estaca de execução e ir. Para quê ter uma estaca de execução se não for pra morrer? Não falo disso para todos os casos, pelo menos não literalmente. Mas ele disse que sofreríamos por amor a ele, que seríamos caluniados, injuriados, etc. São esses os sofrimentos desse deserto. É uma caminhada difícil, num caminho estreito (Mattityahu ["Mateus"] 7:13-14). Entretanto, "coincidentemente", ele disse também que é o "Pão da vida", fazendo uma ponte justamente com o maná que caia no deserto (Yochanan ["João"] 6:48-51). Disse também que aquele que beber de sua água nunca mais terá sede e além disso será uma fonte que jorra água - como a rocha que jorrava água no deserto! - (Yochanan ["João"] 4:13-14). Quanto às dificuldades do deserto quanto a sua própria fauna, Yeshua disse que seriamos protegidos de "cobras e escorpiões" (Lucas 10:19). E também ele disse que é caminho para se chegar ao Pai (Yochanan ["João"] 14:6). Um caminho que leva a um objetivo.
Será que era a intenção de Yeshua que os seus talmidim se focassem eternamente nele? Veja bem. Imaginem uma viagem programada para um lugar excelente. Chegando o dia, todos vão felizes para o aeroporto e tomam o voo. E aí quando chegam no destino, vão passar todo o período ainda dentro do avião sem aproveitar o destino? Claro que não! E Yeshua disse claramente que é o "caminho" e não o destino final! O destino final é o Eterno, o único D'us, o único digno de ser adorado e ninguém mais! Ele é UM, e sua unidade é indivisível. Ele é um, e não dois nem três. Foi sobre isso que Yeshua anunciou em todo o seu ministério. Que no deserto das nossas dores e das dificuldades, vemos a mão de D'us estendida, nos outorgando a sua Torah preciosa, o maná que nos sustenta, água, proteção contra o frio e contra o calor, enfim, tudo o que precisamos para trilhar esse Caminho estreito, esse precioso deserto a quem eu chamo, nesse contexto, de Yeshua.
Shalom Aleikhem,
Edgard MacFraggin'
Será que era a intenção de Yeshua que os seus talmidim se focassem eternamente nele? Veja bem. Imaginem uma viagem programada para um lugar excelente. Chegando o dia, todos vão felizes para o aeroporto e tomam o voo. E aí quando chegam no destino, vão passar todo o período ainda dentro do avião sem aproveitar o destino? Claro que não! E Yeshua disse claramente que é o "caminho" e não o destino final! O destino final é o Eterno, o único D'us, o único digno de ser adorado e ninguém mais! Ele é UM, e sua unidade é indivisível. Ele é um, e não dois nem três. Foi sobre isso que Yeshua anunciou em todo o seu ministério. Que no deserto das nossas dores e das dificuldades, vemos a mão de D'us estendida, nos outorgando a sua Torah preciosa, o maná que nos sustenta, água, proteção contra o frio e contra o calor, enfim, tudo o que precisamos para trilhar esse Caminho estreito, esse precioso deserto a quem eu chamo, nesse contexto, de Yeshua.
Shalom Aleikhem,
Edgard MacFraggin'
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Pode-se fazer doutrina em cima de um versículo?
Estava escutando a última aula ministrada (até a presente data) pela profa. sra. Dálcia Freitas no programa "A Voz do Shofar"(que pode ser conferido clicando aqui) e fiquei bastante intrigado com isso. Pode-se fazer doutrina em cima de apenas um versículo isolado?
Vejamos, vamos criar a doutrina do suicídio. O rei Saul se suicidou (1a Samuel 31:4). Olhando exclusivamente esse versículo, podemos falar que a prática do suicídio é aceita dentro da fé monoteísta? Obviamente não! É condenada, só o Eterno é dono da vida. Mas será que já fizeram doutrina com base em apenas um versículo (mal traduzido, por sinal)?? Vejam por si mesmos abaixo (as marcações de amarelo foram feitas por mim):
"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;" Mateus 28:19 (João Ferreira de Almeida Atualizada )
"Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." Atos 2:38 (João Ferreira de Almeida Atualizada )
"Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus" Atos 8:16 (João Ferreira de Almeida Atualizada )
"Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias." Atos 10:48 (João Ferreira de Almeida Atualizada )
"Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus." Atos 19:5 (João Ferreira de Almeida Atualizada )
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| Yeshua é judeu, certamente ele não cria em trindade |
É bom falar um pouco, só pra se ter ideia da dimensão disso, do momento que estamos vivendo agora. Estamos no período entre Pessach (páscoa judaica) e Shavuot (petencoste). Conta-se 50 dias entre essas duas festas. Yeshua morreu em Pessach, ressuscitou e ficou mais 40 dias antes de subir aos Céus. Ele disse que os emissários deveriam permanecer em Jerusalém até que fosse mandado o Ruach HaKodesh (Espírito de D'us) em Shavuot, que seria em 10 dias. Daí, o Ruach vem e começam as imersões ("batismos"). Os discípulos já estavam tão apressadamente desobedecendo ao que o Messias disse menos de duas semanas antes? Obviamente não. E na Bíblia de Jerusalém (versão católica antiga) há uma nota de rodapé afirmando que no original estava "batizando-os em meu nome", e que o " em nome do Pai, do Filho..." veio apenas posteriormente, no concílio de Niceia e no Édito de Tessalônica, três séculos depois da vinda do Messias!
O Concílio de Niceia ocorreu no ano de 325 e.c. (da era comum, conhecido como "depois de Cristo"), ou seja mais de 300 anos da ascensão do Messias aos Céus. Afirmaram coisas que nem o Messias Yeshua e nem os discípulos falaram. Vejam o Credo de Niceia, ele mostra claramente que a fé que ele afirma ser a correta é politeísta e não monoteísta:
O Concílio de Niceia ocorreu no ano de 325 e.c. (da era comum, conhecido como "depois de Cristo"), ou seja mais de 300 anos da ascensão do Messias aos Céus. Afirmaram coisas que nem o Messias Yeshua e nem os discípulos falaram. Vejam o Credo de Niceia, ele mostra claramente que a fé que ele afirma ser a correta é politeísta e não monoteísta:
"Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual por causa de nós homens e por causa de nossa salvação desceu, se encarnou e se fez homem, padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado (Colossenses 1:15 afirma que ele foi o primeiro a ser criado, ele é o "Primogênito de toda a Criação" [Almeida Corrigida e Revisada Fiel], ou seja, o primeiro a ser criado), ou é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja anatematiza." obs.: anatematizar significa fulminar com anátema; excomungar, amaldiçoar.
Já o Édito de Tessalônica data de 24 de Novembro de 380 e.c. Ele foi também bastante posterior à doutrina que o Messias anunciava, da Unidade do Eterno e da Redenção de Israel. O Édito afirma:
Édito dos imperadores Graciano, Valentiniano (II) e Teodósio Augusto, ao povo da cidade de Constantinopla: "Queremos que todos os povos governados pela administração da nossa clemência professem a religião que o divino apóstolo Pedro deu aos romanos, que até hoje foi pregada como a pregou ele próprio, e que é evidente que professam o pontífice Dámaso e o bispo de Alexandria, Pedro, homem de santidade apostólica. Isto é, segundo a doutrina apostólica e a doutrina evangélica cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos quem sigam esta norma, enquanto os demais os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da vingança divina, e depois serão castigados pela nossa própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade celestial."
Nessas doutrinas heréticas pode-se ver já o embrião de toda a inquisição aos que não cressem da mesma forma, ou seja, naquele caso principalmente os judeus. É heresia para justificar a trindade pagã. É um versículo mal traduzido (Mateus 28:19) contra quatro (Atos 2:38; Atos 8:16; Atos 10:48; Atos 19:5) que estão corretos. Enfim, cada um deve refletir por si mesmo. Que o Eterno tire o comichão de nossos ouvidos, e possamos ouvir a verdade!
Edgard MacFraggin'
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Mateus 28:19
Mateus 28:19
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Mateus 28:19
Mateus 28:19
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domingo, 14 de abril de 2013
A purificação final da tzara'at da humanidade
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| Lachon Hará: maledicência, fofoca, falar mal dos outros. |
As parashot do último shabat foram a Tazria [conceber - Vayikrá (Levítico) 12:1 - 13:59] e M'tzora [afligida com tzara'at - Vayikrá (Levítico) 14:1 - 15:33]. Entre os assuntos tratados, foi falado sobre a tzara'at, uma espécie de lepra, mas que é diferente da hanseníase. Essa lepra aparecia nas pessoas que praticavam Lachon Hará, ou seja, maledicência, falar mal dos outros. Um rabino afirmou que quem pratica esse pecado, transgride os cinco livros da Torah, a transgride por completo. É um pecado extremamente grave e lesivo, deve-se tomar o cuidado de nem mesmo escutar uma pessoa que fala Lachon Hará.
Umas das leis relacionadas a purificação das materiais e das pessoas com essa lepra dizia respeito as roupas. Vemos em Vayikrá 13:47-59 [Levítico] que uma peça de roupa com uma mancha de tzara'at deveria primeiro ser lavada e depois de sete dias seria reavaliado. Caso a mancha tivesse aumentado, a peça era impura, e o seu destino era ser estruída pelo fogo. Primeiro a água; se não adiantar, o fogo.
Mas existem outros aspectos interessantes a respeito dessa parashah em conexão com a B'rit Hadashah [Nova Aliança - conhecida como "novo testamento"]. Em Vayikrá 13:12-13 [Levítico] está assim:
"Se a tzara'at espalhar-se sobre toda a pele, de modo que, tanto quanto o kohen enxerga, a pessoa com tzara'at possui feridas em todas as partes do corpo, da cabeça aos pés, então o kohen a examinará e, se vir que a tzara'at lhe cobriu o corpo todo, declarará a pureza da pessoa com as feridas - pois elas embraqueceram, e ela está pura."
Durante a parte dos "Comentários da Parashah" foi falado um comentário rabínico sobre esse trecho se relacionar a vinda do Mashiach para a Era Messiânica. Quando a humanidade estivesse com tzara'at da cabeça aos pés, então o Mashiach virá. Ou seja, quando a humanidade estiver completamente corrompida, completamente suja, deturpada, com os valores perdidos, nos tempos da Apostasia, o Mashiach viria, então ela será considerada pura pela purificação que o Messias fará. E estamos caminhando a passos largos em direção a isso. E em no livro de Segunda Kefa [Pedro] 3:3-7 [as partes entre colchetes e/ou de outra cor foram destaques/comentários meus]:
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| Lavagem da maldade, da tzara'at da humanidade, na época de Noach. |
"Em primeiro lugar, entendam isto: nos últimos Dias, surgirão escarnecedores, seguidos seus desejos, e perguntando: 'onde está a prometida 'vinda' dele? Porque nossos pais morreram, e tudo segue como era desde o princípio da criação'. Contudo, desejando muitíssimo estarem certos disso, não notam o fato de que, pela Palavra de D'us, há muito tempo, existem céus e terra surgida da água e existente entre as águas, e que, por causa dessas coisas, o mundo daquele tempo foi submerso [pela água] e destruído. Pela mesma Palavra, os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o Dia do Juízo, quando os ímpios serão aniquilados."
A humanidade já foi lavada de sua tzara'at no Dilúvio de Noach [Noé], entretanto, isso não adiantou. E se não adiantou, o fogo nos está reservado, onde a lepra será destruída para sempre. Primeiro a água; se não adiantar, o fogo. E com isso se iniciará, em tempo próximo se o Eterno assim permitir, o reinado do nosso Mashiach Yeshua, amém!
Edgard MacFraggin'
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domingo, 17 de março de 2013
A profecia sobre o "fim" da Torah
"Então os que temiam Adonai falaram em conjunto, e Adonai escutou e ouviu. Um livro de registro foi escrito na presença dele para os que temiam Adonai e respeitavam-lhe o nome."
"Lembrem-se da Torah de Mosheh, meu servo, quando lhe ordenei, no Horev, leis e regras para todo o Yisra'el"
Mal'akhi 3:16 e 22 [Bíblia Hebraica; o 3:22 corresponde ao 4:4 da Bíblia Cristã]
"Então os que temem ao Eterno falavam uns aos outros e o Eterno atentava e ouvia. (...) o profeta Malaquias fala de um tempo em que todos se voltarão contra o Todo-Poderoso e declararão que a observância da Torah parece ser totalmente desnecessária." BUNIM, I. M. A Ética do Sinai, p. 147.
Vivemos nessa Era assombrosa profetizada por Malaquias. Ele foi um dos três últimos profetas de Israel, sendo os outros dois Ageu e Zacarias, sendo que todos morreram no mesmo mês, no ano 313 a.C. Pouco antes de Yeshua vir, já havia sido profetizado que chegaríamos a uma Era em que muitos diriam que a Torah não tem mais validade, que não é necessário cumprir, etc. E ainda dizem que foi essa a missão do Messias em vir a terra! Abolir a Torah!
O Eterno foi tão cuidadoso e tão carinhoso ao nos dar a Sua Torah. Ela nos ensina a viver, nos ensina a agradar ao D'us de nossos pais, Abraão, Isaac e Jacó. A Torah do Eterno foi inspiração para que o Rei David escrevesse lindos salmos, elogiando o valor dela. Falando que felizes são aqueles que nela meditam de dia e de noite (Salmo 1).
Precisamos urgentemente repensar esse posicionamento para assim sermos contados entre aqueles que agradam ao Eterno.
Shalom aleichem,
Edgard MacFraggin'
Precisamos urgentemente repensar esse posicionamento para assim sermos contados entre aqueles que agradam ao Eterno.
Shalom aleichem,
Edgard MacFraggin'
quarta-feira, 6 de março de 2013
Existe diferença entre um x-bacon e um ser humano?
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| O nome desse sanduba é X-bacon e não X-Cornélius |
"No dia seguinte, por volta do meio-dia, enquanto eles ainda estavam a caminho e se aproximavam da cidade, Kefa [Pedro] subiu ao telhado para orar. Ele sentiu fome e quis algo para comer; mas, enquanto preparavam a refeição, ele caiu em êxtase no qual viu o céu aberto, e algo parecido com um grande lençol estava sendo baixado à terra pelos quatro cantos. Nele havia todas as espécies de animais quadrúpedes, criaturas rastejantes e aves ariscas. Então um voz lhe disse: 'Levante-se, Kefa [Pedro]; mate e coma!"
Obviamente sim. Existe muita diferença entre uma pessoa e um x-bacon. Só para contextualizar, existem alguns alimentos que os judeus não se alimentam, são considerados trefá [impuros]. Entre eles está o suíno, por isso coloquei o "x-bacon". O contexto do versículo é o seguinte: existia um homem chamado Cornélio, que era temente ao Eterno. Ele não era judeu, mas orava a D'us e realmente O servia. Então, D'us quer que Kefa [Pedro] vá lá ter com esse homem. E por isso a visão. Kefa responde inicialmente, quanto a visão, que ele não irá comer comida trefá. Ele é judeu e segue aos mandamentos. Então a visão se repete mais duas vezes. Depois disso, os homens de Cornélio chegam a casa onde Kefa [Pedro] está para procurá-lo. Então, para quê foi essa visão? Certamente para mostrar para Kefa que aquele homem incircunciso também era amado pelo Eterno, e que ele deveria ir ter com ele. Talvez, no fundo, Kefa considera-se os incircuncisos como impuros, como trefá! Mas o Eterno muda isso nele.
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| Esse aqui afirma que come porco porque em Atos 10 as leis alimentares foram abolidas |
"As pessoas que entendem esses símbolos literalmente poderiam também pensar que, quando o Messias nos exortou a ser como pombas, quis dizer que deveríamos botar ovos" C. S. Lewis
Essa frase do Lewis é sensacional. Quem interpreta o texto de Atos 10 como referente aos hábitos alimentares, de que eles foram abolidos, deve começar a construir um ninho e botar alguns ovinhos. Ovos de pombo, faz favor.
Edgard MacFraggin'
Edgard MacFraggin'
sexta-feira, 1 de março de 2013
Sem Torah não existe o conhecimento do que é pecado
"Porque até ao regime da Torah havia pecado, mas o pecado não é levado em conta quando não há Torah." Romanos 5:13
Parashah é a porção semanal da Torah que é lida no shabbat pelos judeus, no mundo todo. De forma que em um ano, a Torah foi completamente lida. A parasha dessa semana é a Ki Tissá (Êxodo 30:11 - 34:35). Nessa parashah é relato sobre a outorga da Torah ao povo de Israel. Também fala do vergonhoso evento do bezerro de ouro.
Daí, estava lendo algumas seleções do Midrash no site da Beit Chabad. E lá parte do bezerro de ouro, depois que Moisés desce e vê o povo agindo de maneira profunda, o Midrash fala que as letras daquelas duas tábuas de safira desapareceram. Aquelas tábuas de pedra que haviam recebido a preciosa grafia do Eterno eram agora apenas tábuas de pedra. Então, Moisés as quebra. As espatifa no chão. E por que ele fez isso?
O rabino Paulo responde isso perfeitamente em Romanos 5:13. Se não há Torah, não há pecado, pois não há como transgredi-la. Assim, Moisés agiu sabiamente em quebrar as tábuas de pedra, pois o povo não seria tão severamente punido; se as tábuas estvessem lá, o povo teria sido réu de pecado gravíssimo.
Moisés ainda, diz o Midrash, que destrói o bezerro de ouro, o transforma em pó e o mistura a água; e a todo mundo foi dado essa água para beber. E assim o povo viu que aquele bezerro, a quem haviam chamado de 'deus' estava agora dentro do estômago de cada um deles.
Isso é muito interessante. A Torah foi de modo algum abolido. A Torah nos ensina a servir ao Eterno, a agradá-Lo.
A Torah aos judeus; as Sete Leis de Noé aos não-judeus. E assim agradamos com a mesma intensidade ao Eterno.
Sem Torah não existe o conhecimento do que é pecado... logo, não temos conhecimento daquilo que desagrada ao Eterno. A não existência da Torah não faz que o pecado seja inexistente. Faz que ele seja desconhecido.
Edgard MacFraggin'
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
Se "a Lei foi abolida", a Graça é uma Anarquia
Diversas vezes escutei - e na verdade cresci com outros me ensinando - que "a Lei foi abolida". Nisso, diziam que a Lei Mosaica foi abolida, que vivemos num período de Graça. Que o Messias veio abolir a Lei e criar uma Igreja, uma nova religião. Vai por aí.
Diversas vezes o Eterno afirma lá na Torah que o que Ele estava ordenando que o povo fizesse era um "estatuto perpétuo", ou seja, não iria ter fim, o povo nunca deveria deixar de fazer nas gerações seguintes. Assim, se dizem que "Lei foi abolida", estão dizendo necessariamente que o "Eterno mentiu", pois ele disse que a Lei nunca seria abolida. Isso é muito sério, creio que as pessoas não param pra refletir sobre isso.
Mas, se a Lei foi abolida, será que podemos mentir? "Claro que não", eles respondem. Podemos matar? Roubar? Prostituir? "Não, não e não". Mas se não há Lei, como saber o que é certo e o que é errado? Não há como! Então, quem é que regula tudo isso? Responderão de forma mais ou menos assim: "o Messias aboliu a Lei". Será? Será que o Messias falou alguma coisa a respeito disso? Sim, ele disse. Lá em Mattityahu [Mateus] 5:17 - "Não pensem que vim abolir a Torah ou os Profetas. NÃO VIM ABOLIR, mas completar". Será que o Messias estava mentindo? Obviamente não.
Diversas vezes o Eterno afirma lá na Torah que o que Ele estava ordenando que o povo fizesse era um "estatuto perpétuo", ou seja, não iria ter fim, o povo nunca deveria deixar de fazer nas gerações seguintes. Assim, se dizem que "Lei foi abolida", estão dizendo necessariamente que o "Eterno mentiu", pois ele disse que a Lei nunca seria abolida. Isso é muito sério, creio que as pessoas não param pra refletir sobre isso.
Talvez as pessoas achem que os que praticam a Lei Mosaica (não são obrigados a cumprir a Torah os enquadrados em Atos 15. Mas também não foi proibido que eles cumprissem, caso desejassem) o façam pensando na própria salvação, para ser salvos. Ou então, acham que eles são legalistas. Vou narrar uma explicação muito boa que ouvi na sinagoga. A salvação é pela Graça. É algo dado pelo Eterno. Entretanto, ela não nos ensina a viver. A Lei nos mostra como devemos nos portar. É como se a Salvação fosse o convite para a festa. Mas a festa é de gala, devemos nos comportar lá dentro, nos vestir adequadamente, não colocar doces e salgados nos bolsos, etc. E isso é a Lei que nos ensina. É ela que nos ensina a agradar o "dono da festa", a agradar o Eterno. Quanto a legalidade, Yeshua nunca disse que quem guarda a Lei é legalista, caso contrário, o Messias também seria legalista. Há dois jeitos de guardar a Lei: sendo legalista ou fazer de todo seu coração, de toda sua alma e força. E isso não é ser legalista. Cumprir a Lei é o nosso Serviço ao Eterno. Isso é adoração. Quando eu guardo o Shabat, eu adoro o Eterno. Quanto uso o tsitsit, ou talit ou a kipah, eu adoro o Eterno. Isso faz dar sentido quando eu canto louvores, quando eu oro, etc. Que adiantaria cantar louvores ao Eterno se eu minto, roubo, pratico adultério e não me arrependo dessas coisas? Isso é falsidade! Cumprir a Lei é adorar ao Eterno, é por isso que cumprimos.
E se não há Lei, quem é que legisla tudo? Porque se alguém "aboliu a Lei", tiveram que criar uma nova lei. E essa "nova lei" é muito semelhante à antiga, pois diz basicamente as mesmas coisas, mas dá também abertura para inserir coisas que a Torah do Eterno proíbe. Por exemplo, o culto à trindade. E essa "nova lei" é bastante semelhante às "7 Leis Noéticas", um conceito muito antigo do Judaísmo, desconhecido de muitos, de muitos mesmos. As Leis Noéticas foram narradas em Atos 15. E mesmo assim, se afirmam que nem uma "nova lei" existe, então tudo é uma anarquia. Ninguém pode afirmar que mentir é pecado. Que roubar é pecado. Não havendo Lei, não há possibilidade de pecar. E as pessoas podem andar cegamente, desagradando o Eterno com isso. Fazer isso é, de certa forma, pensar que nossa sociedade poderia existir sem um Código Penal, sem a Constituição, sem Leis de Trânsito, etc. É voltar à Idade da Pedra e viver segundo os desejos errados dos nossos próprios corações.
E se não há Lei, quem é que legisla tudo? Porque se alguém "aboliu a Lei", tiveram que criar uma nova lei. E essa "nova lei" é muito semelhante à antiga, pois diz basicamente as mesmas coisas, mas dá também abertura para inserir coisas que a Torah do Eterno proíbe. Por exemplo, o culto à trindade. E essa "nova lei" é bastante semelhante às "7 Leis Noéticas", um conceito muito antigo do Judaísmo, desconhecido de muitos, de muitos mesmos. As Leis Noéticas foram narradas em Atos 15. E mesmo assim, se afirmam que nem uma "nova lei" existe, então tudo é uma anarquia. Ninguém pode afirmar que mentir é pecado. Que roubar é pecado. Não havendo Lei, não há possibilidade de pecar. E as pessoas podem andar cegamente, desagradando o Eterno com isso. Fazer isso é, de certa forma, pensar que nossa sociedade poderia existir sem um Código Penal, sem a Constituição, sem Leis de Trânsito, etc. É voltar à Idade da Pedra e viver segundo os desejos errados dos nossos próprios corações.
A salvação vem do Eterno. Portanto, devemos agradá-Lo sim. Imagine que fomos salvos e apesar disso saímos deliberadamente quebrando preceitos. Será que a Salvação pode ser perdida? Claro que sim. O Eterno nos dotou de poder de escolha. E podemos escolher nos afastar dEle, mesmo um dia estando perto. Se queremos agradar ao Eterno, devemos cumprir suas Leis. Seja toda a Torah (caso dos judeus) ou "as 7 Leis Noéticas" (caso dos não judeus - explicado em Atos 15, embora já fosse algo bastante antigo dentro do Judaísmo).
Shalom aleichem,
Edgard MacFraggin'
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Mudanças no Blog
Esse blog eu o comecei por volta de 2009, com o intuito de mostrar aos outros pensamentos pessoais. E falei muito sobre vários assuntos, com uma forma de pensar cristã. Mas, pra resumir a história, em 2006 eu comecei a desconfiar que a família da minha mãe tinha ascendência judaica, pelo lado dos Martins. E isso foi indo e indo, pesquisando e constatando que era verdade. Então, no final de 2011 e meados de 2012 começei minha Teshuvah (retorno), me tornando assim um baal teshuvah. Comecei a viver as mitsvot (mandamentos) nessa época, de forma que cumpri o mandamento da b'rit millah (circuncisão) algumas semanas atrás. Agora, sou judeu, sigo o judaísmo. Creio que Yeshua é o messias, o Filho de Elohim, o "caminho, a verdade e a vida", mas creio que o Eterno é um, indivisível, e que Ele, bendito o seja, não faz parte de nenhuma trindade. Assim, apenas o Eterno é digno de ser adorado, e ninguém mais, nem o messias. Dessa forma, as postagens também refletirão isso. Muito provavelmente todas as postagens de 2012, principalmente às do segundo semestre, refletem o pensamento judaico que tenho aprendido.
Tenham Shalom (paz), meus irmãos. Yeshua foi um grande rabino, um grande mestre, mais importante de tudo, ele é o messias esperado. E ele voltará e reinará na Era Messiânica. Reinará por 1000 anos! Ansiamos por esse dia!
Edgard MacFraggin'
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Ateísmo: politeísmo pós-moderno
“O aparecimento dessa fé
[judaica] tem sido acertadamente descrito como ‘uma revolução na visão global
do homem’. Todas as religiões anteriores e contemporâneas viam o destino humano
como sujeito às leis da natureza. Assim como os ciclos naturais retornam ao seu
ponto de origem sem pretensão de progresso, assim era a vida humana concebida
como um infindável cortejo predestinado passando pelo nascimento e vida – de volta
a um ponto de partida nas trevas e no caos. Os próprios deuses estavam sujeitos
às paixões, instintos e desejos humanos. Eram associados a emanações naturais –
sol, luz, ar, fertilidade, chuva. As forças naturais sendo diversas e
numerosas, o conceito pagão de divindade era, conseqüentemente, tão pluralístico
que chegava ao caos.”
“Contra o fatalismo característico
de civilizações pagãs, o pensamento hebreu, a partir de Moisés, concebe D’us
como o autor de forças naturais, isento de seu ritmo cíclico. O desígnio divino
realiza-se não na natureza, mas na história humana. O progresso, e não a repetição,
é a lei da vida. Na tradição mosaica D’us aplica a Si um novo epíteto: ‘EU SOU
O QUE SOU’, aquele que nenhuma definição pode exaurir, o auxiliar onipresente
do povo, ‘que se aflige em todas suas aflições e em Seu amor e Sua compaixão os redime’. O
destino humano, uma vez separado do ciclo da natureza, liberta-se da fatalista
cadeia da repetição. O homem tem a capacidade de ’rejeitar o mal e escolher o
bem’. Está assim dotado de uma dignidade única e ativa, alem do alcance de
qualquer outro elemento da natureza.”
ABBA EBAN. A História do Povo de
Israel. Editora Bloch, página 19.
Entre
duas potências mundiais – a leste, a Babilônia; a oeste, o Egito – está o
território de Israel a nascer. O conceito da época, excetuando a fé do povo de
Israel, era de diversas entidades que governavam o mundo: a natureza em suas
diferentes facetas eram diferentes divindades. Divindades essas que tinham
fraquezas, que poderiam ser manipuladas pela humanidade, etc. Mas em Israel
havia a questão monoteísta. Um D’us que “nenhuma definição pode exaurir”. Alguém
que deu leis ao povo e que governava, exatamente pois ele foi o Criador de
todas elas, as forças da natureza e do universo. É claro que por trás de todas
elas existem forças também naturais, como a gravidade, a velocidade da luz, rotação
da terra, entre diversas outras. Mas esse raciocínio trás uma essência que
diferencia a fé monoteísta da fé politeísta.
Entretanto,
“depois de Galileu”, as coisas mudaram. Galileu, um cristão, é considerado o
pai da ciência moderna. E com a ciência, os processos desconhecidos da natureza
passaram, com o tempo, a serem conhecidos e compreendidos. Hoje, sabe-se do
ciclo do carbono, do ciclo da água, do ciclo do nitrogênio, de células
embrionárias, de dispersão de pólen, de mitose, de movimento dos astros e de
energia nuclear. Sabe-se como o leite é produzido nas glândulas mamárias, quais
hormônios influenciam o processo e quais hormônios são responsáveis por
diversos outros processos. Do ponto de vista do entendimento dos processos, não
precisamos mais de um panteão de deuses. Sabemos que não são eles que controlam
a chuva, a neve, os mares, a terra. Assim, penso eu, quem mais contribuiu para
o surgimento do ateísmo não foi o monoteísmo, e sim o politeísmo. Indo além,
pode-se compreender que o ateísmo não é o fim da fé politeísta, e sim sua
continuidade. Os motivos que eu observo para isso são:
1) Sempre
houve um conflito entre a fé politeísta e a fé monoteísta. Na minha opinião, a
que melhor expressa esses conflitos, foi a Revolta dos Macabeus. Outros povos
queriam helenizar (paganizar/”politeismizar”) a fé judaica. Colocar um fim a
prática, aos costumes, etc. O ateísmo faz o mesmo atualmente, e faz um
proselitismo enorme a nível mundial.
2) O
segundo motivo é que os politeístas adoravam diversos deuses por não compreenderem
os processos naturais. Os ateus atuais adoram a si mesmos por terem
compreendido os processos naturais. Quase como “não precisamos de nenhum deus
pois nós somos deuses; nós controlamos a natureza como queremos”. E tem uma
música do John Lennon que expressa muito bem essa idéia. O nome dela é “Serve
yourself”. A letra diz exatamente isso, sirva a você mesmo, porque nenhuma
divindade fará isso por você.
Assim,
a raiz da fé politeísta é basicamente a mesma raiz do ateísmo. Tanto é que eles
criticam basicamente três linhas de fé: o judaísmo, o cristianismo e o
islamismo. E todas elas são monoteístas e têm relações amáveis com a ciência
ou com outros cultos completamente politeístas.
Ou é um conceito de um deus inexistente ou um conceito tão vasto e caótico que ele não é deus de qualquer forma. Ambos são formas de pensar politeístas.
Ou é um conceito de um deus inexistente ou um conceito tão vasto e caótico que ele não é deus de qualquer forma. Ambos são formas de pensar politeístas.
Edgard MacFraggin'
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